Muito bom dia a todos, espero que tenham tido uns dias sossegados, alegres e bem dispostos. Ah sim? Pois bem, eu também não, deixem lá...
Numa das consultas que tive com o meu psicólogo, ele disse-me "A questão aqui é a seguinte: Você tem uma doença crónica para o resto da vida, e vai ter de aprender a viver com isso. Agora o que pode acontecer é sermos nós a controlar a doença, ou deixarmos que a doença nos controle a nós".
Obviamente que eu quero controlar a doença... Coitados dos meus pais, nem eles me conseguem controlar como gostariam, era mesmo agora que eu ia querer que uma doença me controle.
Mas infelizmente a vida não é assim tão linear... Por mais força que tenha a mente humana (e tem muito, mesmo muito mais força do que aquilo que julgamos saber, acreditem), por vezes as doenças não se controlam assim. E porque é que digo isto?
Porque estou a aprender da melhor maneira que possa haver: por experiência própria.
No outro dia fui desafiado para ir ao cinema. Estreou o Iron Man 3, e eu não podia deixar de ir ver, sendo o fã de super-heróis que me digo ser, e porque sou fã incondicional do Tony Stark.
Além disso o psicólogo deu-me ordens directas para sair de casa, para sair com amigos, para estar com pessoas. Então achei que devia juntar o útil ao agradável.
Faço aqui um pequeno aparte, porque gostava de falar tambem do filme... Tentando não deixar spoilers para quem ainda não o possa ter visto, eu até gostei do filme.
A eterna questão de "quem faz o herói, é a armadura, ou o homem dentro desta?" faz o nosso bilionário filantropo favorito ponderar profundamente quem é e aquilo que quer ser.
Agora o que eu não sei se gostei... Foi do final.... Quer dizer.... Não me façam uma coisa destas!!!! Não me lixem, estou com bastantes expectativas em relação ao Avengers 2.... Não me desiludam!!!
E mais não digo, porque não quero estragar o filme a quem ainda não o viu e tenciona faze-lo. Apenas digo que o filme está bom, e vale a pena ver. Depois vocês logo me dizem se concordam com o resto ou não, mas por amor à Santa, façam-me um favor: Mentalizem-se que vão ver um filme de FICÇÃO, e não um documentário, ok??? Não me façam comentários como os que ouvi à saída do filme, acerca de como o Tony Stark não é atingido por nenhum estilhaço, e em como consegue correr e saltar, e agarrar-se a ferros no ar sem a armadura, porque caso não saibam, ser um filme de FICÇÃO significa exactamente isso, os acontecimentos são fictícios, não são reais nem tentam reproduzir fielmente a realidade.
Querem rigor cientifico, vão ver um documentário da NASA, ok?
E este pequeno aparte já não está tão pequeno quanto isso... Lá estou eu outra vez, é o costume, perco-me e deixo-me levar... Mas isto vai estar tudo relacionado, eu prometo!
Então, como estava a dizer, fui ao cinema ver o Iron Man 3.
Comi um jantarinho leve, uma massa esparguete com bife de peru grelhado, prato que parece que faz parte da minha dieta praticamente todos os dias, e do qual eu já começo a ficar solenemente farto, mas que sei que consigo comer e que não me vai causar grandes problemas na barriga.
Tomei a seguir os dois Aero-OM do costume, os que supostamente me vão reduzir as cólicas e os gases, e porque o seguro morreu de velho, malhei a bela da Loperamida, que já começa a ser uma grande amiga minha... Loperamida é a substância activa do Imodium, e eu, em vez de comprar embalagens de vinte comprimidos da marca Imodium, que custam quase 5euros cada uma, compro embalagens de 20 comprimidos de Loperamida Generis, que é o generico do Imodium, e que custam 3 euros cada uma. Parecendo que não, em alguns meses eu gasto 3 a 4 caixas de 20 comprimidos por mês, entao esta simples troca representam 6 a 8 euros de poupança, o que nos tempos que correm não é de fazer a vista grossa.
Para terminar, fui à casa de banho garantir que tinha a bolsa completamente vazia, de maneira a ter espaço suficiente para digerir o jantar.
E assim lá fui eu para o cinema, com um jantar que eu sei que está "aprovado" por experiencia propria, com os anti-gases e o anti-diarreico metidos no bucho.
Em teoria era tudo o que precisava para poder passar pelo menos umas 4 horas fora de casa, a conviver e a ser normal, conforme instruções médicas, e eu até estava com uma boa vibe que ia correr bem.
E até nem posso dizer que correu mal, tenho de ser sincero. Mas também não posso dizer que correu bem.
Ainda antes do intervalo do filme, sem que eu tivesse feito nada para isso, deram-me umas cólicas desgraçadas.
Não comi pipocas, não bebi Coca-Cola, não comi nem bebi nada depois do jantar, mas mesmo assim, de repente deu-me aquela sensação de barriga apertada, onde a dor parece que desce pelo lado direito do meu abdomen, e cruza pela bexiga até chegar ao apêndice... Aquela dor que começa devagarinho, depois aumenta, aumenta, aumenta, aumenta, aumenta até que eu já estou todo torcido, a apertar a barriga e a tentar fazer com que as fezes se mexam lá dentro, para que a cólica passe. E isto é o que acaba por acontecer.
Se eu apertar a barriga no sitio certo, sinto movimentos intestinais, ouço mesmo barulho (que não sei se as pessoas ao meu redor também ouvem), e aquela vaga de dor passa, ficando a aguardar a próxima cólica. Quando ocorrem os movimentos intestinais, eu tenho a sensação que os gases percorrem a minha bolsa (a tal que faz as vezes de cólon) , e sinto um ardor desgraçado no ânus. Nunca consegui comprovar, mas eu tenho quase a certeza que quando sinto esse ardor é porque tenho fezes liquidas a querer sair. Ou mesmo já a sair ânus fora.
Ora como devem calcular, isto faz com que seja difícil fazer o que quer que seja que eu esteja a fazer, neste caso em concreto, ver um filme.
O ardor é das coisas mais desconfortáveis que já passei. Honestamente eu não sei mesmo se não preferia ter cólicas que me façam embrulhar no chão abraçado à barriga, do que ter este ardor. É que fico mesmo assado, tenho o rabo inflamado, e já não há Halibut, Cicalfate, ou Mytosil que me valham.
A proposito, o "Mytosil" agora passou a ser considerado produto de estética e não pomada, então o seu IVA passou para os 23%. Substituam por "Carena", que é exactamente a mesma merda, até a embalagem é parecidíssima, mas continua a ser considerado pomada, então manteve-se nos 6% de IVA.
E assim passei o meu filme. Novamente, não posso dizer que correu mal. Não correu mal. Consegui ver o filme, consegui estar com os meus amigos, consegui voltar para casa e não estava borrado.
Claro que o meu rabo não aguentava nem mais 5 minutos sentado onde quer que fosse. Não faço ideia de como consegui sentar-me ao volante do carro e vir para casa, porque o meu carro faz com que quando eu me sento, todo o meu corpo fica completamente apoiado nas minhas nádegas. E se as nádegas estão inflamadas, irritadas, a arder como Nero deixou Roma, conseguem imaginar o sacrifício que é conduzir.
Cheguei a casa, entrei directo no chuveiro e procedi ao acto de lavar muito bem o rabinho, com aguinha e sabãozinho azul e branco, por causa do seu PH, carreguei com pomada, e fui-me deitar.
Se formos a ver bem, ok, sim, eu posso dizer que eu controlei a doença. Ou melhor, não a controlei, mas também não deixei que ela me controlasse a mim. Fiz o que queria fazer, com algumas dificuldades, é certo, mas ninguém disse que ia ser fácil.
Até que aconteceu. Tinha de acontecer. Eu sabia que era só uma questão de tempo até acontecer.
Com todo o respeito que tenho ao meu psicólogo, eu lamento imenso, mas isso do controlar a doença em vez de ela nos controlar a nós é uma grande treta...
Então o que aconteceu? Eu passo a explicar... Segundo instruções do psicologo, eu tenho pilares de bem estar na minha vida para "reconstruir" ou melhorar, e um deles são as relações interpessoais. Ou seja, sair de casa. Estar com pessoas, estar entre pessoas, entre amigos, conhecidos e até mesmo completos estranhos.
E visto que agora até está bom tempo, e eu devo ser arraçado de lagarto porque ADORO estar estendido a apanhar sol, decidi ir até à praia um bocado.
Peguei no portatil para que se desse o caso de me dar a inspiração ter onde escrever, no livro que ando a ler agora (se é que vos interessa, ando a ler "O Hobbit", do Tolkien, mas a versão original que vos digo já que não tem nada a ver com o filme, e que está muito melhor que este último), na minha toalhinha, na garrafa de agua, e fiz a mala.
Tomei os anti-gases, tomei o anti-diarreico, fui à casa de banho antes de sair de casa, tudo para ter a certeza absoluta que estava na melhor das condições para poder aproveitar uma tarde de bom tempo.
Ora, eu fui para a praia, e até correu tudo bem nos primeiros vinte minutos.
A praia fica junto a um pequeno parque com relva e umas mesas de piquenique, tem mesmo uns grelhadores colocados pela Junta de Freguesia, e é um sitio bastante agradável para se estar.
