Não há como dourar a pílula. É impossível. Não consigo mais esconder a verdade, tapar o sol com uma peneira, sorrir e acenar.
Não dá. A verdade é que estou farto disto. Estou farto desta merda até à ponta dos cabelos. Mesmo a sério.
Antes de ser operado, disse-me o médico: "Você vai ser operado, vai ter um período de convalescência, e uns meses depois volta a fazer a sua vida normal".
E eu estou convencidíssimo de que essa é a maior mentira que já me contaram.
Mas calma, há que expô-lo da maneira correcta, porque eu gosto muito de ser honesto e sincero.
Os médicos disseram-me que era uma operação complicada. Que se tratava de uma cirurgia muito agressiva, muito invasiva, e que a opção de ser ou não operado seria minha.
Explicaram-me que caso eu não fosse operado, os pólipos evoluiriam para uma fase maligna, metastizariam e contagiariam o estômago, fígado, órgãos adjacentes. E depois eu morreria.
E eu perguntei: "Mas tiram-me o cólon assim? Então e depois? Então e o cólon não faz falta??". E o que me responderam, não citando porque eu não me lembro das palavras exactas, mas foi algo no género de que o cólon é um órgão que pode ser retirado, que a sua retirada causa algumas alterações a nível do organismo, sim, mas que o corpo humano tem uma capacidade de adaptação fantástica. Com um pedaço do intestino delgado seria feita uma bolsa que iria "substituir" o colon, e que após uns meses eu faria a minha vida normal outra vez.
E eu pesei as consequências, não me parece que houvesse muito a pesar, era ser operado ou morrer, e tendo em conta que depois volto ao normal não me parece que haja muito a considerar. Vamos lá a isso.
E assim foi. Fui operado, fiquei sem cólon, e com um saco colado à barriga durante 5 meses.
Cinco meses terríveis. Lidei com merda diariamente. Merda liquida ou pastosa que começava a repassar pelo autocolante que segurava o saco colado à minha barriga. Acordava com o saco inchado, como se fosse um balão, pois os gases iam ficando presos dentro do saco, que era (supostamente) hermeticamente fechado para não deixar sair as fezes. Ao levantar-me para ir despejar o saco, nove em cada dez vezes o saco descolava da barriga, e eu sujava o chão desde o meu quarto até à casa de banho.
Houve uma vez que tinha acabado de trocar o saco, e estava de tronco nu a conversar com um amigo meu que me tinha vindo visitar. Foi quando o saco descolou, caiu ao chão e nos salpicou os pés com "eau de merde", muito literalmente.
Era difícil tomar banho e secar-me sem que me sujasse todo, era difícil colar o saco à barriga, enfim, não foi um tempo fácil, mas ultrapassou-se. Muitas vezes porque eu me lembrava de que seriam uns meses. O meu estoma era temporário, eventualmente fechá-lo-ia. São uns meses, e depois volto à minha vida normal.
Até que chegou o dia em que fui chamado para ser operado e encerrar a ileostomia. Yuppie!!!! Estou cada vez mais perto de voltar a ter uma vidinha minimamente normal, sem que de repente me escorra merda pela barriga abaixo.
Fui para o hospital, novamente operado, e procederam ao encerramento da ileostomia, ficando com a minha bolsa a recolher então as fezes.
E assim foi. Fui operado, fiquei sem ileostomia e com o ânus novamente funcional. E começou o pesadelo da minha vida.
Isto aconteceu em Fevereiro de 2011. E desde esse dia que tenho dores no cú. Literalmente. Estou com uma diarreira desde que fui operado. O que até é normal, pois as minhas fezes são liquidas, não são solidas. Quanto muito são pastosas, fazem-me lembrar farinha maizena mas castanha. Olha, Pensal!!! Faz-me lembrar aquela farinha Pensal. Mas não pelo cheiro, entenda-se.
Tenho o rabo todo assado, especialmente em redor do ânus. Tenho (espero que apenas) uma fissura anal, que cada vez que preciso de ir cagar (e são mesmo muitas vezes, acreditem) me arde de uma maneira tal que me dá vontade de bater com a cabeça na parede.
Quando falei nisto à medica, ela explicou-me que as fezes, quando estão no intestino delgado, são ácidas. E que perdem essa acidez no intestino grosso, que lembram-se? Eu não tenho... Então as minhas fezes são e serão sempre ácidas. E isso significa que eu vou sempre ter o rabo assado. Vou ter que viver com este ardor o resto da minha vida, pelos vistos.
Foi-me dito que teria de ter uma alimentação mais regrada. Ok, entendo isso, eu não tinha a alimentação mais saudável do mundo, admito. Mas quando como algo que não seja um bife de peru grelhado, uma tigela de choco krispies ou um prato de nestum de arroz, em vez de ir oito vezes por dia à casa de banho, vou o dobro. E as dores são o triplo. Sim, estou a exagerar um pouquinho, mas é mesmo só um poquinho. Além do mencionado, posso comer bananas, desde que estejam bem maduras, pêras e maçãs cozidas.
E pouco mais posso comer. Ou antes... ...até posso comer tudo. Mas depois arco com as consequências.
Vegetais são algo completamente fora de questão. Tudo o que seja verde vai fazer o intestino trabalhar, e consequentemente cagar mais. Cerveja nem vê-la. Aliás, tudo o que seja bebida com gás é de evitar. Se tenho o azar de que esse gás não seja arrotado, e passe para o intestino, depois estou lixado. Vai causar-me cólicas, desconforto abdominal, e muito provavelmente quando me tentar peidar para tirar esse gás de dentro de mim vou borrar-me todo. Então não, bebidas gaseificadas estão off-limits.
O açúcar também é de evitar. Eu não sabia, mas parece que quando ingerimos açúcar, este é absorvido no cólon. Quem diria? Mas quando lá chega, parece que já vai numa forma bastante liquida, o que me vem complicar a situação, pois quanto mais liquidas são as minhas fezes, mais me arde o olhinho do cú. É uma proporção directa.
E aparentemente eu tenho é muita sorte que seja assim, pois parece que podia ser bem pior.
Uma vez perguntaram-me se eu conseguia urinar, e mais importante, se eu tinha ereções. Estranhei a pergunta, mas disse que sim, felizmente graças a nossa senhora continuo a ter ereções. "Mas porque me pergunta isso?" perguntei.
"Porque como andamos a mexer nessa zona, havia a possibilidade de as coisas que sejam daí deixem de funcionar". Ou seja, eu podia até nem já conseguir por o Adamastor de pé...
Pois MUITO OBRIGADO POR ME AVISAREM DISSO A TEMPO E HORAS ANTES DA OPERAÇÃO HEIN???? Que sortudo que eu sou, foda-se... E ainda me queixo porque nunca me saiu nada no totoloto? Acho que está aqui o equivalente a ter-me saído a sorte grande na lotaria...
Resumindo... Estou farto desta merda toda. Mesmo muito farto.
Diziam-me que eram uns meses até voltar à minha vida normal. Pois eu digo TRETAS!!!!
Isso são tretas. Se calhar disseram-mo para me levar a querer fazer a operação, porque sim, eu sei que as vezes sou um bocado parvo, e se soubesse essas merdas todas antes iria ser uma decisão muito mais complicada, mas por outro lado os médicos não tinham maneira de saber isso pois não me conheciam de lado nenhum.
Não sinto que tenha sabido da historia toda, ou se calhar fui eu quem não viu bem o filme em que estava a entrar, mas o certo é que já se passaram uns anos, e eu estou longe de ter a minha vida normal. Pelo contrário, tenho cada vez mais a certeza que a minha vida nunca mais vai ser normal.
Aliás... Um dos médicos chegou a dizer-me, numa das vezes em que me queixava das dificuldades que tinha para defecar: "Mas você sabe que as coisas nunca mais vão voltar a ser como antes, não sabe? Então você não tem intestino grosso..."
A minha vida está totalmente mudada. Eu próprio sinto que já não sou o mesmo.
Com esta "brincadeira" perdi parte da minha personalidade. Perdi a minha namorada, que não teve capacidade de atravessar isto comigo (e que fique claro que no fundo não a censuro), e encontrar alguém que compreenda a minha situação e que esteja disposta a conviver com o que isso acarreta, e que além disso goste de mim e que eu goste dela, não me está a parecer algo que, mesmo com esforço, se concretize.
Perdi a minha liberdade, pois não me posso afastar de uma sanita por mais do que umas horas. Longe vai o tempo em que eu saia de casa depois de almoço para voltar a entrar às tantas da madrugada.
Com esta brincadeira perdi o meu emprego (e também não censuro o meu patrão, ele teve muita paciência comigo), e muito sinceramente não estou a ver que tipo de trabalho posso eu vir a ter no futuro.
Sempre disse que trabalhar nas obras não me assustava, ou que quando me fartasse de tudo virava camionista.
E agora simplesmente não o posso fazer. Como é que vou conseguir ser camionista se de repente me dá uma caganeira que quase faz desmaiar? Troco o assento do camião por um penico, é isso?
Fui à junta médica da Segurança Social, onde me disseram que estou apto para trabalhar. Ou seja, mandaram-me para o fundo de desemprego. E eu perguntei-lhes: "Mas senhores doutores, e se me chamam para... ...sei la, atender ao balcão ou mesas? É algo que eu já fiz no passado, mas que agora não consigo fazer se tenho de correr para o WC".
E ele respondeu-me que, se for chamado, que devo ir a medica de família e meter uma baixa.
E eu não disse nada, mas pensei: "Foda-se... Então quer dizer, para a segurança social estou bom para trabalhar para nao me continuarem a pagar a baixa, mas se me chamarem para trabalhar devo ir meter baixa para não ir? Então afinal em que ficamos?".
No fundo de desemprego estive a falar com uma senhora que até era simpática, mas que fez a minha inscrição tal e qual como todas as outras. Ou seja, não há lá nada que indique ou informe acerca das minha limitações. Então sou colocado no sistema como uma pessoa normal, mas não sou uma pessoa normal porque se me chamarem para trabalhar eu vou meter baixa porque sou um caso particular? Mas que raio de lógica é que isto faz? Sou normal para umas coisas, mas para outras não?
Não... Estou mesmo farto desta merda toda... Ainda esta noite mal dormi. Acordei para ir a casa de banho de duas em duas horas, e de cada vez que ia doia-me o rabo que se fartava. Eu não tenho palavras para explicar. Mesmo sentado no bidé, a lavar o olho do cú com agua e sabão, está a doer-me.
Tenho uma pomada para por, mas é para por duas vezes ao dia, e não cada vez que cago.
Tenho de tomar imodium(loperamida) em base regular. Se não tomo a minha diarreia passa a estado crónico a.k.a. "saiam da frente!!!!". E tenho receio de que o organismo se habitue a isto. Se um dia deixar de fazer efeito, estou literalmente com merda até ao pescoço.
E não há perspectivas de ver isto a melhorar. Eu não posso comer uma pizza. Não posso comer uma francesinha. Não posso ir para uma noite de copos com os meus amigos. Eu não posso arranjar uma namorada. Eu não consigo trabalhar e manter niveis de produtividade que eu próprio considere aceitáveis.