E neste dia não estava nada mau, apesar de estar algum vento, estava bastante gente na areia, e ainda mais gente no relvado.
Eu gosto de me estender na praia e de apanhar sol, mas confesso que quando está vento não me agrada tanto. Estar a levar com a areia testa-me demasiado a paciência, então eu decidi agarrar-me ao portátil e escrever mais um pouco.
Tive sorte, ainda restava uma mesa de piquenique livre, para onde me dirigi. Desfiz a mala, liguei o portátil, acendi o meu cigarrito, e escrevi um paragrafo.
Exactamente, um paragrafo, e depois deu-me um ataque de cólicas como não me dava há bastante tempo. Não me lembrava de me doer daquela forma desde os tempos iniciais em que me tiraram a ileoestomia, e me voltaram a ligar a bolsa ao ânus. Nessa altura as dores eram praticamente constantes, fortes e dilacerantes, mas com o passar do tempo estes sintomas têm vindo lentamente a melhorar, mas naquele dia deu-me tão forte ou tão feito que eu podia jurar que tinha voltado ao inicio desta aventura.
Ainda me deitei no banco, porque tipicamente quando estou deitado alivia as cólicas mas não ajudou muito. Conseguia sentir perfeitamente o ardor no ânus, conseguia senti-lo molhado, eu sabia perfeitamente que estava à beira de me borrar todo. Não havia espaço de manobra para falhas. E ainda por cima eu estava sem fralda.
Quer dizer, ninguém vai para a praia com uma fralda vestida, não é? Tipo... Andar de fralda já é meio caminho andado para ficar todo assado, andar de fralda a apanhar sol, imagino...
No meu ver é algo que não encaixa, ou será que estou errado?
Por vezes eu sinto estes apertos, e deito-me. Coloco as mãos na barriga, aperto ligeiramente e parece que consigo sentir o gás dentro da bolsa. E quando o consigo sentir, pressionando a barriga, fazendo um pouco de força com o ânus e com o abdómen, por vezes consigo soltar esse gás e sentir-me um pouco mais aliviado. Por vezes esta operação corre bem, outras tenho de ir a correr para o chuveiro, porque a coisa correu mal, se é que entendem o que eu quero dizer.
Sentia perfeitamente o gás dentro de mim, mas também sentia o ânus molhado. Aquilo não ia ser só um peido. Garantidamente se eu tentasse soltar o gás, este sairia como se costuma dizer, com molho. E eu não estava propriamente perto de casa, ou de um sitio com condições mínimas para me trocar. Além de que não tinha nenhuma muda de roupa comigo.
Aguentei o melhor que pude, fiz força a fechar o ânus, esperei até a cólica aligeirar um pouco. Assim que me consegui mexer, desliguei o portátil, voltei a enfiar tudo para dentro da mala, levantei-me bem devagar, e dirigi-me para o carro a passo de caracol.
Quando estou assim tento não me mexer muito. Qualquer movimento mais brusco pode fazer com que eu momentaneamente perca o controlo sobre a força que estou a fazer sobre o ânus, e por mais breve que possa ser esse momento, é o suficiente para que as fezes saiam, e eu fique, literalmente, todo borrado.
Consegui chegar ao carro, entre ânus apertado e cólicas terríveis, e lá me sentei ao volante. Pelo sim pelo não coloquei a toalha em cima do banco, não fosse acontecer algum acidente.
Novamente... Aquele carro para conduzir nesta situação é horrível. Esta noite vou chibatar-me por estar a dizer mal do meu carro, entenda-mo-nos, eu amo aquele carro, é das poucas coisas que eu tenho que me fazem sentir orgulhoso, adoro-o, mas tenho de ser honesto e reconhecer que a sua postura de condução não é a melhor para quem está cheio de gases no ânus, a quererem sair cá para fora, trazendo consigo todas as fezes, sólidas ou liquidas, que se encontram sob pressão na bolsa.
Durante a viagem para casa, que não é longa, faz-se em vinte a trinta minutos não havendo trânsito, fartei-me de lutar com o dilema de encostar o carro e ir desenrascar-me atrás de um arbusto. É uma coisa que eu não gosto de fazer, acho que se um dia tiver de acontecer eu não me vou sentir nada bem ao fazê-lo, mas o desconforto, o aperto, as dores eram tantas que eu estava em estado de desespero a olhar para as moitas e arbustos e a achar "não, ali vêm-me. Não, ali também não estou escondido".
E assim fiz o caminho todo, ali não dá, ali também não, até estar mesmo quase a chegar ao meu bairro. E foi quando aconteceu. Veio a dor, apertou-me a barriga no lado esquerdo, praticamente na zona do rim, com a dor na barriga veio o ardor no olho do cú, veio aquela pressão horrível, e não deu mais. A força que estava a fazer não foi suficiente, e soltou-se o gás. Infelizmente confirmou-se o que eu já tinha a certeza, o peido não veio sozinho. Borrei-me todo. Praticamente a chegar a porta de casa.
Ok, podia ser pior. Não me borrei muito. Não cheguei a sujar as calças, e como estava mesmo a chegar não sofri muito com o ardor causado por me ter borrado (porque ter o olho do cu cheio de merda doi para caraças, acreditem...).
Foi chegar a casa, chuveiro com ele, troca de roupa, pomada, tá novo.
Parece fácil, não é? Parece pouca coisa...
Mas não é. Eu literalmente borrei-me. Se não estivesse tão perto de casa teria sido bem pior.
Eu não saí de casa por muito tempo, não comi nada fora da minha dieta permitida, e tomei toda a medicação que tinha para tomar.
E mesmo assim não consegui passar a tarde na praia.
Mesmo tomando todas estas precauções, seguindo os planos à risca, eu não consigo manter um aspecto social na minha vida se de repente e sem aviso me dão estas cólicas que me fazem borrar. Pura e simplesmente não é possível.
Controlar a doença é algo que não existe, pelo menos no meu caso. E não vai haver médico nenhum que me convença do contrário. Eu não controlo isto, isto controla-me a mim. As minhas cólicas e diarreias é que ditam de que forma eu vou viver a minha vida.
Mesmo cumprindo com as ordens e indicações médicas, eu não me posso comprometer com ninguém porque nunca sei se vou estar agarrado à sanita ou não. Nunca sei se de um momento para o outro tenho de largar tudo o que estou a fazer e ir à casa de banho.
Já fui convidado para acampar, já fui convidado para ir passear, já fui convidado para ir para a praia, mas como é que eu me posso comprometer a fazer essas coisas todas, que sempre gostei muito de fazer a vida toda, se não sei se vou ter a capacidade física de o fazer?
Agora digam-me vocês, como é que isto é controlar a doença?
Pois...
Não é.
É uma grandessíssima merda, é o que é...
AVISO: Este blog não é aconselhável a pessoas sensíveis
ou facilmente impressionáveis.
Serão aqui relatados episódios e "aventuras" da vida de uma pessoa após uma proctocolectomia total.
Se se incomoda com ideias e pensamentos fortes e desagradáveis, por favor queira fechar esta pagina.
P.S: Nao aconselho a leitura deste blog durante a refeição.
Considerem-se avisados... :P
P.P.S.: Por vezes eu digo asneiras. Muitas...
segunda-feira, 13 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
TUTORIAL - Como correr OS X Mountain Lion em Windows 7 utilizando uma máquina virtual VMWARE
Olá a todos.
Há já algum tempo que eu andava com vontade de experimentar o sistema operativo da Apple. Sim, eu sei, tenho a mania de experimentar coisas esquisitas, mas o que hei-de fazer? Mas tanto ouvi falar, que queria mesmo ver como era.
Só que o problema com esta vontade, como com tantas outras, diga-se de passagem, é que para a satisfazer seria preciso investir uma grande quantidade de euros, neste caso, num computador Apple, que não têm a fama que têm por serem baratos ou acessíveis.
Já tinha lido acerca de, devido à alteração da arquitectura do SO pela parte da Apple para suportar processadores Intel, que agora já era possível instalar uma imagem dessa nova geração de SO's num computador que não seja Apple. Eu julgo que não estou a dar informação errada neste ponto, por isso, caso esteja, por favor corrijam-me.
Então fui direito ao tio Google para pedir mais informações, e nem sequer tive de cavar muito em meandros de posts.
Antes de mais, confirmo que é possível instalar o SO da Apple num PC, e esta técnica até tem um nome: Hackintosh.
Encontrei mais de um tutorial a explicar como o fazer, mas todos (ou quase) envolviam possuir uma cópia original do Snow Leopard, coisa que não tenho, além de requerer uma configuração especial na BIOS.
Além disso, o hardware do PC tem de ser extremamente compatível. O arranque para a instalação tem de ser feito utilizando um CD boot especifico, que tem de ser "construído" por nós próprios tendo em consideração o hardware onde vai ser executado o sistema operativo. Em suma, demasiados salamaleques que neste momento não me têm grande interesse, mas que concerteza no futuro voltarei a olhar para eles e ver o que consigo fazer.
Fez-me lembrar os early days do Linux, onde quase era preciso tirar um curso para conseguir instalar o sistema operativo... :D
Mas felizmente para nós, alguém já nos poupou uma carrada de trabalhos, e criou uma máquina virtual para ser executada no programa de virtualização VMWare. Pelo que entendi, esta imagem foi especificamente alterada de maneira a ser executada no dito programa. E funciona muito bem.