Eu não consigo ser eu. É simples.
E estou mesmo, mas mesmo farto desta merda toda...
Só me apetece:
AVISO: Este blog não é aconselhável a pessoas sensíveis
ou facilmente impressionáveis.
Serão aqui relatados episódios e "aventuras" da vida de uma pessoa após uma proctocolectomia total.
Se se incomoda com ideias e pensamentos fortes e desagradáveis, por favor queira fechar esta pagina.
P.S: Nao aconselho a leitura deste blog durante a refeição.
Considerem-se avisados... :P
P.P.S.: Por vezes eu digo asneiras. Muitas...
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
sábado, 19 de outubro de 2013
Uma duvida existencial
Pessoal... Preciso da vossa opinião sincera. Passo a explicar:
Quero fazer umas prateleiras para arrumar os meus livros. Tenho tantos que já não sei onde os arrumar... ...então vou construir umas prateleiras para os guardar. E fui comprar o material para isso.
Quando regresso ao carro, arrumo tudo na mala (sim, consegui colocar 4 pranchas de 15cm por metro e trinta na bagageira de um CRX, sou o maior!!) e reparo que estou a ouvir uns latidos. Olho a minha volta, e percebo que os latidos vêm do carro que está estacionado ao lado do meu.
Tratava-se de um cachorro, novinho, parecido aqueles do anuncio da Scottex. E o problema é que o carro estava completamente fechado. Não deixaram uma nesga do vidro aberto, nada. Reparei que o canito já tinha a lingua toda de fora, devia estar a morrer de sede, sei lá eu.
Fiquei ali um bocado, dei três voltas ao carro, e não sabia bem o que fazer. O cachorro seguia-me dentro do carro para onde quer que eu fosse, à frente, de lado, atrás, whatever! So queria vir atrás de mim. Não sabia mesmo o que fazer, então achei que pelo menos tirava uma fotografia ao carro. Com que finalidade eu não sei, mas achei que mal não devia fazer.
Tinha mesmo acabado de tirar a foto quando aparecem os donos do carro.
Agora, eu não gosto de julgar um livro pela sua capa, mas tenho de dizer que era um casal, pouco mais velho que eu, mas com um mau aspecto terrível. Não é que eu tenha bom aspecto, mas aquela par rebentava a escala. Ela vinha com uma criança de alguns 3 anos ao colo. Assim que os vi, interpelei-os imediatamente: "Este carro é vosso?".
"É sim" respondeu o bacano. E eu continuei "vocês deixaram-no completamente fechado com um cão lá dentro, e ele tá cheio de sede. Têm de ter cuidado com estas coisas, amigos...".
E o gajo vira-se para mim e diz: "mas foi pouco tempo!". Eu respondi que mesmo pouco tempo pode ser fatal. Já vi cães morrerem assim fechados no carro.
Pela cara que fizeram, percebi imediatamente que as minhas palavras entraram por um ouvido a 100 à hora e saíram pelo outro a 1000... Mas enfim. Disse somente que era preciso muito cuidado com estas coisas, e começo a dirigir-me ao meu carro para me vir embora. Foi quando a madame achou que tinha vontade de refilar comigo.
"Então e você estava a tirar uma fotografia ao MEU carro porquê?", perguntou ela.
"Porque posso. Porque não haveria de tirar?" respondi.
"Mas não pode não. Não pode tirar fotografias ao meu carro!!" diz a senhora.
"Claro que posso! Estamos num sitio publico." disse eu, abrindo os braços e acenando em meu redor, indicando o parque de estacionamento.
"Isso é o que vamos ver!!" diz ela, enquanto se mete dentro do carro.
Eu simplesmente dei uma daquelas minhas gargalhadas sonoras, disse "Ok, força nisso!", e meti-me dentro do meu carro para me vir embora.
Estava já o casal do ano a vir embora, quando de dentro do carro o senhor ainda me diz qualquer coisa como "sabes, está um sol desgraçado hoje... E o carro debaixo da arvore também fica quente como o caraças..."
Eu limitei-me a esticar o braço na direcção dele e lentamente levantar o polegar. Dei-lhe um "fixe meu!" e fiz-lhe sinal para ele se ir embora. Ainda pensei dar-lhe um manguito, mas achei que não valia a pena. E assim se passou este pequeno episódio.
No entanto, fiquei a pensar nisto (é o mau grande defeito, eu penso :/ )...
Será que quem deixa um animal dentro de um carro, não deixará uma criança? E depois, sim, hoje o dia está nublado. O sol está tapado. Mas eu, que sou um friorento de primeira apanha, tenho calor. Sinto o dia abafado. Mas é verdade, o sol está tapado, e não bate directamente em nós. Será que por isso apenas não seria necessário abrir um pouco do vidro do carro para o cão ter ar?
Será que eu devia era ter ignorado o animal, ter ido à minha vida, ou fiz bem por lhes ter dado o sermão?
Será que me estou a tornar uma daquelas pessoas estúpidas e mesquinhas que se devem meter na sua própria vida e deixar os outros em paz?
/me wonders
Quero fazer umas prateleiras para arrumar os meus livros. Tenho tantos que já não sei onde os arrumar... ...então vou construir umas prateleiras para os guardar. E fui comprar o material para isso.
Quando regresso ao carro, arrumo tudo na mala (sim, consegui colocar 4 pranchas de 15cm por metro e trinta na bagageira de um CRX, sou o maior!!) e reparo que estou a ouvir uns latidos. Olho a minha volta, e percebo que os latidos vêm do carro que está estacionado ao lado do meu.
Tratava-se de um cachorro, novinho, parecido aqueles do anuncio da Scottex. E o problema é que o carro estava completamente fechado. Não deixaram uma nesga do vidro aberto, nada. Reparei que o canito já tinha a lingua toda de fora, devia estar a morrer de sede, sei lá eu.
Fiquei ali um bocado, dei três voltas ao carro, e não sabia bem o que fazer. O cachorro seguia-me dentro do carro para onde quer que eu fosse, à frente, de lado, atrás, whatever! So queria vir atrás de mim. Não sabia mesmo o que fazer, então achei que pelo menos tirava uma fotografia ao carro. Com que finalidade eu não sei, mas achei que mal não devia fazer.
Tinha mesmo acabado de tirar a foto quando aparecem os donos do carro.
Agora, eu não gosto de julgar um livro pela sua capa, mas tenho de dizer que era um casal, pouco mais velho que eu, mas com um mau aspecto terrível. Não é que eu tenha bom aspecto, mas aquela par rebentava a escala. Ela vinha com uma criança de alguns 3 anos ao colo. Assim que os vi, interpelei-os imediatamente: "Este carro é vosso?".
"É sim" respondeu o bacano. E eu continuei "vocês deixaram-no completamente fechado com um cão lá dentro, e ele tá cheio de sede. Têm de ter cuidado com estas coisas, amigos...".
E o gajo vira-se para mim e diz: "mas foi pouco tempo!". Eu respondi que mesmo pouco tempo pode ser fatal. Já vi cães morrerem assim fechados no carro.
Pela cara que fizeram, percebi imediatamente que as minhas palavras entraram por um ouvido a 100 à hora e saíram pelo outro a 1000... Mas enfim. Disse somente que era preciso muito cuidado com estas coisas, e começo a dirigir-me ao meu carro para me vir embora. Foi quando a madame achou que tinha vontade de refilar comigo.
"Então e você estava a tirar uma fotografia ao MEU carro porquê?", perguntou ela.
"Porque posso. Porque não haveria de tirar?" respondi.
"Mas não pode não. Não pode tirar fotografias ao meu carro!!" diz a senhora.
"Claro que posso! Estamos num sitio publico." disse eu, abrindo os braços e acenando em meu redor, indicando o parque de estacionamento.
"Isso é o que vamos ver!!" diz ela, enquanto se mete dentro do carro.
Eu simplesmente dei uma daquelas minhas gargalhadas sonoras, disse "Ok, força nisso!", e meti-me dentro do meu carro para me vir embora.
Estava já o casal do ano a vir embora, quando de dentro do carro o senhor ainda me diz qualquer coisa como "sabes, está um sol desgraçado hoje... E o carro debaixo da arvore também fica quente como o caraças..."
Eu limitei-me a esticar o braço na direcção dele e lentamente levantar o polegar. Dei-lhe um "fixe meu!" e fiz-lhe sinal para ele se ir embora. Ainda pensei dar-lhe um manguito, mas achei que não valia a pena. E assim se passou este pequeno episódio.
No entanto, fiquei a pensar nisto (é o mau grande defeito, eu penso :/ )...
Será que quem deixa um animal dentro de um carro, não deixará uma criança? E depois, sim, hoje o dia está nublado. O sol está tapado. Mas eu, que sou um friorento de primeira apanha, tenho calor. Sinto o dia abafado. Mas é verdade, o sol está tapado, e não bate directamente em nós. Será que por isso apenas não seria necessário abrir um pouco do vidro do carro para o cão ter ar?
Será que eu devia era ter ignorado o animal, ter ido à minha vida, ou fiz bem por lhes ter dado o sermão?
Será que me estou a tornar uma daquelas pessoas estúpidas e mesquinhas que se devem meter na sua própria vida e deixar os outros em paz?
/me wonders
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Curtas: Ainda existem pessoas boas
E já apanhei o cagaço de hoje. Foi terrível...
Estava todo contente em casa da minha irmã, quando dei pela falta do meu telemóvel. "Oh crap", é logo o que se pensa nestes casos...
Fui até ao carro, munido de outro telemóvel para chamar e tentar ouvir o meu a tocar, mas sem sucesso. E é nesta altura que se começam a reconstituir os passos que se deram...
Ora, a ultima vez que lhe mexi, estava no Continente da rotunda nova do Barreiro, e não me lembro de lhe voltar a mexer depois disso. Então, ficou no Continente. E eu até acho que sei onde. Foi quando o pousei para tirar a palete de leite da prateleira do topo. De seguida meti a palete ao ombro e não pensei mais no telefone. De certeza que foi isto que aconteceu. Ou então deixei-o na caixa quando paguei a conta. Também é possível.
Agora... O telemóvel chama. Isso quer dizer que ainda está ligado. Em principio ainda ninguém o achou. O gajo até está desbloqueado, por isso se alguém o achar, já lhe rendeu o dia. E eu muito dificilmente vou recuperar o meu telefone...
Ainda assim decidi ir ao Continente. Fui direito à menina da caixa que me atendeu. Infelizmente não ficou ali, ela não o viu. A minha esperança começa a ficar abalada. Mas vou espreitar no corredor do leite. Pode ser que tenha sorte e ainda lá esteja. Chego ao dito corredor, e volto a marcar o meu numero, na esperança de ouvir o toque e segui-lo até ao meu equipamento. Dito e feito, marco o meu numero, e carrego na tecla verde.
Continua a chamar, o que é bom sinal. O telefone ainda não foi desligado, mas por outro lado estou no corredor do leite, e não ouço o toque do meu telefone. E isso é um péssimo sinal...