Consegui correr uma Instalação do OS X Mountain Lion 10.8.3 sem grandes dificuldades. Na realidade foi mesmo extremamente simples.
Devo dizer que para já, e sem ainda ter perdido muito tempo de roda daquilo, estou impressionado pela positiva.
Esta instalação está a correr numa máquina virtual com apenas 2GB de RAM, e mesmo assim está a ser bastante rápida. As aplicações abrem quase imediatamente a seguir a clicar nelas, e até agora a unica coisa de mau que tenho a apontar é que ao ver vídeos no YouTube, o som tem imensas falhas, e o video aparece a negro.
Isto pode dever-se a uma má configuração da minha parte, ou, claro está, por se tratar de uma imagem a correr numa máquina virtual e não no hardware em que era suposto correr. :)
A nível visual lembra-me bastante o Ubuntu. O sistema de definições é praticamente igual, até onde pude ver. Tem a beleza e simplicidade do Ubuntu, ou neste caso, será o Ubuntu que terá a beleza e simplicidade do sistema Apple... :)
Para experimentarem por vocês mesmos, vão precisar de:
- VMWare Player.
Esta aplicação permite criar e correr máquinas virtuais, tal como se fosse um computador, mas que está a correr como uma aplicação no nosso computador. Faz parte da suite VMWare Workstation, mas o componente Player é de acesso grátis para uso não comercial.
Podem fazer o download do VMWare Player aqui. - A imagem do OS X Mountain Lion modificada para correr na máquina virtual.
Esta imagem foi criada e é mantida pela equipa Soul Dev Team, e podem fazer o download da dita aqui. Este download está em formato torrent, pelo que vão precisar de um cliente de torrents para o download. Relativamente à versão, eu saquei a versão 10.8.3, que se encontra já preparada para poder ser configurada para correr em computadores Intel ou AMD. - Software 7-zip.
Para descompactar a o ficheiro torrent devem utilizar o 7-zip, e nenhum outro programa de gestão de arquivos comprimidos. Podem descarregar o 7-zip aqui. - Precisam ainda de 12,5GB de espaço disponível em disco.
O ficheiro torrent ocupa 4.40GB, a pasta criada depois de descompactar ocupará 8.12GB.
Opcional:
- Um ID da Apple. Eu digo opcional porque quando instalei a imagem, sempre que me pedia o login com o ID Apple, pude sempre fazer skip, e a instalação avançou sem problemas.
Mas em nome da Ciência e por motivos educativos criei um ID, e inseri-o na aplicação iCloud. Aparentemente está a funcionar, não me deu qualquer erro. Vamos lá é a ver se daqui a uns dias não tenho o FBI a bater-me à porta, a mando do senhor Cook, para me virem prender por usar um ID deles sem ter comprado o seu hardware, ou por o ter utilizado numa imagem adulterada... Até porque o TOS da Apple diz que não se pode usar software Apple sem ser em hardware Apple.... Medooooo... :)
Posto isto, se quiserem, podem criar o ID da Apple aqui.
Passos a seguir:
1 - Extraiam o conteudo do torrent utilizando o 7-zip.
Vai demorar algum tempo, dado o tamanho do torrent. Aguardem que o 7-zip termine o seu trabalho.
2 - Agora vamos configurar a imagem consoante o nosso processador. No explorador do windows, naveguem até à directoria para onde extraíram a imagem no passo anterior. Dentro dessa pasta, vão encontrar uma outra pasta com o nome "OS X Mountain Lion". Entrem nessa pasta.
3 - Agora, se tiverem um processador AMD, executem o ficheiro "amd-kernel.cmd", caso tenham um processador Intel, executem o ficheiro "intel-kernel.cmd". Escrevam "No" na linha de comandos que vai aparecer, e carreguem na tecla ENTER. Este No indica ao ficheiro se deve guardar os dados da NVRAM. Neste caso estamos a criar uma instalação nova, logo não queremos guardar os dados. A janela vai fechar-se sozinha no fim da execução.
4 - Se não fizeram já, façam o download e instalem a aplicação VMWare Player.
5 - Executem o VMWare Player, e seleccionem a opção "Open a Virtual Machine Link".
6 - Naveguem até à directoria onde executaram os ficheiros no passo 2, e seleccionem o ficheiro "OS Mountain Lion.vmx". Este é o ficheiro que representa a máquina virtual criada.
7 - A nova máquina virtual terá sido adicionada à lista, juntamente com outras que possam ter.
Neste momento não é obrigatório editar as configurações da máquina virtual, pois estas podem ser alteradas a qualquer momento desde que a máquina virtual não esteja a ser executada. No entanto eu aconselho profundamente a que, pelo menos na quantidade de memória RAM disponível e no número de núcleos do processador, coloquem consoante o que têm no vosso sistema. Acho ainda recomendável alterar as opções de display, e colocar apenas um monitor, com uma resolução menor do que aquela que têm no vosso computador, apesar do aviso que vai aparecer. Isto vai fazer com que não tenham de andar a puxar barras de scroll de um lado para o outro quando estiverem a utilizar a máquina virtual. Novamente, se não o quiserem fazer agora, podem sempre fazê-lo mais tarde.
8 - Cliquem em "Play virtual machine".Vai surgir um aviso do Player a dizer que detectou que a máquina virtual foi movida ou copiada. Novamente, estamos a criar uma máquina de raiz, então seleccionamos a opção "I copied it".Cliquem em "OK" no aviso que aparecer acerca dos dispositivos removíveis, ajustem a janela, e cliquem dentro da mesma, de maneira a direccionar o output do teclado e do rato para a máqunia virtual.Dentro de alguns momentos, inicia o processo de instalação do sistema operativo, processo esse que é bastante simples e intuitivo. Quando aparecer a barra no fundo do Player a pedir para instalar as VMWare tools, carreguem em "remind me later". Eu não consegui instalar, e julgo que seja porque o VMWare não suporta de raiz sistemas Apple (embora exista um hack para resolver isso, não sei se terá VMWare tools).
9 - Activem a caixa "Show All" de modo a aparecerem todos os países, e escolham "Portugal". Cliquem em "Continue".
10 - No próximo ecrã escolham o layout de teclado "Portuguese" para ficarem com o layout das teclas correcto, e carreguem em "Continue".
11 - Neste ecrã vamos seleccionar "Not Now", porque não queremos migrar qualquer informação, e "Continue".
12 - Neste passo eu activei os serviços de localização, para ver como e se funcionaria numa máquina virtual. Ainda não cheguei a qualquer conclusão.
13 - Neste ecrã, se criaram o ID Apple mencionado anteriormente, introduzam-no no local indicado e carreguem em "Continue". Caso não tenham ID, simplesmente carreguem em "Skip".
14 - Se introduziram ID, vai aparecer o seguinte ecrã para que se crie mais segurança em torno do ID através da definição de perguntas secretas. Eu ignorei este passo, seleccionando "Not Now", seguido de "Continue".
15 - Chegamos ao ecrã do TOS, o que significa que estamos perto do final da instalação (ou então não...). Seleccionem "Agree" (DUH!), e novamente "Agree" no aviso que vai aparecer.
16 - Já que introduzi o ID, seleccionei criar uma iCloud, e aderir aos serviços de Messaging Apple neste computador.
17 - Como esta instalação se trata de uma máquina virtual, não vi qualquer interesse em activar a função "Find My Mac", como tal retirei o visto da caixa correspondente, e carreguei em "Continue".
18 - E eis que chegamos ao ecrã de configuração de utilizador. A grande maioria dos dados já vão estar preenchidos, preencham o que faltar, criem uma password e seleccionem "Continue".
19 - Seleccionem a timezone clicando directamente em cima da zona de Lisboa no mapa, e "Continue".
20 - Não registei o dispositivo por razões óbvias. :) Para isso carreguem em "Skip", e novamente "Skip" no aviso que vai surgir.
21 - Et Voilá! O nosso "Mac" está pronto a ser utilizado. Carreguem em "Start using your Mac".
22 - Após alguns momentos de configuração inicial, ser-vos-á apresentado o ambiente de trabalho do vosso Mac. :)
A primeira coisa que fiz foi abrir a App Store e actualizar o sistema. Não sei se ajudou, mas é sempre bom ter o sistema actualizado, não é?
E pronto, desta forma conseguem ter um Mac para brincar, estudar, aprender e explorar.
E até nem foi muito difícil, pois não? :)
Estes procedimentos foram baseados na informação acessível em http://apachebite.com/2012/09/17/running-mac-on-windows-7-using-vmware-player/, mas ocorreram algumas diferenças entre os dois.
Um abraço
Carlos Dias
NOTA:
Este post tem um objectivo meramente informativo e educativo.
O autor deste texto rejeita qualquer responsabilidade pelo conteúdo do mesmo, ou por quaisquer consequências resultantes de acções efectuadas com base na informação nele prestada.
Todas as afirmações aqui apresentadas são unica e exclusivamente opiniões do autor e não representam necessariamente aquelas das companhias mencionadas.
O autor não está associado a qualquer entidade mencionada.
VMWare Player é propriedade de VMWare Inc.
OS X Mountain Lion, Mac e Macintosh são propriedade de Apple Inc.
ATENÇÃO: Apesar de ser efectuado o controle anti-virus em todos os ficheiros indicados, os ficheiros descarregados na internet podem mudar com bastante frequência e podem conter virus.