Mas hoje deve ser o meu dia de sorte. Enquanto estava a tentar ouvir algo que me indicasse estar perto do meu telemóvel, alguém o atendeu! :D
Era uma menina muito simpática, funcionária do Continente, que me deu a melhor noticia que podia ouvir hoje: "Encontramos o seu telefone, está no balcão de apoio ao cliente".
"MUITO OBRIGADO!!!! Vou já para aí!" foi mesmo a única coisa que consegui dizer.
E assim foi. Fui ao balcão de apoio ao cliente, e lá estava o meu telefone, perfeitamente guardado. Pelo que me disseram as senhoras que lá estavam de serviço, foi um colega da loja que o encontrou e o entregou ali.
Agradeci fervorosamente a alegria que me deram, e vim-me embora.
E que conclusões posso tirar daqui?
Primeiro, pára de largar o raio do telemóvel em qualquer lado... Pelos vistos só não perco a cabeça porque está agarrada ao resto do corpo...
E depois, o mais importante: Ainda existem pessoas boas.
Tanto quem encontrou o telemóvel na loja, como quem mo guardou no apoio até eu o ir buscar, poderiam ter simplesmente tirado a bateria ao telefone, e eu nunca mais o via. Mas não o fizeram, imperou a honestidade e felizmente recuperei o telemóvel. Naquele Continente os funcionários são correctos. Até a rapariga da caixa me perguntou quando vinha a vir embora se sempre o tinha encontrado. Ficou realmente preocupada com a minha perda.
Assim... Não percam a fé. Está aqui a prova inequívoca de que ainda existem pessoas boas, certas e honestas. E a essas todas, eu digo: Obrigado por existirem! :D
Um grande abraço.
Gwalchmay Gothic
Estava todo contente em casa da minha irmã, quando dei pela falta do meu telemóvel. "Oh crap", é logo o que se pensa nestes casos...
Fui até ao carro, munido de outro telemóvel para chamar e tentar ouvir o meu a tocar, mas sem sucesso. E é nesta altura que se começam a reconstituir os passos que se deram...
Ora, a ultima vez que lhe mexi, estava no Continente da rotunda nova do Barreiro, e não me lembro de lhe voltar a mexer depois disso. Então, ficou no Continente. E eu até acho que sei onde. Foi quando o pousei para tirar a palete de leite da prateleira do topo. De seguida meti a palete ao ombro e não pensei mais no telefone. De certeza que foi isto que aconteceu. Ou então deixei-o na caixa quando paguei a conta. Também é possível.
Agora... O telemóvel chama. Isso quer dizer que ainda está ligado. Em principio ainda ninguém o achou. O gajo até está desbloqueado, por isso se alguém o achar, já lhe rendeu o dia. E eu muito dificilmente vou recuperar o meu telefone...
Ainda assim decidi ir ao Continente. Fui direito à menina da caixa que me atendeu. Infelizmente não ficou ali, ela não o viu. A minha esperança começa a ficar abalada. Mas vou espreitar no corredor do leite. Pode ser que tenha sorte e ainda lá esteja. Chego ao dito corredor, e volto a marcar o meu numero, na esperança de ouvir o toque e segui-lo até ao meu equipamento. Dito e feito, marco o meu numero, e carrego na tecla verde.
Continua a chamar, o que é bom sinal. O telefone ainda não foi desligado, mas por outro lado estou no corredor do leite, e não ouço o toque do meu telefone. E isso é um péssimo sinal...
Mas hoje deve ser o meu dia de sorte. Enquanto estava a tentar ouvir algo que me indicasse estar perto do meu telemóvel, alguém o atendeu! :D
Era uma menina muito simpática, funcionária do Continente, que me deu a melhor noticia que podia ouvir hoje: "Encontramos o seu telefone, está no balcão de apoio ao cliente".
"MUITO OBRIGADO!!!! Vou já para aí!" foi mesmo a única coisa que consegui dizer.
E assim foi. Fui ao balcão de apoio ao cliente, e lá estava o meu telefone, perfeitamente guardado. Pelo que me disseram as senhoras que lá estavam de serviço, foi um colega da loja que o encontrou e o entregou ali.
Agradeci fervorosamente a alegria que me deram, e vim-me embora.
E que conclusões posso tirar daqui?
Primeiro, pára de largar o raio do telemóvel em qualquer lado... Pelos vistos só não perco a cabeça porque está agarrada ao resto do corpo...
E depois, o mais importante: Ainda existem pessoas boas.
Tanto quem encontrou o telemóvel na loja, como quem mo guardou no apoio até eu o ir buscar, poderiam ter simplesmente tirado a bateria ao telefone, e eu nunca mais o via. Mas não o fizeram, imperou a honestidade e felizmente recuperei o telemóvel. Naquele Continente os funcionários são correctos. Até a rapariga da caixa me perguntou quando vinha a vir embora se sempre o tinha encontrado. Ficou realmente preocupada com a minha perda.
Assim... Não percam a fé. Está aqui a prova inequívoca de que ainda existem pessoas boas, certas e honestas. E a essas todas, eu digo: Obrigado por existirem! :D
Um grande abraço.
Gwalchmay Gothic
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Curtas: Uma experiência nova
Boa tarde caros amigos e amigas. Espero que se encontrem de boa saúde e bem dispostos.
Bem sei que com as notícias relativas ao orçamento de estado para o ano que vem é bastante difícil estar bem disposto, mas temos de fazer um esforço...
Hoje resignei-me e fui cortar o cabelo. Já estava grande demais, e como o meu cabelo tem vontade própria, pura e simplesmente já não me conseguia pentear.
Saia de casa de manhã com o cabelinho nos trinques, e não tinha tempo de chegar sequer ao carro, que esta criatura peluda (peluda mas com falhas) decidia que se queria pôr de cócoras e lá se ia o meu (pouco) bom aspecto. Então, a solução passa por dar um saltinho ao barbeiro, coisa que tratei de fazer hoje.
A vida anda difícil, daí ter ido com a ideia de apenas cortar o cabelo, mas como eu também sou preguiçoso até mais não, e a paciência e jeitinho para desfazer a barba também não são muitos, acabei por mandar também desfazer a barba. Sai um pouco mais caro, mas sempre poupo nos bifes arrancados da cara, se é que me entendem... ;)
E em boa hora o fiz. Quem me desfez a barba não foi o barbeiro, mas uma menina de bata que lá estava sentada a um canto, e que quando entrei e a vi pensei que estava a fazer serviço de manicure (estava sentada atrás de um balcãozinho pequenino daqueles que me parece que se vêm nos filmes onde entram salões de manicure). O que tem imensa lógica, encontrar serviço de manicure num barbeiro de homens, diga-se de passagem.
Confesso que fiquei um pouco apreensivo quando o barbeiro me disse que quem me ia desfazer a barba seria a menina, mas o tico e o teco após rápida reunião acharam que ela não poderia cortar-me ainda mais do que se fosse eu a fazê-lo.
E só tenho a dizer que... ...fiquei fã. Se ainda não experimentaram, não sei do que estão à espera.
Tipo, a sério. Não vou entrar em detalhes, prefiro que experimentem e descubram por vocês mesmos, mas a verdade é que hoje tomei uma decisão. Não quero mais cortar a barba, nem quero que um barbeiro o faça.
Doravante, quero que a minha barba seja sempre desfeita por uma senhora. E tenho dito!
Assim, se tu que estás a ler estas palavras és um homem de barba rija que ainda não experimentou ter a barbinha desfeita por um profissional do sexo feminino, eu aconselho-te vivamente a largares tudo o que estás a fazer e a correres para o barbeiro da avenida Alfredo da Silva no Barreiro. Não te vais arrepender.
E se por acaso fores um homem não de barba rija, mas de pintelhos mal semeados assim como eu, não tens qualquer problema. Podes lá ir também que vais dar o teu dinheiro por bem entregue. ;)
Um resto de boa tarde a todos, um grande abraço.
O Gajo sem Colon
Bem sei que com as notícias relativas ao orçamento de estado para o ano que vem é bastante difícil estar bem disposto, mas temos de fazer um esforço...
Hoje resignei-me e fui cortar o cabelo. Já estava grande demais, e como o meu cabelo tem vontade própria, pura e simplesmente já não me conseguia pentear.
Saia de casa de manhã com o cabelinho nos trinques, e não tinha tempo de chegar sequer ao carro, que esta criatura peluda (peluda mas com falhas) decidia que se queria pôr de cócoras e lá se ia o meu (pouco) bom aspecto. Então, a solução passa por dar um saltinho ao barbeiro, coisa que tratei de fazer hoje.
A vida anda difícil, daí ter ido com a ideia de apenas cortar o cabelo, mas como eu também sou preguiçoso até mais não, e a paciência e jeitinho para desfazer a barba também não são muitos, acabei por mandar também desfazer a barba. Sai um pouco mais caro, mas sempre poupo nos bifes arrancados da cara, se é que me entendem... ;)
E em boa hora o fiz. Quem me desfez a barba não foi o barbeiro, mas uma menina de bata que lá estava sentada a um canto, e que quando entrei e a vi pensei que estava a fazer serviço de manicure (estava sentada atrás de um balcãozinho pequenino daqueles que me parece que se vêm nos filmes onde entram salões de manicure). O que tem imensa lógica, encontrar serviço de manicure num barbeiro de homens, diga-se de passagem.
Confesso que fiquei um pouco apreensivo quando o barbeiro me disse que quem me ia desfazer a barba seria a menina, mas o tico e o teco após rápida reunião acharam que ela não poderia cortar-me ainda mais do que se fosse eu a fazê-lo.
E só tenho a dizer que... ...fiquei fã. Se ainda não experimentaram, não sei do que estão à espera.
Tipo, a sério. Não vou entrar em detalhes, prefiro que experimentem e descubram por vocês mesmos, mas a verdade é que hoje tomei uma decisão. Não quero mais cortar a barba, nem quero que um barbeiro o faça.
Doravante, quero que a minha barba seja sempre desfeita por uma senhora. E tenho dito!
Assim, se tu que estás a ler estas palavras és um homem de barba rija que ainda não experimentou ter a barbinha desfeita por um profissional do sexo feminino, eu aconselho-te vivamente a largares tudo o que estás a fazer e a correres para o barbeiro da avenida Alfredo da Silva no Barreiro. Não te vais arrepender.
E se por acaso fores um homem não de barba rija, mas de pintelhos mal semeados assim como eu, não tens qualquer problema. Podes lá ir também que vais dar o teu dinheiro por bem entregue. ;)
Um resto de boa tarde a todos, um grande abraço.
O Gajo sem Colon
sábado, 12 de outubro de 2013
Rant: Transportes pessoais nos Transportes Publicos
Olá, bom dia a todos.
Eu gosto de acreditar que sou um tipo calmo e pacifico (e é agora que a minha mãe, se alguma vez chegar a ler isto, desata a rir), mas há coisas que me incomodam.
Como por exemplo a Exmª Srª Dª Cláudia Vieira, na revista Maria desta semana, a dizer que está muito contente por agora já ser permitido viajar no Metro de Lisboa com a bicicleta.