O leitor deve analizar os ficheiros com o seu próprio software anti-virus.
O autor rejeita qualquer responsabilidade sobre quaisquer danos que possam ser causados por virus ou malware provenientes das acções descritas.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Exmos srs Ministros
Olá a todos.
Antes de mais devo dizer que acordei com uma neura desgraçada. Hummmm, não, é pior que uma neura. Estou mesmo zangado, chateado, estou mesmo fodido da vida.
Permitam-me que vos introduza no contexto, para que melhor possam compreender os motivos da minha raiva.
Eu, tal como o meu agregado familiar, e todos os Portugues (em teoria), estamos inseridos no Sistema Nacional de Saúde, e afectos a um centro de saúde.
E nesse centro de saúde as coisas sempre foram assim um pouco fora do normal, mas agora atingiram um nível surreal.
A minha médica de família de há 30 anos para cá reformou-se. Mas foi assim uma reforma muito estranha... Diz-se que ela já tinha metido os papeis para a reforma, e que estava a trabalhar à espera da resposta. E um belo dia, em que ela estava a fazer consultas, aparentemente recebeu a resposta: "Mas o que é que você está aqui a fazer, a sua reforma foi aprovada". E ela agarrou e foi-se embora. Conta-se que não acabou sequer de consultar o resto dos doentes que tinha para esse dia.
Ora isto a mim faz-me uma tremenda confusão. Está certo que eu não sei como funcionam essas coisas das reformas, e respostas e etcéteras... ...mas acho super estranho essa coisa de estar a bulir e de repente "epah, vai-te embora que estás reformada"...
Então não ocorre uma comunicação prévia, uma carta, um telefonema, algo do género que infome "O seu pedido de reforma foi aceite, e estará em vigor a partir da data X." Aqui na minha cabecinha de burro, isto faz-me sentido, mas quem sou eu para questionar os métodos de trabalho dos senhores?
Isto cá para mim, na minha opinião pessoal, cheira, tresanda, fede a esturro...
Apesar de eu não ter assim nenhuma grande razão de queixa da doutora, haviam outros pacientes que não partilhavam da mesma opinião. Comigo a coisa era pacifica, eu por vezes pedia-lhe exames, ou queixava-me da medicação, ela discutia comigo, eu discutia com ela, mostrava-lhe o meu ponto de vista, argumentava, contra-argumentava e normalmente saía de lá com as credenciais ou receitas de que precisava.
Mas sei por exemplo de um caso bem próximo (a minha mãe), que se queixa dos ossos e articulações há anos. Eu olho para os ossos do pulso dela, e vejo saliências que me arrepiam. O mesmo se passa nos tornozelos.
Mas que cada vez que ela se queixava à médica, a resposta era: "Mas você já não tem 20 anos, do que é que está à espera?". E só passa analgésicos, nada de credenciais para ortopedistas, nem nada que se pareça. Nunca sequer tocou nos pulsos da minha mãe para sentir as saliências. Só analgésicos. Começo a pensar que a ideia é viciar as pessoas em analgésicos, para que estas os vão comprar em massa, cada vez mais, pois assim os médicos recebem as comissões e viagens do laboratório que fabrica os analgésicos. Teoria da conspiração em acção... Mas adiante, que não é isto que está em causa.
A médica pirou-se, e de repente todos os seus doentes ficaram sem médico de família. Então, o que aconteceu foi que houve um médico do centro que ficou com os doentes da doutora que se pirou, acumulando com os seus.
Ele próprio me disse que passava 18 horas naquele centro de saúde, e que não lhe pagavam mais por isso, e que o fazia apenas para que aquelas cerca de 2000 pessoas não ficassem sem médico de família.
E eu acho isto preocupante. Mas adiante, que a tragédia grega não se fica por aqui.
Durante dois meses tudo correu bem, o doutor era espectacular, mandou-me fazer uma série de exames, fez-me uma série de perguntas, aconselhou-me e orientou-me. Não tenho rigorosamente nada de mal a apontar.
Até que um belo dia também esse médico se foi embora. E embora eu não tenha a certeza, ouvi uns zunzuns lá no centro que houveram mais médicos a sair.
E então deu-se o caos.
A minha ultima consulta foi catastrófica.
Eu tinha a consulta marcada para as 16:30 da tarde. Dois dias antes telefonaram-me do centro de saúde a informar que como o médico se tinha ido embora, que eu deveria comparecer no centro de saúde no mesmo dia, mas às 14h. Vá lá que tive sorte em serem dois dias antes porque fiquei a saber que houve quem só tivesse sido avisado na véspera.
E no dia marcado, meia hora antes das 14h lá estava eu no centro de saúde. Claro que já lá estavam para aí dez doentes com consulta para aquele dia. Vi logo nesse momento que a coisa não ia correr bem.
Então o que foi que aquelas brilhantes cabecinhas pensadoras se lembraram de fazer para resolver o problema?
Simples, cancelaram o atendimento complementar, vulgo urgências, naquele centro.
Antes de continuar, deixem-me explicar o porque desta ser uma decisão simplesmente merdosa...
Porque que se agora eu tiver de ir às urgências do Hospital do Barreiro, estou impedido de ir ao centro de saúde fazer a pré triagem, conforme, até onde sei, mandam as regras do Hospital, porque o centro de saúde não faz urgências. E como não fiz a pré triagem, no Hospital vão dar-me uma senha branca, que é como quem diz: "Todo e qualquer individuo que se tenha dirigido ao centro de saúde ao qual está afecto antes de se dirigir ao Hospital vai ter prioridade sobre ti, pois tu não fizeste a pré triagem.". Ou seja, passo lá o dia inteiro, e no fim ainda me cobram vinte paus que é para não me ficar a rir.
Mas independentemente disso, decidiram acabar com o atendimento complementar no centro de saúde para que o médico que supostamente iria fazer esse atendimento possa realizar as consultas do médico que se pirou, que tinha ficado com os doentes da outra médica que também se pirou.
O problema é que esse médico também tem a sua agenda para cumprir. Então apenas pode consultar os "excedentes" no horário do atendimento complementar, que só começa às 14h. Ora nem mais, a hora a que me mandaram comparecer no centro...
E como decidiram armar a tenda para o espectáculo triste que iam realizar? Fácil, as consultas iam ser dadas consoante a hora de marcação das mesmas. Quem estava marcado para as 9h da manhã, foi chamado primeiro, depois quem estava marcado para as 9:15h, assim sucessivamente.
E então assim começou o circo. As 14:35h entrou para o gabinete do médico o doente das 9h.
Não é preciso ser um génio para perceber que se só se começa as 14h algo que deveria ter começado as 9h, que a coisa vai correr mal. Seriamente mal.
E eu estava marcado para as 16:30h. Claro que perdi a esperança de sair de lá ainda de dia. Fui até ao carro, marquei o despertador do relogio para dali a hora e meia, e fui dormir.
Para não vos estar a maçar, vou apenas dizer que foi uma das piores experiências que já tive naquele centro de saúde. Valeu a boa disposição da médica, que apesar de também não ter culpa nenhuma, também teve de gramar com o frete como nós. Eu fui o penúltimo paciente a ser consultado, já passavam das oito da noite quando saí do centro, e ela ainda lá ficou a dar consulta ao ultimo doente.
Como à hora em que saí da consulta, os guichés já se encontravam encerrados, voltei no dia seguinte para marcar a consulta de fim de baixa. Qual não foi o meu espanto quando me disseram que não podem marcar, que não têm agenda, que eu não tenho médico de família, e que como tal não podem marcar. Eu ainda argumentei que tenho uma doença crónica, e que como estou de baixa tenho mesmo de ser consultado naquele dia. A senhora, extremamente simpática (NOT!!!!) disse-me que perante a lei tenho cinco dias úteis após o fim da baixa para ter essa consulta. Mandaram-me estar lá no centro de saúde num dia à minha escolha, de entre os cinco dias úteis ao fim da minha baixa. Não fiquei muito convencido, mas também não adiantava muito continuar a tentar levar a mulher à razão, até porque mais um bocado ali e eu era agredido na certa.
Aquilo lá no centro de saúde anda uma confusão desgraçada, os funcionários, enfermeiros e médicos andam num stress desgraçado, que até me fazem passar dos carretos a mim, que sou um tipo bem educado e simpático... Portanto imaginem. Mas o melhor vem agora...
Há um par de dias a minha mãe foi ao centro de saúde. Acabaram os medicamentos dela, então ela foi lá para pedir mais. Como se anda a queixar mais das dores, achou por bem pedir para marcar uma consulta, seja com que médico for. E eu acho que ela achou bem.
Só que saiu de lá sem receitas para medicamentos, sem consultas, sem nada além das dores com as quais para lá foi, e sem a paciência que lá lhe tiraram.
Segundo o senhor que estava a atender no guiché, continuam sem marcar consultas para quem não tem médico de família. A minha mãe perguntou pelo meu caso, e o senhor respondeu para ir lá no dia em que acaba a baixa, as 8h da manhã para se tentar resolver, com ênfase no tentar.
Mas pior que isso foi a minha mãe vir sem medicação nem consulta. Estava lá um senhor diabético, também com a medicação a terminar, e com exames para mostrar, e também ninguém responsável foi capaz de lhe marcar uma consulta.