Ora vamos lá a ver se nos entendemos... A senhora por acaso costuma andar muitas vezes de metro, para poder afirmar tal coisa? Por acaso alguma vez teve necessidade de se fazer transportar a si e à sua bicicleta no Metro? Ou será que pega no carrinho e vai de cuzinho tremido até onde precisa de ir? Ah pois é...
Mas entenda-mo-nos... Estou a dizer isto, mas nada tenho contra a senhora. Pelo contrário, até acho que ela tem uma belas pernocas, e que se as quer manter em forma pedalando, eu sou o primeiro a apoiar. Mas que falem assim, quando claramente não têm conhecimento de causa, irrita-me. E neste caso em particular, porque é que me irrita? Porque pura e simplesmente o uso concorrente do Metro por pessoas a pé e por pessoas a bicicleta não funciona.
As pessoas são estúpidas, e por algum motivo preocupam-se sempre primeiro com o seu bem estar e só depois com o resto. E isto não muda quando se trata de embarcar e desembarcar nos transportes colectivos públicos. Então, ainda o Metro está a acabar de abrir as portas, já estão uns utentes a tentar sair da carruagem, enquanto os outros tentam desesperadamente entrar. É quase como se este processo fosse cronometrado, e o que for mais rápido tem direito a um rebuçado, ou como se o maquinista fosse fechar as portas ainda com gente na estação. É uma coisa estupida de se ver, garanto-vos. E os maluquinhos das bicicletas ainda vêm dificultar mais a coisa.
Já antes era permitido transportar bicicletas no Metro, mas fora da hora de ponta. Aparentemente agora essa restrição foi levantada, e passa a poder-se viajar no Metro, transportando uma bicicleta, a qualquer hora. E isso é horrível.
Eu não me importaria de partilhar o Metro com eles, se eles tivessem o mínimo de respeito e consideração pelos outros. Mas não têm. Raios, alguns até se acham superiores porque andam de bicicleta. Pois tenho más noticias para cromos assim como esses: vocês não são superiores, pelo contrário, são ridículos. Ouve lá, se tens uma bicicleta, porque caraças estás no metro, meu?? Monta-te no selim, dá ao pedal e desampara-me a loja, pah!!
Mas e porquê esta aversão toda aos ciclistas, que até parece que se passa alguma coisa? Bem, até se passa. Embora faça já bastante tempo que não uso o Metro com tanta frequência, lembro-me perfeitamente de como era. Quantos pares de calças de fato ficaram estragadas com óleo da corrente da bina desses palhaços? Que trazem um veiculo com eles, mas que mesmo assim se vão meter ao empurrão junto aos outros para entrar e sair da carruagem? Aqueles projectos falhados a Joaquim Agostinho, com mania de superioridade, que empurram as suas bicicletas contra as pessoas, sujando-as com os pneus?
Meus caros... ...acho muito bem e apoio que queiram fazer exercício físico. Acho muito bem queiram dar ao pedal e mexer esses cus gordos e sedentários de quem diz que anda de bicicleta mas apanha o Metro.
Acho muito bem que poupem na pegada de carbono e cortem nas emissões de monóxido, mas vocês têm de abrir os olhos, olhar bem a vossa volta, olhar bem para vocês mesmos, e porem-se mais no vosso lugar.
Vocês não são melhores ou piores que ninguém por andarem de bicicleta. Vocês não têm mais ou menos direito de usar os transportes publicos por estarem de bicicleta. Mas vocês também não têm qualquer direito ou privilégio nos transportes só porque vão de bicicleta.
Lamento, mas no meu ver vocês deveriam ser os ultimos a entrar e a sair do transporte. Exactamente porque trazem uma carga enorme convosco que incomoda os outros passageiros, que pagaram o bilhete tal e qual como vocês. Claro que reduzindo tudo ao factor mais simples, a culpa acaba por ser do Metro, que permite que vocês utilizem as suas infraestruturas e equipamento sem que este esteja preparado para isso. Qualquer pessoa que já tenha andado no Metro de Lisboa pode confirmar que aquelas carruagens não foram desenhadas para transportar pessoas com volumes, mas isso não invalida a vossa atitude. Enfim...
Só para terminar, deixem-me dizer-vos que um gajo de bicicleta no metro é tão ridículo como aqueles gajos que compram um capacete de mota e um passe mensal para os autocarros. E depois passeiam para todo o lado com o capacete debaixo do braço, e quando lhe perguntam pela mota acabaram sempre de a deixar na oficina...
Ahhhhhhhhhh Sim, sinto-me melhor... :D
Muito obrigado a todos.
Um grande abraço
d'O Gajo Sem Colon
Eu gosto de acreditar que sou um tipo calmo e pacifico (e é agora que a minha mãe, se alguma vez chegar a ler isto, desata a rir), mas há coisas que me incomodam.
Como por exemplo a Exmª Srª Dª Cláudia Vieira, na revista Maria desta semana, a dizer que está muito contente por agora já ser permitido viajar no Metro de Lisboa com a bicicleta.
Ora vamos lá a ver se nos entendemos... A senhora por acaso costuma andar muitas vezes de metro, para poder afirmar tal coisa? Por acaso alguma vez teve necessidade de se fazer transportar a si e à sua bicicleta no Metro? Ou será que pega no carrinho e vai de cuzinho tremido até onde precisa de ir? Ah pois é...
Mas entenda-mo-nos... Estou a dizer isto, mas nada tenho contra a senhora. Pelo contrário, até acho que ela tem uma belas pernocas, e que se as quer manter em forma pedalando, eu sou o primeiro a apoiar. Mas que falem assim, quando claramente não têm conhecimento de causa, irrita-me. E neste caso em particular, porque é que me irrita? Porque pura e simplesmente o uso concorrente do Metro por pessoas a pé e por pessoas a bicicleta não funciona.
As pessoas são estúpidas, e por algum motivo preocupam-se sempre primeiro com o seu bem estar e só depois com o resto. E isto não muda quando se trata de embarcar e desembarcar nos transportes colectivos públicos. Então, ainda o Metro está a acabar de abrir as portas, já estão uns utentes a tentar sair da carruagem, enquanto os outros tentam desesperadamente entrar. É quase como se este processo fosse cronometrado, e o que for mais rápido tem direito a um rebuçado, ou como se o maquinista fosse fechar as portas ainda com gente na estação. É uma coisa estupida de se ver, garanto-vos. E os maluquinhos das bicicletas ainda vêm dificultar mais a coisa.
Já antes era permitido transportar bicicletas no Metro, mas fora da hora de ponta. Aparentemente agora essa restrição foi levantada, e passa a poder-se viajar no Metro, transportando uma bicicleta, a qualquer hora. E isso é horrível.
Eu não me importaria de partilhar o Metro com eles, se eles tivessem o mínimo de respeito e consideração pelos outros. Mas não têm. Raios, alguns até se acham superiores porque andam de bicicleta. Pois tenho más noticias para cromos assim como esses: vocês não são superiores, pelo contrário, são ridículos. Ouve lá, se tens uma bicicleta, porque caraças estás no metro, meu?? Monta-te no selim, dá ao pedal e desampara-me a loja, pah!!
Mas e porquê esta aversão toda aos ciclistas, que até parece que se passa alguma coisa? Bem, até se passa. Embora faça já bastante tempo que não uso o Metro com tanta frequência, lembro-me perfeitamente de como era. Quantos pares de calças de fato ficaram estragadas com óleo da corrente da bina desses palhaços? Que trazem um veiculo com eles, mas que mesmo assim se vão meter ao empurrão junto aos outros para entrar e sair da carruagem? Aqueles projectos falhados a Joaquim Agostinho, com mania de superioridade, que empurram as suas bicicletas contra as pessoas, sujando-as com os pneus?
Meus caros... ...acho muito bem e apoio que queiram fazer exercício físico. Acho muito bem queiram dar ao pedal e mexer esses cus gordos e sedentários de quem diz que anda de bicicleta mas apanha o Metro.
Acho muito bem que poupem na pegada de carbono e cortem nas emissões de monóxido, mas vocês têm de abrir os olhos, olhar bem a vossa volta, olhar bem para vocês mesmos, e porem-se mais no vosso lugar.
Vocês não são melhores ou piores que ninguém por andarem de bicicleta. Vocês não têm mais ou menos direito de usar os transportes publicos por estarem de bicicleta. Mas vocês também não têm qualquer direito ou privilégio nos transportes só porque vão de bicicleta.
Lamento, mas no meu ver vocês deveriam ser os ultimos a entrar e a sair do transporte. Exactamente porque trazem uma carga enorme convosco que incomoda os outros passageiros, que pagaram o bilhete tal e qual como vocês. Claro que reduzindo tudo ao factor mais simples, a culpa acaba por ser do Metro, que permite que vocês utilizem as suas infraestruturas e equipamento sem que este esteja preparado para isso. Qualquer pessoa que já tenha andado no Metro de Lisboa pode confirmar que aquelas carruagens não foram desenhadas para transportar pessoas com volumes, mas isso não invalida a vossa atitude. Enfim...
Só para terminar, deixem-me dizer-vos que um gajo de bicicleta no metro é tão ridículo como aqueles gajos que compram um capacete de mota e um passe mensal para os autocarros. E depois passeiam para todo o lado com o capacete debaixo do braço, e quando lhe perguntam pela mota acabaram sempre de a deixar na oficina...
Ahhhhhhhhhh Sim, sinto-me melhor... :D
Muito obrigado a todos.
Um grande abraço
d'O Gajo Sem Colon
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Curtas: Não te habitues
Bem... Às vezes a vida tem destas coisas... ...e nós temos de admitir que estávamos errados.
Desde muito novo que não tinha o hábito de sequer me descalçar quando chegava a casa. Trocava a farpela quando tomava banho e vestia o pijama para me ir deitar.
Numa dada altura da minha vida, namorei com uma rapariga a quem isso fazia confusão. "Que horror, ficar o dia inteiro com umas calças de ganga vestidas e um par de ténis nos pés...", dizia ela, que tinha por hábito vestir qualquer coisa mais confortável quando estava em casa. E eu argumentava que assim perdia muito mais tempo a arranjar-se quando queria sair. E assim ficámos, sem nunca chegar a um consenso.
Mais tarde, por vicissitudes da vida, deixei de usar calças de ganga pois com o saco não podia. Quanto tirei o saco continuei sem usar calças de ganga pois não posso apertar muito a cintura. Resumindo, agora dou por mim a despir-me e a vestir o pijama toda e qualquer vez que chego a casa. Nem que fique só meia hora.
Concluindo, não sei se contará alguma coisa para a tua felicidade ou se pura e simplesmente te passa ao lado, mas não quero deixar de afirmar publicamente que pronto, vá, sim, ya... ...tu tinhas razão.
E pensar que passei tantos anos a viver de outra forma... :)
Desde muito novo que não tinha o hábito de sequer me descalçar quando chegava a casa. Trocava a farpela quando tomava banho e vestia o pijama para me ir deitar.