Então é a este estado que chegamos? Andamos nós uma vida inteira a pagar impostos para agora sermos tratados desta forma?
Existem doentes que têm mesmo de ter acesso às consultas, e nem sequer falo de mim... Os doentes diabéticos têm sempre prioridade, menos no meu centro de saúde. Espero que pelo menos as grávidas e as crianças tenham melhor tratamento, porque até onde vi, o resto dos doentes bem que pode pagar consultas num privado, ou então vai morrer na calçada...
E isto, meus amigos, revolta-me para lá do imaginável... Mas que raio se vem a passar aqui?
Exmos srs Ministros, isto que vocês estão a fazer é um crime. Chama-se homicídio qualificado. E se não se chama deveria chamar. Homicídio qualificado, burla, tráfico de influências, whatever!!
Com isto matam dois coelhos de uma cajadada... Quem não tem dinheiro para pagar um privado, também não tem dinheiro que vocês possam sacar com cortes, taxas e impostos, então pode bem morrer que é menos essa reforma ou subsidio de desemprego a pesar no orçamento de estado, não é? E quem consegue suportar um privado, é sinal que tem alguma coisa que vocês possam ir chular para continuar com as vossas mordomias repugnantes. Isto para não falar de que os donos dos privados, que arrecadam o dinheiro que os desgraçados que ainda conseguem e simplesmente não têm outra hipótese lá vão deixar, pertencem na sua grande maioria ao vosso gang, portanto, dois coelhos com uma cajadada.
Pois espero que tenham consciência que o Povo não vai aguentar isto muito mais tempo. Cada vez vejo e ouço mais e mais gente a pedir as cabeças de quem nos desgoverna.
O Povo começa a perder as coisas importantes que os fazia ter calma e juízo. Começa a perder a paciência, a esperança, a fé. E quando isso acontecer, serão vocês que vão morrer na calçada.
Tenham cuidado.
E povo Português, lembrem-se que o nosso poder é bem maior do que aquele que imaginamos... ...não deixem que vos continuem a fazer a lavagem cerebral.
Um extremamente enervado, enraivecido e farto
Gajo Sem Colon
Antes de mais devo dizer que acordei com uma neura desgraçada. Hummmm, não, é pior que uma neura. Estou mesmo zangado, chateado, estou mesmo fodido da vida.
Permitam-me que vos introduza no contexto, para que melhor possam compreender os motivos da minha raiva.
Eu, tal como o meu agregado familiar, e todos os Portugues (em teoria), estamos inseridos no Sistema Nacional de Saúde, e afectos a um centro de saúde.
E nesse centro de saúde as coisas sempre foram assim um pouco fora do normal, mas agora atingiram um nível surreal.
A minha médica de família de há 30 anos para cá reformou-se. Mas foi assim uma reforma muito estranha... Diz-se que ela já tinha metido os papeis para a reforma, e que estava a trabalhar à espera da resposta. E um belo dia, em que ela estava a fazer consultas, aparentemente recebeu a resposta: "Mas o que é que você está aqui a fazer, a sua reforma foi aprovada". E ela agarrou e foi-se embora. Conta-se que não acabou sequer de consultar o resto dos doentes que tinha para esse dia.
Ora isto a mim faz-me uma tremenda confusão. Está certo que eu não sei como funcionam essas coisas das reformas, e respostas e etcéteras... ...mas acho super estranho essa coisa de estar a bulir e de repente "epah, vai-te embora que estás reformada"...
Então não ocorre uma comunicação prévia, uma carta, um telefonema, algo do género que infome "O seu pedido de reforma foi aceite, e estará em vigor a partir da data X." Aqui na minha cabecinha de burro, isto faz-me sentido, mas quem sou eu para questionar os métodos de trabalho dos senhores?
Isto cá para mim, na minha opinião pessoal, cheira, tresanda, fede a esturro...
Apesar de eu não ter assim nenhuma grande razão de queixa da doutora, haviam outros pacientes que não partilhavam da mesma opinião. Comigo a coisa era pacifica, eu por vezes pedia-lhe exames, ou queixava-me da medicação, ela discutia comigo, eu discutia com ela, mostrava-lhe o meu ponto de vista, argumentava, contra-argumentava e normalmente saía de lá com as credenciais ou receitas de que precisava.
Mas sei por exemplo de um caso bem próximo (a minha mãe), que se queixa dos ossos e articulações há anos. Eu olho para os ossos do pulso dela, e vejo saliências que me arrepiam. O mesmo se passa nos tornozelos.
Mas que cada vez que ela se queixava à médica, a resposta era: "Mas você já não tem 20 anos, do que é que está à espera?". E só passa analgésicos, nada de credenciais para ortopedistas, nem nada que se pareça. Nunca sequer tocou nos pulsos da minha mãe para sentir as saliências. Só analgésicos. Começo a pensar que a ideia é viciar as pessoas em analgésicos, para que estas os vão comprar em massa, cada vez mais, pois assim os médicos recebem as comissões e viagens do laboratório que fabrica os analgésicos. Teoria da conspiração em acção... Mas adiante, que não é isto que está em causa.
A médica pirou-se, e de repente todos os seus doentes ficaram sem médico de família. Então, o que aconteceu foi que houve um médico do centro que ficou com os doentes da doutora que se pirou, acumulando com os seus.
Ele próprio me disse que passava 18 horas naquele centro de saúde, e que não lhe pagavam mais por isso, e que o fazia apenas para que aquelas cerca de 2000 pessoas não ficassem sem médico de família.
E eu acho isto preocupante. Mas adiante, que a tragédia grega não se fica por aqui.
Durante dois meses tudo correu bem, o doutor era espectacular, mandou-me fazer uma série de exames, fez-me uma série de perguntas, aconselhou-me e orientou-me. Não tenho rigorosamente nada de mal a apontar.
Até que um belo dia também esse médico se foi embora. E embora eu não tenha a certeza, ouvi uns zunzuns lá no centro que houveram mais médicos a sair.
E então deu-se o caos.
A minha ultima consulta foi catastrófica.
Eu tinha a consulta marcada para as 16:30 da tarde. Dois dias antes telefonaram-me do centro de saúde a informar que como o médico se tinha ido embora, que eu deveria comparecer no centro de saúde no mesmo dia, mas às 14h. Vá lá que tive sorte em serem dois dias antes porque fiquei a saber que houve quem só tivesse sido avisado na véspera.
E no dia marcado, meia hora antes das 14h lá estava eu no centro de saúde. Claro que já lá estavam para aí dez doentes com consulta para aquele dia. Vi logo nesse momento que a coisa não ia correr bem.
Então o que foi que aquelas brilhantes cabecinhas pensadoras se lembraram de fazer para resolver o problema?
Simples, cancelaram o atendimento complementar, vulgo urgências, naquele centro.
Antes de continuar, deixem-me explicar o porque desta ser uma decisão simplesmente merdosa...
Porque que se agora eu tiver de ir às urgências do Hospital do Barreiro, estou impedido de ir ao centro de saúde fazer a pré triagem, conforme, até onde sei, mandam as regras do Hospital, porque o centro de saúde não faz urgências. E como não fiz a pré triagem, no Hospital vão dar-me uma senha branca, que é como quem diz: "Todo e qualquer individuo que se tenha dirigido ao centro de saúde ao qual está afecto antes de se dirigir ao Hospital vai ter prioridade sobre ti, pois tu não fizeste a pré triagem.". Ou seja, passo lá o dia inteiro, e no fim ainda me cobram vinte paus que é para não me ficar a rir.
Mas independentemente disso, decidiram acabar com o atendimento complementar no centro de saúde para que o médico que supostamente iria fazer esse atendimento possa realizar as consultas do médico que se pirou, que tinha ficado com os doentes da outra médica que também se pirou.
O problema é que esse médico também tem a sua agenda para cumprir. Então apenas pode consultar os "excedentes" no horário do atendimento complementar, que só começa às 14h. Ora nem mais, a hora a que me mandaram comparecer no centro...
E como decidiram armar a tenda para o espectáculo triste que iam realizar? Fácil, as consultas iam ser dadas consoante a hora de marcação das mesmas. Quem estava marcado para as 9h da manhã, foi chamado primeiro, depois quem estava marcado para as 9:15h, assim sucessivamente.
E então assim começou o circo. As 14:35h entrou para o gabinete do médico o doente das 9h.
Não é preciso ser um génio para perceber que se só se começa as 14h algo que deveria ter começado as 9h, que a coisa vai correr mal. Seriamente mal.
E eu estava marcado para as 16:30h. Claro que perdi a esperança de sair de lá ainda de dia. Fui até ao carro, marquei o despertador do relogio para dali a hora e meia, e fui dormir.
Para não vos estar a maçar, vou apenas dizer que foi uma das piores experiências que já tive naquele centro de saúde. Valeu a boa disposição da médica, que apesar de também não ter culpa nenhuma, também teve de gramar com o frete como nós. Eu fui o penúltimo paciente a ser consultado, já passavam das oito da noite quando saí do centro, e ela ainda lá ficou a dar consulta ao ultimo doente.
Como à hora em que saí da consulta, os guichés já se encontravam encerrados, voltei no dia seguinte para marcar a consulta de fim de baixa. Qual não foi o meu espanto quando me disseram que não podem marcar, que não têm agenda, que eu não tenho médico de família, e que como tal não podem marcar. Eu ainda argumentei que tenho uma doença crónica, e que como estou de baixa tenho mesmo de ser consultado naquele dia. A senhora, extremamente simpática (NOT!!!!) disse-me que perante a lei tenho cinco dias úteis após o fim da baixa para ter essa consulta. Mandaram-me estar lá no centro de saúde num dia à minha escolha, de entre os cinco dias úteis ao fim da minha baixa. Não fiquei muito convencido, mas também não adiantava muito continuar a tentar levar a mulher à razão, até porque mais um bocado ali e eu era agredido na certa.
Aquilo lá no centro de saúde anda uma confusão desgraçada, os funcionários, enfermeiros e médicos andam num stress desgraçado, que até me fazem passar dos carretos a mim, que sou um tipo bem educado e simpático... Portanto imaginem. Mas o melhor vem agora...
Há um par de dias a minha mãe foi ao centro de saúde. Acabaram os medicamentos dela, então ela foi lá para pedir mais. Como se anda a queixar mais das dores, achou por bem pedir para marcar uma consulta, seja com que médico for. E eu acho que ela achou bem.
Só que saiu de lá sem receitas para medicamentos, sem consultas, sem nada além das dores com as quais para lá foi, e sem a paciência que lá lhe tiraram.
Segundo o senhor que estava a atender no guiché, continuam sem marcar consultas para quem não tem médico de família. A minha mãe perguntou pelo meu caso, e o senhor respondeu para ir lá no dia em que acaba a baixa, as 8h da manhã para se tentar resolver, com ênfase no tentar.
Mas pior que isso foi a minha mãe vir sem medicação nem consulta. Estava lá um senhor diabético, também com a medicação a terminar, e com exames para mostrar, e também ninguém responsável foi capaz de lhe marcar uma consulta.
Então é a este estado que chegamos? Andamos nós uma vida inteira a pagar impostos para agora sermos tratados desta forma?
Existem doentes que têm mesmo de ter acesso às consultas, e nem sequer falo de mim... Os doentes diabéticos têm sempre prioridade, menos no meu centro de saúde. Espero que pelo menos as grávidas e as crianças tenham melhor tratamento, porque até onde vi, o resto dos doentes bem que pode pagar consultas num privado, ou então vai morrer na calçada...
E isto, meus amigos, revolta-me para lá do imaginável... Mas que raio se vem a passar aqui?
Exmos srs Ministros, isto que vocês estão a fazer é um crime. Chama-se homicídio qualificado. E se não se chama deveria chamar. Homicídio qualificado, burla, tráfico de influências, whatever!!
Com isto matam dois coelhos de uma cajadada... Quem não tem dinheiro para pagar um privado, também não tem dinheiro que vocês possam sacar com cortes, taxas e impostos, então pode bem morrer que é menos essa reforma ou subsidio de desemprego a pesar no orçamento de estado, não é? E quem consegue suportar um privado, é sinal que tem alguma coisa que vocês possam ir chular para continuar com as vossas mordomias repugnantes. Isto para não falar de que os donos dos privados, que arrecadam o dinheiro que os desgraçados que ainda conseguem e simplesmente não têm outra hipótese lá vão deixar, pertencem na sua grande maioria ao vosso gang, portanto, dois coelhos com uma cajadada.
Pois espero que tenham consciência que o Povo não vai aguentar isto muito mais tempo. Cada vez vejo e ouço mais e mais gente a pedir as cabeças de quem nos desgoverna.
O Povo começa a perder as coisas importantes que os fazia ter calma e juízo. Começa a perder a paciência, a esperança, a fé. E quando isso acontecer, serão vocês que vão morrer na calçada.
Tenham cuidado.
E povo Português, lembrem-se que o nosso poder é bem maior do que aquele que imaginamos... ...não deixem que vos continuem a fazer a lavagem cerebral.
Um extremamente enervado, enraivecido e farto
Gajo Sem Colon
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Optimus Madrid is now free like a birdie...
Bom dia, boa tarde ou boa noite, conforme a hora e o local de onde esteja a ler estas palavras.
Este post é dirigido especialmente para aqueles que tenham comprado um smartphone Optimus Madrid FORA do período promocional em que a Optimus desbloqueava os equipamentos de borla.
A coisa funcionava assim, se se tivesse comprado o telefone dentro das datas em que a dita campanha estava activa, bastava utilizar o cartão durante uns dias, de seguida telefonar para a Optimus (ou ir a uma loja, já não me lembro bem), que a Optimus muito amavelmente forneceria o código de desbloqueio para que imediatamente a seguir se pudesse deitar fora o tal cartão da rede Optimus e colocar o cartão da operadora da qual já se fosse cliente, e não dar nem mais um tusto para a empresa do tio Belmiro.
Não faço ideia do que a Optimus poderá ter ganho com isto, a única coisa que me ocorre será poderem dizer que tiveram uma data de novos clientes porque tiveram uma data de cartões a serem activados. Mas se é isso, eu gostaria de saber quantas dessas novas activações permaneceram e se tornaram realmente num novo cliente Optimus.
Eu sou um cliente Optimus pioneiro. Aparentemente hoje em dia isso já não conta para nada, mas tempos houveram em que quem fosse um cliente pioneiro, daqueles que aderiram à rede quando esta foi lançada no mercado, realmente tínhamos alguns benefícios que nos faziam sentir "epah, realmente estes gajos da Optimus valorizam quem acreditou e apostou neles desde cedo". Mas calma, entenda-mo-nos, não se tratavam de grandes regalias à grande e à francesa, eram pequenas atenções como um pequeno desconto na compra de um telemóvel, campanhas em que se aderíssemos teríamos acesso a tarifas um pouco mais baratas durante o decorrer da dita campanha, coisas assim do género, que não são nada por aí além, não vão alienar um cliente que não seja pioneiro, e que permitia "mimar" os pioneiros como forma de agradecimento. Pelo menos foi o que eu sempre pensei que era.
Mas como disse, hoje em dia isso já não conta para nada. E porque digo isto? Vou contar-vos a historia de como comprei o meu Optimus Madrid.
Juntei dinheiro durante uns meses, e quando tinha o suficiente, fiz o que me é costume fazer sempre que quero gastar dinheiro em algo assim mais carote... ...pesei, re-pesei e voltei a pesar a consciência, se não deveria continuar a guardar aquele dinheiro para alguma eventualidade, mas como o meu android da altura também já não conseguia dar para o gasto, decidi-me a comprar o telefone para substituir o meu velhinho Boston, que tão bem me serviu até que chegou ao ponto em que tinha de o carregar duas vezes por dia se o quisesse ter ligado o dia todo... A propósito, se alguém souber onde arranjo uma bateria baratinha para um Optimus Boston a.k.a. Orange Boston a.k.a. Gigabyte G1305 a.k.a. tantos outros nomes que se fosse a escrever todos vocês não iam ler isto até ao fim, que me avise, ok?
Então, lá fui todo contente a uma loja Optimus decidido a adquirir o meu Madrid. Infelizmente foi fora da campanha de desbloqueio, mas como eu sou, e tenciono continuar a ser cliente Optimus, isso não me incomodou muito. Claro que prefiro ter os telefones desbloqueados, às vezes precisamos de ter um numero especifico ligado, e calha ter o azar de o único telefone com bateria ser precisamente aquele que está bloqueado à rede. É prático, mas não é por ter o telefone desbloqueado que vou deixar de ser cliente Optimus.
Depois de algum tempo à conversa com o empregado da loja, veio a tema os pontos optimus. No meu ver não servem para nada, especialmente depois de eles terem passado a expirar. E vai nisto, o empregado da loja pergunta-me: "E não quer utilizar os seus pontos para obter um desconto no telemóvel?".
Sim, eu estava a fazer um choradinho desgraçado a ver se ele me baixava o preço do telefone, mas pela conversa dele não funcionou.
Visto que os pontos expiram, eu pensei "E porque não?". Não os iria utilizar em nada de certeza absoluta, e o que ia acontecer era que os pontos iam expirar sem qualquer proveito. Então disse que sim, e perguntei quantos pontos tinha e quanto me valeriam de desconto. E aqui vem a parte engraçada.
Eu tinha 200 pontos. E esses 200 pontos valeram exactamente 24 euros e 39 cêntimos. Pensava que 200 pontos valessem mais que isso, mas epá... Sempre eram quase 25 euros, e, como disse, os pontos acabariam por expirar, mesmo...
Então lá troquei os pontos pelo desconto, e vim todo contente com um Optimus Madrid, bloqueado à rede.
Até aqui tudo bem, certo? Pois claro, mas o problema é que quem tem um smartphone sabe bem que estes precisam de um plano de dados para tirar potencial do equipamento, como um carro precisa de combustível para andar. E o problema surgiu nos maravilhosos (NOT!!) planos de dados da Optimus.
A minha aventura com serviços de dados e a Optimus dava um post inteirinho só por si, por isso digamos que eu cheguei à conclusão de que a solução que me saía mais em conta era a de ter um cartão de outra operadora apenas para serviço de dados, e colocar o meu Optimus noutro telefone, utilizando-o para as chamadas e mensagens, sem internet.