Numa dada altura da minha vida, namorei com uma rapariga a quem isso fazia confusão. "Que horror, ficar o dia inteiro com umas calças de ganga vestidas e um par de ténis nos pés...", dizia ela, que tinha por hábito vestir qualquer coisa mais confortável quando estava em casa. E eu argumentava que assim perdia muito mais tempo a arranjar-se quando queria sair. E assim ficámos, sem nunca chegar a um consenso.
Mais tarde, por vicissitudes da vida, deixei de usar calças de ganga pois com o saco não podia. Quanto tirei o saco continuei sem usar calças de ganga pois não posso apertar muito a cintura. Resumindo, agora dou por mim a despir-me e a vestir o pijama toda e qualquer vez que chego a casa. Nem que fique só meia hora.
Concluindo, não sei se contará alguma coisa para a tua felicidade ou se pura e simplesmente te passa ao lado, mas não quero deixar de afirmar publicamente que pronto, vá, sim, ya... ...tu tinhas razão.
E pensar que passei tantos anos a viver de outra forma... :)
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Presunção e água benta cada um toma a que quiser
Bom dia caros amigos e amigas.
Chegou o dito tempo de merda. Chuva, vento, frio, corpos frios, espirros, dores de garganta e cêgripes para o bucho. A única parte boa disto é que agora já dá para unirmos os nossos corpos aos corpos dos outros sem haver espaço para aquela do "chega para lá que está calor" mas sim para a "achega-te filha, vamos gerar calor humano para não morrermos de frio"... ;)
E se formos a ver, oficialmente já começou o Outono desde o dia 21 de Setembro, mas ainda assim não estava à espera de tanta chuva... Sim, esperava o frio, esperava as folhas amarelas, esperava começar a vestir umas sweat-shirts, mas não estava nada à espera de desencantar o impermeável e o guarda-chuva do fundo do armário...
Mas é a realidade com que vivemos. Está de chuva, está frio, está desagradável.
E isto tem influência directa na forma como vivemos o nosso dia-a-dia, mais ainda do que a roda-viva de cházinhos, vitamina C, casacos e guarda-chuvas que inevitavelmente entram na nossa vida nesta altura do ano.
Está cientificamente comprovado que este tempo deprimente causa isso mesmo: depressão.
Não é porque queiramos, não é porque gostemos, simplesmente faz parte do funcionamento básico do ser humano este ambiente afectar-nos.
E claro que haverá sempre aqueles que vão dizer "Este gajo tá parvo, eu não fico deprimido com a chuva, até gosto", e sim, eu acredito que não fiquem deprimidos e que até gostem de chuva. Eu também gosto. Desde que eu esteja quentinho e a chuva não me esteja a cair em cima. Mas se não ficam com tendência a ficar tristes, rezingões e sem paciência, então os meus mais sinceros parabéns: vocês são fortes.
Têm uma vida preenchida que não vos permite cairem nestas armadilhas do nosso psicológico.
Mas ainda há uma elevada quantidade de pessoas que pelos mais diversos motivos têm tendência a ficar mais em baixo com este tempo. Eu sou uma dessas pessoas.
E para combater isso, eu gosto de fazer algo que chamo de auto-motivação, e convido-vos a todos (quer estejam tristes, felizes, deprimidos ou a rebentar de alegria) a participarem comigo.
E basicamente passa apenas por mentalizar-mo-nos a nós próprios, cada um de nós, que:
Eu sou bom. Eu sou o máximo. Porque eu não sou nenhum Einstein mas também não sou nenhum dumbfuck. Eu sou bom porque acredito nos meus ideiais e nos meus valores e respeito-os ao longo da minha vida. Eu sou bom porque me respeito a mim mesmo e respeito o próximo. Eu sou bom porque tenho noção do meu valor e não tento ser algo que não sou. Eu sou bom porque não me armo em chico-esperto para me beneficiar a mim enquanto fodo o meu semelhante. Eu sou bom porque sim. E ainda falta muito para nascer aquele que vai conseguir provar o contrário. Eu sou bom porque sou único e não existe mais ninguém igual a mim.
Eu sou bom porque eu... ...sou eu. :)
E é apenas isso.
Claro que com esta mentalidade, muito dificilmente serei alguém na vida... ...porque para singrar nesta vara a que chamamos sociedade temos de nos separar dos nossos escrúpulos, morais e valores, mas eu, cá por mim... ...bem que me estou borrifando para isso. Prefiro ser otáriozinho... ...mas feliz. ;)
Assim, se quiserem... ...tentem. É sem garantias, mas comigo costuma funcionar. Tenham é presente que, como tudo o mais na vida, não basta rezar a ladainha e esperar que as coisas apareçam à porta. É preciso realmente ter fé e fazer por isso.
Experimentem. Não precisam de agradecer... :P
Um grande abraço a todos.
O Gajo sem Colon
Chegou o dito tempo de merda. Chuva, vento, frio, corpos frios, espirros, dores de garganta e cêgripes para o bucho. A única parte boa disto é que agora já dá para unirmos os nossos corpos aos corpos dos outros sem haver espaço para aquela do "chega para lá que está calor" mas sim para a "achega-te filha, vamos gerar calor humano para não morrermos de frio"... ;)
E se formos a ver, oficialmente já começou o Outono desde o dia 21 de Setembro, mas ainda assim não estava à espera de tanta chuva... Sim, esperava o frio, esperava as folhas amarelas, esperava começar a vestir umas sweat-shirts, mas não estava nada à espera de desencantar o impermeável e o guarda-chuva do fundo do armário...
Mas é a realidade com que vivemos. Está de chuva, está frio, está desagradável.
E isto tem influência directa na forma como vivemos o nosso dia-a-dia, mais ainda do que a roda-viva de cházinhos, vitamina C, casacos e guarda-chuvas que inevitavelmente entram na nossa vida nesta altura do ano.
Está cientificamente comprovado que este tempo deprimente causa isso mesmo: depressão.
Não é porque queiramos, não é porque gostemos, simplesmente faz parte do funcionamento básico do ser humano este ambiente afectar-nos.
E claro que haverá sempre aqueles que vão dizer "Este gajo tá parvo, eu não fico deprimido com a chuva, até gosto", e sim, eu acredito que não fiquem deprimidos e que até gostem de chuva. Eu também gosto. Desde que eu esteja quentinho e a chuva não me esteja a cair em cima. Mas se não ficam com tendência a ficar tristes, rezingões e sem paciência, então os meus mais sinceros parabéns: vocês são fortes.
Têm uma vida preenchida que não vos permite cairem nestas armadilhas do nosso psicológico.
Mas ainda há uma elevada quantidade de pessoas que pelos mais diversos motivos têm tendência a ficar mais em baixo com este tempo. Eu sou uma dessas pessoas.
E para combater isso, eu gosto de fazer algo que chamo de auto-motivação, e convido-vos a todos (quer estejam tristes, felizes, deprimidos ou a rebentar de alegria) a participarem comigo.
E basicamente passa apenas por mentalizar-mo-nos a nós próprios, cada um de nós, que:
Eu sou bom. Eu sou o máximo. Porque eu não sou nenhum Einstein mas também não sou nenhum dumbfuck. Eu sou bom porque acredito nos meus ideiais e nos meus valores e respeito-os ao longo da minha vida. Eu sou bom porque me respeito a mim mesmo e respeito o próximo. Eu sou bom porque tenho noção do meu valor e não tento ser algo que não sou. Eu sou bom porque não me armo em chico-esperto para me beneficiar a mim enquanto fodo o meu semelhante. Eu sou bom porque sim. E ainda falta muito para nascer aquele que vai conseguir provar o contrário. Eu sou bom porque sou único e não existe mais ninguém igual a mim.
Eu sou bom porque eu... ...sou eu. :)
E é apenas isso.
Claro que com esta mentalidade, muito dificilmente serei alguém na vida... ...porque para singrar nesta vara a que chamamos sociedade temos de nos separar dos nossos escrúpulos, morais e valores, mas eu, cá por mim... ...bem que me estou borrifando para isso. Prefiro ser otáriozinho... ...mas feliz. ;)
Assim, se quiserem... ...tentem. É sem garantias, mas comigo costuma funcionar. Tenham é presente que, como tudo o mais na vida, não basta rezar a ladainha e esperar que as coisas apareçam à porta. É preciso realmente ter fé e fazer por isso.
Experimentem. Não precisam de agradecer... :P
Um grande abraço a todos.
O Gajo sem Colon
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Time-lapse
Caros amigos, bom dia a todos!
São dez horas e vinte e cinco minutos da manhã de Quinta-feira, vinte e seis de Setembro de dois mil e treze, dia de São Cosme e São Damião
E ouve-se lá do fundo alguém dizer: "Mas isso já as pessoas sabem, porque raio estás a dizê-lo? Agora deste em calendário, foi?".
Não, nada disso, mas se me for possível ganhar a vida a fazê-lo estou disponível para negociações.
Estou só a verificar a quantas estamos porque começo a perder essa noção. Se calhar estou a endoidecer, pode ser possível... Mas para me explicar como deve de ser é mais fácil se partilhar convosco a minha ultima pancada... ;)
Como já tenho vindo a dizer, desde que fui operado a segunda vez, em 2011, que não tornei a dormir mais do que sensivelmente 5 horas de seguida, pouco mais ou menos. E isto, para um gajo como eu que tinha por habito hibernar nem que fosse uma vez por semana para compensar o sono perdido, está a começar a causar-me alguma confusão. Primeiro, ando sempre com sono.
Parece que nunca mais acordei com aquela sensação de uma noite bem dormida, mas agora que penso nisso acho que isso tem lógica porque acordo sempre aflito e tenho de correr para a casa de banho. Ora se acordo aflito, não posso acordar com a sensação de noite bem dormida, né?
Quer dizer, imagino algo do género: "Ahhhhh mas que bela noite de sono que acabei de ter, e SAIAM DA FRENTE E DESOCUPEM A CASA DE BANHO SE FAZ FAVOR PORQUE EU ESTOU EM NÍVEL DE URGÊNCIA MAXIMO!!! DEFCON OVER NINE THOUSAND!!!!!" e isto não me faz sentido na cabeça... Mas pode ser de mim... :P
Para complicar um bocado, acordo a meio da noite à rasca para ir a casa de banho, vou, lavo-me como agora o tenho feito sempre por causa das fissuras, e por vezes, mesmo colocando a pomada analgésica, fico com uma dor filha da mãe no olhinho do cu que, não podendo dizer que é uma dor insuportável, é ainda assim uma dor que me impede de dormir.
Peço imensa desculpa a todos os que me dizem que isso é psicológico e que essa dor é tudo uma questão de mentalização, e quanto a vocês não sei, mas eu, pessoalmente, pura e simplesmente tenho muitas dificuldades, para não dizer incapacidade, de adormecer enquanto sinto quase como se tivesse o rabo mergulhado em agua a ferver. E eu sou um gajo com bastante resistência à dor, como quem me conhece mais de perto pode confirmar. Gosto de acreditar que o meu estado de espírito e personalidade descontraída é um grande trunfo que eu tenho a sorte de ter tido nesta epopeia, e até já me têm elogiado varias vezes a forma positiva e na brincadeira como eu encaro toda esta situação. Por isso, por favor não me venham dizer que as minhas queixas são psicológicas. E tenho dito!