Então liguei para o apoio a clientes para me informar de como desbloquear o telemóvel, e claro, fazer o choradinho a ver se conseguia o desbloqueio de borla tendo em conta que eu vou continuar a usar o cartão Optimus, não vou abandonar a rede, e que já sou cliente mesmo há muitos anos e essas coisas que se costumam fazer. Pois não adiantou de nada.
Para desbloquear o meu telefone, das duas uma, ou pagava 75 euros à Optimus para esta me fornecer o código, ou esperava mais 17 meses que é o tempo que fiquei fidelizado porque utilizei os meus pontos para comprar um telemóvel. Exacto, escrevi bem, não me enganei.
Quando na loja eu julguei que estava a ter um desconto pela troca dos pontos, o que aconteceu na realidade foi que eu utilizei os pontos para comprar o telemóvel, e paguei em dinheiro o que faltava em pontos, o que fez com que eu ficasse fidelizado à Optimus. Eu perguntei "mas fidelizado exactamente a quê? Eu sou cliente Optimus há séculos, e vou continuar a ser, mas mesmo que não continuasse, o que é que vocês fariam? Vinham buscar-me o telemóvel a casa, ou mandavam-me prender, era?", ao que o coitado do operador ficou um bocado embaraçado e apenas me soube responder que a indicação que tinha era a de que estou fidelizado. Ao quê, não me soube dizer, mas estou fidelizado.
E assim fiquei. Com o telemóvel bloqueado, e agarrado aos planos de internet da treta da Optimus. Porque a vida está cara, não dá para gastar 75 euros assim só para desbloquear o telemóvel, e o indiano ali da loja de telemóveis, além de levar 25, ainda tinha de lá deixar o telefone, ao que eu nunca concordaria porque tudo o que ele tem de fazer é calcular o código e entregar-mo, não tem necessidade de mexer no meu telefone. E papar mais 17 meses destes planos de internet da treta, quando na concorrência existem planos bem melhores, com mais tráfego e que acabam por ficar mais baratos, é coisa que não me tava a assistir, parafraseando o outro, porque a Optimus tem mais uma peculiaridade interessante.
Quando um cliente tag não carrega o cartão de modo a prolongar o prazo do tarifário, o cliente fica impedido de efectuar comunicações. Isto inclui comunicações de um serviço de dados que foi previamente pago e ao qual deverias ter acesso. Concordo que não me deixem fazer chamadas nem enviar mensagens, mas o serviço de dados é algo que eu já paguei, é meu. Mas a hilaridade não se fica por aqui. Se chega ao dia de renovar o plano de dados, operação essa que é automática, esta renovação ocorre, mesmo quando o cliente está impedido de fazer comunicações. Ou seja, o dinheiro da Internet para essa semana é descontado, o tráfego volta aos 80MB disponíveis para utilizar, mas não se podem utilizar porque o cliente não pode efectuar comunicações. Mesmo de comunicações de um plano que a operadora cobrou ao cliente sabendo que este não o vai poder utilizar.
Então meti-me a procura. Perguntei a amigos, e perguntei ao Google. E o Google mandou-me para foruns manhosos e acabei por ir parar a esta página, que anuncia que calcula o código por €2,36. Exactamente, dois euros e trinta e seis cêntimos. Visto que o preço era assim tão baixo, e por acaso até tinha saldo suficiente no PayPal para isso, decidi arriscar. Na pior das hipóteses perdia dois euros e meio, também não era por aí.
Preenchi os dados pedidos, efectuei o pedido, paguei, e recebi logo um email a confirmar a minha encomenda, e a dar-me um numero de registo para poder seguir o estado do pedido no site.
Não demorou uma hora e meia, já tinha recebido um e-mail com dois códigos de desbloqueio para o Madrid.
O primeiro falhou, disse que o código era errado, mas o segundo funcionou. Desbloqueou-me o telefone, tal e qual como se tivesse sido feito na Optimus ou na Alcatel (porque o Optimus Madrid é um Alcatel).
E o melhor disto tudo é que aparentemente eu não fiz nada ilegal. Se estou fidelizado na Optimus ou não, não me interessa, porque esse meu numero é muito antigo, foi o primeiro numero que alguma vez tive, e é o meu contacto em montes de coisas como o banco, e centro de saúde e similares. E eu tenho uma carrada de amigos com Tag, com quem gosto de manter o contacto, então vou manter este cartão.
E além disso, pelo que andei a ler pelos meandros obscuros da Internet, os telefones quando são feitos na fábrica, são feitos desbloqueados. Depois o fabricante bloqueia os lotes que envia para a operadora a pedido desta. É a operadora quem pede para que o bloqueio seja introduzido.
E quando alguém insere um código de desbloqueio, não está a desbloquear um telefone, está sim a colocar o equipamento no seu estado de fábrica, ou seja, desbloqueado.
No Brasil já existe uma lei que proíbe a venda de telemóveis bloqueados, todos os telemóveis têm de ser desbloqueados de borla pela operadora. Há uns tempos atrás houve uma operadora do atendimento da Optimus que me disse que em Portugal ia sair também uma lei assim, então a Optimus estava a lançar as campanhas de desbloqueio como forma de se antecipar à lei, mas quer dizer... ...a menina deve pensar que toda a gente que liga para o apoio a cliente deixa que lhes comam papas de aveia da cabeça...
Acredito que eventualmente saia uma lei assim, mas da maneira como as coisas estão em Portugal, vai demorar...
Então, até lá, temos de nos ir desenrascando assim. Lá está, sempre ouvi dizer que o Tuga era desenrascado, se calhar é mesmo verdade.
O certo é que o meu Madrid bomba agora com um Lycamobile espectacular, que me dá 5GB de tráfego sem eu ter pago, até agora, um único tostão (decorre uma campanha enquanto a Lycamobile está a estudar que plano de dados vai introduzir no mercado), e que se avançarem para Portugal com os planos de dados que têm nos outros países vão, quase de certeza absoluta, ganhar um cliente da minha parte.
O meu Optimus vai ver o seu plano de dados cancelado assim que terminar esta subscrição, e o mais certo é colocar um daqueles tarifários com chamadas baratas para a optimus, em que não sou obrigado a carregar para poder utilizar o telefone, e...
...FU Optimus, mais os teus planos de Internet chulados para ca*a*ho!!!
Só assim de surra, na TMN, por €10 ao mês, dá direito a 1GB de tráfego. Bate as pontos os planos disponíveis na Optimus, que pelos vistos deixou de valorizar aqueles que acreditaram no projecto e apoiaram desde o início, e agora apenas se interessa em apresentar novas activações e sacar dinheiro ao cliente.
Muito obrigado a todos, espero que tenham um bom dia, uma boa tarde ou uma boa noite, conforme a hora e o local de onde esteja a ler estas palavras.
Um abraço a todos.
O Gajo Sem Cólon.
Este post é dirigido especialmente para aqueles que tenham comprado um smartphone Optimus Madrid FORA do período promocional em que a Optimus desbloqueava os equipamentos de borla.
A coisa funcionava assim, se se tivesse comprado o telefone dentro das datas em que a dita campanha estava activa, bastava utilizar o cartão durante uns dias, de seguida telefonar para a Optimus (ou ir a uma loja, já não me lembro bem), que a Optimus muito amavelmente forneceria o código de desbloqueio para que imediatamente a seguir se pudesse deitar fora o tal cartão da rede Optimus e colocar o cartão da operadora da qual já se fosse cliente, e não dar nem mais um tusto para a empresa do tio Belmiro.
Não faço ideia do que a Optimus poderá ter ganho com isto, a única coisa que me ocorre será poderem dizer que tiveram uma data de novos clientes porque tiveram uma data de cartões a serem activados. Mas se é isso, eu gostaria de saber quantas dessas novas activações permaneceram e se tornaram realmente num novo cliente Optimus.
Eu sou um cliente Optimus pioneiro. Aparentemente hoje em dia isso já não conta para nada, mas tempos houveram em que quem fosse um cliente pioneiro, daqueles que aderiram à rede quando esta foi lançada no mercado, realmente tínhamos alguns benefícios que nos faziam sentir "epah, realmente estes gajos da Optimus valorizam quem acreditou e apostou neles desde cedo". Mas calma, entenda-mo-nos, não se tratavam de grandes regalias à grande e à francesa, eram pequenas atenções como um pequeno desconto na compra de um telemóvel, campanhas em que se aderíssemos teríamos acesso a tarifas um pouco mais baratas durante o decorrer da dita campanha, coisas assim do género, que não são nada por aí além, não vão alienar um cliente que não seja pioneiro, e que permitia "mimar" os pioneiros como forma de agradecimento. Pelo menos foi o que eu sempre pensei que era.
Mas como disse, hoje em dia isso já não conta para nada. E porque digo isto? Vou contar-vos a historia de como comprei o meu Optimus Madrid.
Juntei dinheiro durante uns meses, e quando tinha o suficiente, fiz o que me é costume fazer sempre que quero gastar dinheiro em algo assim mais carote... ...pesei, re-pesei e voltei a pesar a consciência, se não deveria continuar a guardar aquele dinheiro para alguma eventualidade, mas como o meu android da altura também já não conseguia dar para o gasto, decidi-me a comprar o telefone para substituir o meu velhinho Boston, que tão bem me serviu até que chegou ao ponto em que tinha de o carregar duas vezes por dia se o quisesse ter ligado o dia todo... A propósito, se alguém souber onde arranjo uma bateria baratinha para um Optimus Boston a.k.a. Orange Boston a.k.a. Gigabyte G1305 a.k.a. tantos outros nomes que se fosse a escrever todos vocês não iam ler isto até ao fim, que me avise, ok?