Mas adiante, que já me estou a afastar do meu tema deste post... ...que é não dormir.
Tenho dificuldades em dormir em horas convencionais, então acabo por ir dormindo conforme vai calhando. Tenho a vantagem (é tão estranho chamar vantagem a isto, mas siga! :D ) de estar desempregado, o que me liberta imenso espaço na agenda para estas reposições de sono, então tenho aproveitado.
Mas isto causa-me um pequeno problema, que até agora não me tem causado grande mossa, mas que não me parece que seja muito saudável...
Eu acabo por perder a noção de a quantas ando. Mas não só de que dia é hoje, ou a que dia da semana estamos. Eu perco a noção de que horas são. Se houver muita luz, sei que é de dia, e caso contrário é de noite (no shit, Sherlock?!). Mas por vezes chego a não saber se é de manhã ou de tarde. Se já passa da hora de almoço, se já está na hora de ir lanchar. A minha rotina tem vindo a ser alterada e ditada pelo meu próprio corpo. Tenho dormido quando tenho sono, como quando tenho fome, cago e mijo quando tenho vontade (estes últimos são habitués... :P ) e assim tenho sobrevivido.
Novamente... Não me tem causado grandes problemas além deste de perder completamente a noção de tempo, o que se resolve sem qualquer esforço com o meu amado relógio de pulso, e a perda da rotina, que se for a olhar bem pode até nem ser uma coisa má... À primeira vista não me parece assim muito saudável, mas, caros amigos... ...se deixar de ter as dores que tenho, e se conseguir arranjar algum trabalho ou forma de ganhar a vida que seja compatível com esta zanga com os calendários e relógios, se o preço a pagar é por vezes não saber a quantas ando... ...olhem que muito sinceramente creio que seria uma forte hipótese a considerar... Não sei se seria boa idéia, mas considerá-la-ia de certeza.
E pronto! Era só isso. Mais uma das coisitas com que me vou entretendo, sobre as quais vou reflectindo, indagando e filosofando até dar em louco e ser finalmente internado no Júlio de Matos (que parece que já nem existe...) :D
E para me manter "on tracks":
São onze horas e vinte e um minutos da manhã de Quinta-feira, vinte e seis de Setembro de dois mil e treze, dia de São Cosme e São Damião
Um grande abraço a todos
O Gajo sem Colon
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Diz que é uma especie de Update
Olá a todos!
Como combinado, entretive-me a criar um post de actualização de estado. Sim, porque eu acredito piamente que todos vocês estão extremamente interessados em perder tempo útil da vossa vida a ler sobre as minhas cólicas, peidos e dores... Quer dizer, quem não estaria, né?
Então, porque o prometido é devido, vamos às novidades! :D
Primeiro que tudo, o mais importante, e aquilo do que para já eu me orgulho mais é do facto de já há praticamente 2 meses que larguei as fraldas quando durmo! Yupie, Yeay, Yupikayey!!! A sério, deu-me assim uma travadinha e achei que, se eu acordo com ardores no olhinho e a ter de correr para a casa de banho todas as noites, então porque uso fralda? Não faz sentido. Então pura e simplesmente parei de usar. E até agora estou satisfeito com o resultado. No entanto, e por mais que eu queira dizer que foi perfeito, não posso. Nestes dois meses de aventura sem fralda a dormir, houve uma vez em que me borrei. É certo que acordei no momento em que tudo estava a acontecer, e foi tão pouco que nem cheguei a sujar o pijama, mas ainda assim... ...borrei-me. E por isso não considero um sucesso perfeito.
Mas sim, estou bastante contente e animado. Posso dizer que levei quase 3 anos a largar as fraldas... ...pela segunda vez. Agora fiquei curioso, a ver se pergunto à minha mãe com que idade deixei de usar fraldas quando era bebé. Só assim para comparar, acho que seria interessante...
Outra novidade que acho importante foi que deixei de tomar os Aero-Om's. Aqueles comprimidos para ajudar a reduzir os gases, lembram-se? Pois, estou muito desconfiado que eram esses os responsáveis pelas cólicas tão fortes, e que também causavam a sensação de balão na bolsa.
Ainda não desisti completamente deles, porque acho que em casos de comer demasiado, ou comer comida que provoque muitos gases, acabam por ajudar. Por exemplo, se estiver à rasca com imensos gases e vir que não aguento, tomo dois daqueles de mastigar, e parece aliviar. Já sei é que depois posso ter as brutais cólicas, sem falar no problema que é depois para exorcizar o demónio quando me sento no poço... Aparentemente, e embora ainda esteja a tentar entender isto, eu estou quase no ponto de jurar que ter algum gás dentro da bolsa ajuda a fazer sair as fezes... ...desde que faça o jeito certo com a barriga. Sim, estou convencido que é preciso dar jeitos com a barriga. Lá chegaremos... Read on! :D
Continuo a ter bastante fé nos Aero-Om Duo, os que são parte Aero-Om e parte carvão activado. Não os tomo faz já muitos meses, mas recordo-me perfeitamente que foram eles que me permitiram ir jantar fora ao restaurante chinês, ir ao bar socializar um pouco e voltar a casa, tendo ido à casa de banho só uma vez no restaurante, e uma vez no bar. E já agora, aproveito para vos dizer... Meus amigos... Eu não desejo a ninguém, nem ao Sephirot, ter de usar a casa de banho de um bar. Tenho a certeza que é com coisas destas que eu vou ficar traumatizado para a vida. Mas adiante... Os Aero-Om parecem de facto fazer efeito, mas estou cada vez mais convencido que também requerem um período de descanso, caso contrário acho que começa a provocar cólicas fortes e desconforto.
Ando a praticar imenso a arte de defecar. Na realidade acho que vou à Lusófona pedir equivalência em técnicas avançadas de relaxamento e auto-concentração, e isto porque me parece que eles não tenham nada relacionado com danças do ventre. E porquê?
Porque já entendi que para eu conseguir vazar a bolsa, preciso de controlar o meu esfíncter. Mas controlar como um piloto controla um caça a jacto. Com precisão. E sabendo que, em ambos os casos, as falhas nessa precisão levam a que se dê uma grande merda... ^^
Mas a sério. Tenho passado bastante tempo sentado na sanita, a mexer a barriga. A inchar e a encolher o estômago, ajudando com as mãos. A fazer força com a barriga e a relaxar. E ao fazer isto, sinto as fezes (ou o gás, não sei bem) a mexer de um lado para o outro. E, embora não o consiga afirmar com cem porcento de certeza, eu acho que ir apertando e relaxando o esfíncter ajuda. Literalmente, e perdoem-me a expressão, é abrir e fechar o olho do cu.
Também descobri que, ao fazer esse exercício do abrir e fechar, se descer o diafragma (eu acho que estou a dizer bem os nomes das coisas) vai ajudar a que as fezes se mexam pelo intestino delgado e pela bolsa. A ver se me consigo explicar...
Há alguns anos (bastantes, para ser honesto) eu frequentei workshops de teatro amador. E recordo-me perfeitamente de nesses workshops nos ensinarem a colocar a voz para que as pessoas na ultima fila do teatro nos ouvissem. E os exercícios que fazíamos nesses workshops para colocar a voz mais na barriga ao falar do que no peito e assim projectar a voz são, até onde eu me lembro, os mesmos movimentos ou apertos ou força (como preferirem chamar) que eu faço na barriga enquanto abro e aperto o esfíncter até que as fezes e o gás acabam por sair. E nessa altura arde, arde a valer, mas pelo menos sinto-me um pouco aliviado. O que é óptimo.
Tenho a certeza que mexer a barriga também ajuda. Torcer o tronco para a direita, para esquerda. Dobrar a barriga, tentar alcançar os pés com as palmas das mãos, voltar a endireitar as costas, sinto que tudo isto faz movimentar as coisas dentro da bolsa. Fazer força com os abdominais, relaxar. Trinta por uma linha que me consiga lembrar, para ser sincero... Ainda ando a descobrir movimentos e técnicas, se é que lhe posso chamar assim, mas aparentemente é preciso que, além de força, haja também movimento na barriga.
Mas enfim, ir à casa de banho continua a ser um processo complicado. Ou então sou eu que não sei fazer bem a coisa... Mas acho que estou a fazer progressos. Parece que tantas horas sentado no poço estão a acabar por dar resultados.
Infelizmente já cheguei à conclusão de que não vou poder voltar a fazer teatro... Pois se o movimento que faço para largar o barro é o mesmo que faço para projectar a voz, não me parece que me fosse sair muito bem sem ser em papéis mesmo muito específicos... Mas tudo bem, há coisas piores na vida, ouvi dizer...
Seja como for... Acho que o segredo está no abrir e fechar do olhinho. O problema é que isto arde. Muito. Mesmo muito. E arde ainda mais à medida que as fezes vão saindo, o que complica e muito o processo de continuar abrir e fechar o dito para que as fezes saiam... Eu suma, acho que preciso de ajuda nesta parte. Já tenho visto umas senhoras na internet a fazerem isso, a ver se consigo fazer com que uma delas me dê pelo menos umas dicas, porque há alturas em que estou à beira do desespero...
E apesar de me arder brutalmente, de ter fissuras e muita vontade de bater com a cabeça na parede enquanto me lavo, estou a reduzir drasticamente o uso de pomada.
Seja Halibut, Ultraproct ou Mytosil/Cicalfate, tenho tentado reduzir por dois motivos. Primeiro, continuo com receio que o corpo crie hábito à pomada, e perca o efeito que faz. E depois, acho que o uso prolongado não está a fazer nada bem... Pôr a pomada sempre que ia a casa de banho acabou por se tornar pior do que não colocar... A pele ao redor do meu ânus está uma lástima. É que além de andar todo assado, tenho fissuras anais, que quando estou a defecar me causam a sensação de que estou a escorregar por um escorrega de lâminas que termina num alguidar cheio de álcool... Há alturas em que parece que me vou apagar com a dor (que exagero, jovem!!). Mas depois, gradualmente, respirando fundo, vai passando. Felizmente estas crises também têm vagas, ou seja, há alturas em que não me doi tanto. Eu não sei se estará relacionado com stress, se estará relacionado com o que como ou se estará relacionado com outra coisa qualquer que eu nem faço ideia, mas felizmente há alturas em que está mais calmo. E noutras nem por isso... E é nessas alturas menos boas que eu ponho então um pouco de Mytosil ou Halibut para ajudar quando estou tremendamente assado, e Ultraproct pelo seu tratamento das fissuras e acção analgésica.
De resto, tento evitar o uso de pomadas. Adoptei a técnica dos turcos, lavo-me no bidé cada vez que vou à casa de banho. E isto tem ajudado muito no bem-estar geral que sinto, e estou desconfiado que ajuda no processo de abrir e fechar o olhito...
Mas, como não podia deixar de ser, tem também o seu lado mau. Parece que já não sou capaz de ir ao WC sem me lavar com água e sabão a seguir. Tipo as pessoas normais, que limpam o rabo com papel higiénico, né? Pois parece que para mim isso já não chega, pois se o faço fico com dores no olho, e apesar de não poder dizer que é a pior dor que já senti, é incómoda o suficiente para me levar à loucura. E isto preocupa-me gravemente.
Já não vou falar a nível profissional, onde tenho de procurar um emprego que me permita defecar várias vezes durante o dia, sem saber quanto tempo levo de cada vez, e de precisar obrigatoriamente de ter condições para eu me lavar a seguir. Para já penso a nível social, e acho que isto está a complicar imenso o sair e socializar. A grande maioria dos sítios, pelo menos para onde eu saio, tem casa de banho, sim, mas logicamente não tem um bidé...
Já sair para casas de amigos é mais simples... ...mas não deixa de ser um pouco constrangedor. Apesar de já várias vezes me terem dito que não tenho lata nenhuma, acredito que concordam comigo quando digo que é um pouco constrangedor ir largar o barro em casa de um amigo e depois ter de usar o bidé...
E assim se passam as minhas idas à casa de banho... É uma espécie de tortura e aprendizagem simultânea que estou a dominar aos poucos enquanto tento não enlouquecer no processo...
Em relação a alimentação, a coisa está marada... Ou seja... Eu não faço a menor ideia do efeito que a variada comida vai ter. Ora acompanhem-me...
Houve um dia que, estando farto de bifes, mandei vir uma pizza. Então liguei para a pizzaria e mandei vir uma pizza Bacana. E foi um dos piores erros que fiz. O dia seguinte foi passado na casa de banho. Mas como eu sou teimoso (e aparentemente também masoquista), aqui há uns dias decidi mandar vir novamente a mesma pizza. E a coisa correu muito bem. Não tive cólicas, e as idas à casa de banho foram o normal, a mistura da dor com aperto de barriga, e por aí fora. Parecia que tinha sido mais um dia comum em que o almoço foi uma tigela de cereais de arroz tufado com chocolate, ou um bife de peru grelhado.
Então porque da primeira vez me deu a volta daquela maneira? Como me sugeriram, provavelmente foi outra coisa que comi que causou a revolta. O que pode ter sido. Se bem que começo a achar que o sistema nervoso também pode causar crises terríveis vindas do nada...
E descobri também que ajuda beber muita agua. É certo que eu já devia beber muita agua pois sem colon, a absorção de agua do meu organismo é muito menor, então tenho de compensar ingerindo mais agua.
Mas mesmo assim, beber mesmo MUITA agua (estou a falar de mais de duas garrafas de 1,5L) faz com que, se for um dia em que as fissuras estejam sossegaditas, o processo de vazamento da bolsa é extremamente impulsionado. Isto até parece parvoíce, mas parece mesmo que "lava" a bolsa, e ajuda a que esta se esvazie.
O pior é se é um daqueles dias em que as fissuras andam doidas, e me doem... Aí, o liquido a sair provoca dores descomunais, e ao ter dor, o esfíncter aperta, e não deixa que as fezes saiam...
Seja como for, a agua ajuda. É beber muita agua. Farto-me de mijar, é verdade, mas o balanço é positivo... :)
E com isto, chegamos à minha ultima novidade, que deixei propositadamente para o fim...
É um feito que marca a minha vida tanto quanto ter deixado de usar fralda para dormir, e fez com que o meu destino desse três saltos mortais e duas piruetas.
A empresa que me empregava entrou em remodelação, e propôs-me um acordo para terminarmos contrato. E eu pensei muito no assunto... ...e decidi aceitar. Sim, eu sei, se calhar fui um inconsciente ao vir para o desemprego numa altura de crise como esta, mas deixem-me terminar.
Eu estava de baixa desde Dezembro do ano passado. E não vejo maneiras de melhorar. Pelo menos num futuro próximo. E saber que estava a desfalcar o meu trabalho estava a mexer-me com os nervos... Estar em casa enquanto os meus colegas tinham de cobrir a minha falta estava a remoer-me por dentro e a enlouquecer-me devagarinho... Talvez eu seja um idiota, mas olha... Eu sou assim.
Além de que a minha relação com os meus superiores não estava, como qualquer pessoa que tivesse acompanhado o meu facebook na altura o pode confirmar, mesmo nas melhores das condições.
Eu podia falar muito acerca do assunto, e talvez o faça um dia se achar que me apetece ou que vale a pena, mas independentemente disso, eu também não estou em condições de cumprir com o meu dever no meu local de trabalho. E estou com isso a causar prejuízo à empresa, que me continua a pagar o ordenado e não pode contratar ninguém para me substituir, e pior que isso, quem tem de cobrir a minha falta são os meus colegas. E saber isso complica-me com os nervos... É complicado.
Então, visto que a proposta que me apresentaram me pareceu minimamente justa, e trazia a carta para receber o subsidio de desemprego, aceitei a proposta. É importante notar que me foi possível liquidar todas as dividas que eu tinha, seja do carro, da mota, etc etc etc, e que neste momento não tenho dividas. Apenas tenho de me preocupar em fazer dinheiro suficiente para a conta da farmácia, comida e vícios. Se não me fosse possível liquidar na totalidade todas as minhas obrigações, duvido muito que tivesse aceite. Mas, venha a arrepender-me no futuro ou não, aceitei.
E apesar de agora estar confuso no sentido literal da palavra, de estar com receio pelo meu futuro, a verdade é que me saiu um peso de cima. Um grande, enorme, gigante peso. Sinto-me tão melhor desde que assinei aquele papel, que não tenho palavras para vos descrever. Acho que um dia vou tentar transpor esta sensação para palavras, só para ver se sou capaz...
Mas sinto-me livre, como não me sentia há muito tempo. Sinto-me mais calmo, também, o que é extremamente importante. Já há bastante tempo que eu sei que se andar enervado, automaticamente tenho mais dores e vou mais vezes à casa de banho. E agora que me vim embora é que consigo perceber com clareza o mal que aquilo me estava a fazer.
Sim, estou em pânico. Se as pessoas "normais" estão aflitas porque não conseguem arranjar emprego, eu não quero imaginar como vai ser comigo e com as minha limitações de merda (literalmente).
O meu psicólogo, a nova médica de família, todos os médicos a quem partilho este medo me dizem: "Tenha calma. Viva um dia de cada vez..."
E é o que eu tento fazer. Um dia de cada vez. Vamos é ver como vou fazer quando precisar de ir à farmácia aviar a receita da médica... Mas para já estou a viver um dia de cada vez.
Para já... Acho que até que estou animado. Acho que tenho vindo a fazer progressos. Devagar, é verdade... Mas não deixam de ser progressos. A média de recuperação em "uns meses" que me foi indicada há muito que foi ultrapassada (embora se possa dizer que se formos a ver bem, 50 anos continuam a ser um conjunto de meses), e eu não sei do que vou viver ou como vou sobreviver quando se acabarem os fundos, mas vamos ver. Antes de ser operado tinha medo que fosse bem pior... Mas agora lembro-me que já durmo sem fralda... ...e fico contente. :)
E assim chegamos aquilo que eu penso que sumariza minimamente tudo aquilo que me tem acontecido nestes últimos tempos. Acho que não me esqueci de nada, e tentei não elaborar muito cada assunto para que não acabasse com um post gigante... Além de que se fosse a entrar em detalhes, nem vocês liam isto tudo, nem eu saia mais daqui... :P
Muito obrigado a todos!
Até à próxima, abraços e beijinhos para toda a gente!
O Gajo sem Colon
Como combinado, entretive-me a criar um post de actualização de estado. Sim, porque eu acredito piamente que todos vocês estão extremamente interessados em perder tempo útil da vossa vida a ler sobre as minhas cólicas, peidos e dores... Quer dizer, quem não estaria, né?
Então, porque o prometido é devido, vamos às novidades! :D
Primeiro que tudo, o mais importante, e aquilo do que para já eu me orgulho mais é do facto de já há praticamente 2 meses que larguei as fraldas quando durmo! Yupie, Yeay, Yupikayey!!! A sério, deu-me assim uma travadinha e achei que, se eu acordo com ardores no olhinho e a ter de correr para a casa de banho todas as noites, então porque uso fralda? Não faz sentido. Então pura e simplesmente parei de usar. E até agora estou satisfeito com o resultado. No entanto, e por mais que eu queira dizer que foi perfeito, não posso. Nestes dois meses de aventura sem fralda a dormir, houve uma vez em que me borrei. É certo que acordei no momento em que tudo estava a acontecer, e foi tão pouco que nem cheguei a sujar o pijama, mas ainda assim... ...borrei-me. E por isso não considero um sucesso perfeito.
Mas sim, estou bastante contente e animado. Posso dizer que levei quase 3 anos a largar as fraldas... ...pela segunda vez. Agora fiquei curioso, a ver se pergunto à minha mãe com que idade deixei de usar fraldas quando era bebé. Só assim para comparar, acho que seria interessante...
Outra novidade que acho importante foi que deixei de tomar os Aero-Om's. Aqueles comprimidos para ajudar a reduzir os gases, lembram-se? Pois, estou muito desconfiado que eram esses os responsáveis pelas cólicas tão fortes, e que também causavam a sensação de balão na bolsa.
Ainda não desisti completamente deles, porque acho que em casos de comer demasiado, ou comer comida que provoque muitos gases, acabam por ajudar. Por exemplo, se estiver à rasca com imensos gases e vir que não aguento, tomo dois daqueles de mastigar, e parece aliviar. Já sei é que depois posso ter as brutais cólicas, sem falar no problema que é depois para exorcizar o demónio quando me sento no poço... Aparentemente, e embora ainda esteja a tentar entender isto, eu estou quase no ponto de jurar que ter algum gás dentro da bolsa ajuda a fazer sair as fezes... ...desde que faça o jeito certo com a barriga. Sim, estou convencido que é preciso dar jeitos com a barriga. Lá chegaremos... Read on! :D
Continuo a ter bastante fé nos Aero-Om Duo, os que são parte Aero-Om e parte carvão activado. Não os tomo faz já muitos meses, mas recordo-me perfeitamente que foram eles que me permitiram ir jantar fora ao restaurante chinês, ir ao bar socializar um pouco e voltar a casa, tendo ido à casa de banho só uma vez no restaurante, e uma vez no bar. E já agora, aproveito para vos dizer... Meus amigos... Eu não desejo a ninguém, nem ao Sephirot, ter de usar a casa de banho de um bar. Tenho a certeza que é com coisas destas que eu vou ficar traumatizado para a vida. Mas adiante... Os Aero-Om parecem de facto fazer efeito, mas estou cada vez mais convencido que também requerem um período de descanso, caso contrário acho que começa a provocar cólicas fortes e desconforto.
Ando a praticar imenso a arte de defecar. Na realidade acho que vou à Lusófona pedir equivalência em técnicas avançadas de relaxamento e auto-concentração, e isto porque me parece que eles não tenham nada relacionado com danças do ventre. E porquê?