Então, lá fui todo contente a uma loja Optimus decidido a adquirir o meu Madrid. Infelizmente foi fora da campanha de desbloqueio, mas como eu sou, e tenciono continuar a ser cliente Optimus, isso não me incomodou muito. Claro que prefiro ter os telefones desbloqueados, às vezes precisamos de ter um numero especifico ligado, e calha ter o azar de o único telefone com bateria ser precisamente aquele que está bloqueado à rede. É prático, mas não é por ter o telefone desbloqueado que vou deixar de ser cliente Optimus.
Depois de algum tempo à conversa com o empregado da loja, veio a tema os pontos optimus. No meu ver não servem para nada, especialmente depois de eles terem passado a expirar. E vai nisto, o empregado da loja pergunta-me: "E não quer utilizar os seus pontos para obter um desconto no telemóvel?".
Sim, eu estava a fazer um choradinho desgraçado a ver se ele me baixava o preço do telefone, mas pela conversa dele não funcionou.
Visto que os pontos expiram, eu pensei "E porque não?". Não os iria utilizar em nada de certeza absoluta, e o que ia acontecer era que os pontos iam expirar sem qualquer proveito. Então disse que sim, e perguntei quantos pontos tinha e quanto me valeriam de desconto. E aqui vem a parte engraçada.
Eu tinha 200 pontos. E esses 200 pontos valeram exactamente 24 euros e 39 cêntimos. Pensava que 200 pontos valessem mais que isso, mas epá... Sempre eram quase 25 euros, e, como disse, os pontos acabariam por expirar, mesmo...
Então lá troquei os pontos pelo desconto, e vim todo contente com um Optimus Madrid, bloqueado à rede.
Até aqui tudo bem, certo? Pois claro, mas o problema é que quem tem um smartphone sabe bem que estes precisam de um plano de dados para tirar potencial do equipamento, como um carro precisa de combustível para andar. E o problema surgiu nos maravilhosos (NOT!!) planos de dados da Optimus.
A minha aventura com serviços de dados e a Optimus dava um post inteirinho só por si, por isso digamos que eu cheguei à conclusão de que a solução que me saía mais em conta era a de ter um cartão de outra operadora apenas para serviço de dados, e colocar o meu Optimus noutro telefone, utilizando-o para as chamadas e mensagens, sem internet.
Então liguei para o apoio a clientes para me informar de como desbloquear o telemóvel, e claro, fazer o choradinho a ver se conseguia o desbloqueio de borla tendo em conta que eu vou continuar a usar o cartão Optimus, não vou abandonar a rede, e que já sou cliente mesmo há muitos anos e essas coisas que se costumam fazer. Pois não adiantou de nada.
Para desbloquear o meu telefone, das duas uma, ou pagava 75 euros à Optimus para esta me fornecer o código, ou esperava mais 17 meses que é o tempo que fiquei fidelizado porque utilizei os meus pontos para comprar um telemóvel. Exacto, escrevi bem, não me enganei.
Quando na loja eu julguei que estava a ter um desconto pela troca dos pontos, o que aconteceu na realidade foi que eu utilizei os pontos para comprar o telemóvel, e paguei em dinheiro o que faltava em pontos, o que fez com que eu ficasse fidelizado à Optimus. Eu perguntei "mas fidelizado exactamente a quê? Eu sou cliente Optimus há séculos, e vou continuar a ser, mas mesmo que não continuasse, o que é que vocês fariam? Vinham buscar-me o telemóvel a casa, ou mandavam-me prender, era?", ao que o coitado do operador ficou um bocado embaraçado e apenas me soube responder que a indicação que tinha era a de que estou fidelizado. Ao quê, não me soube dizer, mas estou fidelizado.
E assim fiquei. Com o telemóvel bloqueado, e agarrado aos planos de internet da treta da Optimus. Porque a vida está cara, não dá para gastar 75 euros assim só para desbloquear o telemóvel, e o indiano ali da loja de telemóveis, além de levar 25, ainda tinha de lá deixar o telefone, ao que eu nunca concordaria porque tudo o que ele tem de fazer é calcular o código e entregar-mo, não tem necessidade de mexer no meu telefone. E papar mais 17 meses destes planos de internet da treta, quando na concorrência existem planos bem melhores, com mais tráfego e que acabam por ficar mais baratos, é coisa que não me tava a assistir, parafraseando o outro, porque a Optimus tem mais uma peculiaridade interessante.
Quando um cliente tag não carrega o cartão de modo a prolongar o prazo do tarifário, o cliente fica impedido de efectuar comunicações. Isto inclui comunicações de um serviço de dados que foi previamente pago e ao qual deverias ter acesso. Concordo que não me deixem fazer chamadas nem enviar mensagens, mas o serviço de dados é algo que eu já paguei, é meu. Mas a hilaridade não se fica por aqui. Se chega ao dia de renovar o plano de dados, operação essa que é automática, esta renovação ocorre, mesmo quando o cliente está impedido de fazer comunicações. Ou seja, o dinheiro da Internet para essa semana é descontado, o tráfego volta aos 80MB disponíveis para utilizar, mas não se podem utilizar porque o cliente não pode efectuar comunicações. Mesmo de comunicações de um plano que a operadora cobrou ao cliente sabendo que este não o vai poder utilizar.
Então meti-me a procura. Perguntei a amigos, e perguntei ao Google. E o Google mandou-me para foruns manhosos e acabei por ir parar a esta página, que anuncia que calcula o código por €2,36. Exactamente, dois euros e trinta e seis cêntimos. Visto que o preço era assim tão baixo, e por acaso até tinha saldo suficiente no PayPal para isso, decidi arriscar. Na pior das hipóteses perdia dois euros e meio, também não era por aí.
Preenchi os dados pedidos, efectuei o pedido, paguei, e recebi logo um email a confirmar a minha encomenda, e a dar-me um numero de registo para poder seguir o estado do pedido no site.
Não demorou uma hora e meia, já tinha recebido um e-mail com dois códigos de desbloqueio para o Madrid.
O primeiro falhou, disse que o código era errado, mas o segundo funcionou. Desbloqueou-me o telefone, tal e qual como se tivesse sido feito na Optimus ou na Alcatel (porque o Optimus Madrid é um Alcatel).
E o melhor disto tudo é que aparentemente eu não fiz nada ilegal. Se estou fidelizado na Optimus ou não, não me interessa, porque esse meu numero é muito antigo, foi o primeiro numero que alguma vez tive, e é o meu contacto em montes de coisas como o banco, e centro de saúde e similares. E eu tenho uma carrada de amigos com Tag, com quem gosto de manter o contacto, então vou manter este cartão.
E além disso, pelo que andei a ler pelos meandros obscuros da Internet, os telefones quando são feitos na fábrica, são feitos desbloqueados. Depois o fabricante bloqueia os lotes que envia para a operadora a pedido desta. É a operadora quem pede para que o bloqueio seja introduzido.
E quando alguém insere um código de desbloqueio, não está a desbloquear um telefone, está sim a colocar o equipamento no seu estado de fábrica, ou seja, desbloqueado.
No Brasil já existe uma lei que proíbe a venda de telemóveis bloqueados, todos os telemóveis têm de ser desbloqueados de borla pela operadora. Há uns tempos atrás houve uma operadora do atendimento da Optimus que me disse que em Portugal ia sair também uma lei assim, então a Optimus estava a lançar as campanhas de desbloqueio como forma de se antecipar à lei, mas quer dizer... ...a menina deve pensar que toda a gente que liga para o apoio a cliente deixa que lhes comam papas de aveia da cabeça...
Acredito que eventualmente saia uma lei assim, mas da maneira como as coisas estão em Portugal, vai demorar...
Então, até lá, temos de nos ir desenrascando assim. Lá está, sempre ouvi dizer que o Tuga era desenrascado, se calhar é mesmo verdade.
O certo é que o meu Madrid bomba agora com um Lycamobile espectacular, que me dá 5GB de tráfego sem eu ter pago, até agora, um único tostão (decorre uma campanha enquanto a Lycamobile está a estudar que plano de dados vai introduzir no mercado), e que se avançarem para Portugal com os planos de dados que têm nos outros países vão, quase de certeza absoluta, ganhar um cliente da minha parte.
O meu Optimus vai ver o seu plano de dados cancelado assim que terminar esta subscrição, e o mais certo é colocar um daqueles tarifários com chamadas baratas para a optimus, em que não sou obrigado a carregar para poder utilizar o telefone, e...
...FU Optimus, mais os teus planos de Internet chulados para ca*a*ho!!!
Só assim de surra, na TMN, por €10 ao mês, dá direito a 1GB de tráfego. Bate as pontos os planos disponíveis na Optimus, que pelos vistos deixou de valorizar aqueles que acreditaram no projecto e apoiaram desde o início, e agora apenas se interessa em apresentar novas activações e sacar dinheiro ao cliente.
Muito obrigado a todos, espero que tenham um bom dia, uma boa tarde ou uma boa noite, conforme a hora e o local de onde esteja a ler estas palavras.
Um abraço a todos.
O Gajo Sem Cólon.
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