Porque já entendi que para eu conseguir vazar a bolsa, preciso de controlar o meu esfíncter. Mas controlar como um piloto controla um caça a jacto. Com precisão. E sabendo que, em ambos os casos, as falhas nessa precisão levam a que se dê uma grande merda... ^^
Mas a sério. Tenho passado bastante tempo sentado na sanita, a mexer a barriga. A inchar e a encolher o estômago, ajudando com as mãos. A fazer força com a barriga e a relaxar. E ao fazer isto, sinto as fezes (ou o gás, não sei bem) a mexer de um lado para o outro. E, embora não o consiga afirmar com cem porcento de certeza, eu acho que ir apertando e relaxando o esfíncter ajuda. Literalmente, e perdoem-me a expressão, é abrir e fechar o olho do cu.
Também descobri que, ao fazer esse exercício do abrir e fechar, se descer o diafragma (eu acho que estou a dizer bem os nomes das coisas) vai ajudar a que as fezes se mexam pelo intestino delgado e pela bolsa. A ver se me consigo explicar...
Há alguns anos (bastantes, para ser honesto) eu frequentei workshops de teatro amador. E recordo-me perfeitamente de nesses workshops nos ensinarem a colocar a voz para que as pessoas na ultima fila do teatro nos ouvissem. E os exercícios que fazíamos nesses workshops para colocar a voz mais na barriga ao falar do que no peito e assim projectar a voz são, até onde eu me lembro, os mesmos movimentos ou apertos ou força (como preferirem chamar) que eu faço na barriga enquanto abro e aperto o esfíncter até que as fezes e o gás acabam por sair. E nessa altura arde, arde a valer, mas pelo menos sinto-me um pouco aliviado. O que é óptimo.
Tenho a certeza que mexer a barriga também ajuda. Torcer o tronco para a direita, para esquerda. Dobrar a barriga, tentar alcançar os pés com as palmas das mãos, voltar a endireitar as costas, sinto que tudo isto faz movimentar as coisas dentro da bolsa. Fazer força com os abdominais, relaxar. Trinta por uma linha que me consiga lembrar, para ser sincero... Ainda ando a descobrir movimentos e técnicas, se é que lhe posso chamar assim, mas aparentemente é preciso que, além de força, haja também movimento na barriga.
Mas enfim, ir à casa de banho continua a ser um processo complicado. Ou então sou eu que não sei fazer bem a coisa... Mas acho que estou a fazer progressos. Parece que tantas horas sentado no poço estão a acabar por dar resultados.
Infelizmente já cheguei à conclusão de que não vou poder voltar a fazer teatro... Pois se o movimento que faço para largar o barro é o mesmo que faço para projectar a voz, não me parece que me fosse sair muito bem sem ser em papéis mesmo muito específicos... Mas tudo bem, há coisas piores na vida, ouvi dizer...
Seja como for... Acho que o segredo está no abrir e fechar do olhinho. O problema é que isto arde. Muito. Mesmo muito. E arde ainda mais à medida que as fezes vão saindo, o que complica e muito o processo de continuar abrir e fechar o dito para que as fezes saiam... Eu suma, acho que preciso de ajuda nesta parte. Já tenho visto umas senhoras na internet a fazerem isso, a ver se consigo fazer com que uma delas me dê pelo menos umas dicas, porque há alturas em que estou à beira do desespero...
E apesar de me arder brutalmente, de ter fissuras e muita vontade de bater com a cabeça na parede enquanto me lavo, estou a reduzir drasticamente o uso de pomada.
Seja Halibut, Ultraproct ou Mytosil/Cicalfate, tenho tentado reduzir por dois motivos. Primeiro, continuo com receio que o corpo crie hábito à pomada, e perca o efeito que faz. E depois, acho que o uso prolongado não está a fazer nada bem... Pôr a pomada sempre que ia a casa de banho acabou por se tornar pior do que não colocar... A pele ao redor do meu ânus está uma lástima. É que além de andar todo assado, tenho fissuras anais, que quando estou a defecar me causam a sensação de que estou a escorregar por um escorrega de lâminas que termina num alguidar cheio de álcool... Há alturas em que parece que me vou apagar com a dor (que exagero, jovem!!). Mas depois, gradualmente, respirando fundo, vai passando. Felizmente estas crises também têm vagas, ou seja, há alturas em que não me doi tanto. Eu não sei se estará relacionado com stress, se estará relacionado com o que como ou se estará relacionado com outra coisa qualquer que eu nem faço ideia, mas felizmente há alturas em que está mais calmo. E noutras nem por isso... E é nessas alturas menos boas que eu ponho então um pouco de Mytosil ou Halibut para ajudar quando estou tremendamente assado, e Ultraproct pelo seu tratamento das fissuras e acção analgésica.
De resto, tento evitar o uso de pomadas. Adoptei a técnica dos turcos, lavo-me no bidé cada vez que vou à casa de banho. E isto tem ajudado muito no bem-estar geral que sinto, e estou desconfiado que ajuda no processo de abrir e fechar o olhito...
Mas, como não podia deixar de ser, tem também o seu lado mau. Parece que já não sou capaz de ir ao WC sem me lavar com água e sabão a seguir. Tipo as pessoas normais, que limpam o rabo com papel higiénico, né? Pois parece que para mim isso já não chega, pois se o faço fico com dores no olho, e apesar de não poder dizer que é a pior dor que já senti, é incómoda o suficiente para me levar à loucura. E isto preocupa-me gravemente.
Já não vou falar a nível profissional, onde tenho de procurar um emprego que me permita defecar várias vezes durante o dia, sem saber quanto tempo levo de cada vez, e de precisar obrigatoriamente de ter condições para eu me lavar a seguir. Para já penso a nível social, e acho que isto está a complicar imenso o sair e socializar. A grande maioria dos sítios, pelo menos para onde eu saio, tem casa de banho, sim, mas logicamente não tem um bidé...
Já sair para casas de amigos é mais simples... ...mas não deixa de ser um pouco constrangedor. Apesar de já várias vezes me terem dito que não tenho lata nenhuma, acredito que concordam comigo quando digo que é um pouco constrangedor ir largar o barro em casa de um amigo e depois ter de usar o bidé...
E assim se passam as minhas idas à casa de banho... É uma espécie de tortura e aprendizagem simultânea que estou a dominar aos poucos enquanto tento não enlouquecer no processo...
Em relação a alimentação, a coisa está marada... Ou seja... Eu não faço a menor ideia do efeito que a variada comida vai ter. Ora acompanhem-me...
Houve um dia que, estando farto de bifes, mandei vir uma pizza. Então liguei para a pizzaria e mandei vir uma pizza Bacana. E foi um dos piores erros que fiz. O dia seguinte foi passado na casa de banho. Mas como eu sou teimoso (e aparentemente também masoquista), aqui há uns dias decidi mandar vir novamente a mesma pizza. E a coisa correu muito bem. Não tive cólicas, e as idas à casa de banho foram o normal, a mistura da dor com aperto de barriga, e por aí fora. Parecia que tinha sido mais um dia comum em que o almoço foi uma tigela de cereais de arroz tufado com chocolate, ou um bife de peru grelhado.
Então porque da primeira vez me deu a volta daquela maneira? Como me sugeriram, provavelmente foi outra coisa que comi que causou a revolta. O que pode ter sido. Se bem que começo a achar que o sistema nervoso também pode causar crises terríveis vindas do nada...
E descobri também que ajuda beber muita agua. É certo que eu já devia beber muita agua pois sem colon, a absorção de agua do meu organismo é muito menor, então tenho de compensar ingerindo mais agua.
Mas mesmo assim, beber mesmo MUITA agua (estou a falar de mais de duas garrafas de 1,5L) faz com que, se for um dia em que as fissuras estejam sossegaditas, o processo de vazamento da bolsa é extremamente impulsionado. Isto até parece parvoíce, mas parece mesmo que "lava" a bolsa, e ajuda a que esta se esvazie.
O pior é se é um daqueles dias em que as fissuras andam doidas, e me doem... Aí, o liquido a sair provoca dores descomunais, e ao ter dor, o esfíncter aperta, e não deixa que as fezes saiam...
Seja como for, a agua ajuda. É beber muita agua. Farto-me de mijar, é verdade, mas o balanço é positivo... :)
E com isto, chegamos à minha ultima novidade, que deixei propositadamente para o fim...
É um feito que marca a minha vida tanto quanto ter deixado de usar fralda para dormir, e fez com que o meu destino desse três saltos mortais e duas piruetas.
A empresa que me empregava entrou em remodelação, e propôs-me um acordo para terminarmos contrato. E eu pensei muito no assunto... ...e decidi aceitar. Sim, eu sei, se calhar fui um inconsciente ao vir para o desemprego numa altura de crise como esta, mas deixem-me terminar.
Eu estava de baixa desde Dezembro do ano passado. E não vejo maneiras de melhorar. Pelo menos num futuro próximo. E saber que estava a desfalcar o meu trabalho estava a mexer-me com os nervos... Estar em casa enquanto os meus colegas tinham de cobrir a minha falta estava a remoer-me por dentro e a enlouquecer-me devagarinho... Talvez eu seja um idiota, mas olha... Eu sou assim.
Além de que a minha relação com os meus superiores não estava, como qualquer pessoa que tivesse acompanhado o meu facebook na altura o pode confirmar, mesmo nas melhores das condições.
Eu podia falar muito acerca do assunto, e talvez o faça um dia se achar que me apetece ou que vale a pena, mas independentemente disso, eu também não estou em condições de cumprir com o meu dever no meu local de trabalho. E estou com isso a causar prejuízo à empresa, que me continua a pagar o ordenado e não pode contratar ninguém para me substituir, e pior que isso, quem tem de cobrir a minha falta são os meus colegas. E saber isso complica-me com os nervos... É complicado.
Então, visto que a proposta que me apresentaram me pareceu minimamente justa, e trazia a carta para receber o subsidio de desemprego, aceitei a proposta. É importante notar que me foi possível liquidar todas as dividas que eu tinha, seja do carro, da mota, etc etc etc, e que neste momento não tenho dividas. Apenas tenho de me preocupar em fazer dinheiro suficiente para a conta da farmácia, comida e vícios. Se não me fosse possível liquidar na totalidade todas as minhas obrigações, duvido muito que tivesse aceite. Mas, venha a arrepender-me no futuro ou não, aceitei.
E apesar de agora estar confuso no sentido literal da palavra, de estar com receio pelo meu futuro, a verdade é que me saiu um peso de cima. Um grande, enorme, gigante peso. Sinto-me tão melhor desde que assinei aquele papel, que não tenho palavras para vos descrever. Acho que um dia vou tentar transpor esta sensação para palavras, só para ver se sou capaz...
Mas sinto-me livre, como não me sentia há muito tempo. Sinto-me mais calmo, também, o que é extremamente importante. Já há bastante tempo que eu sei que se andar enervado, automaticamente tenho mais dores e vou mais vezes à casa de banho. E agora que me vim embora é que consigo perceber com clareza o mal que aquilo me estava a fazer.
Sim, estou em pânico. Se as pessoas "normais" estão aflitas porque não conseguem arranjar emprego, eu não quero imaginar como vai ser comigo e com as minha limitações de merda (literalmente).
O meu psicólogo, a nova médica de família, todos os médicos a quem partilho este medo me dizem: "Tenha calma. Viva um dia de cada vez..."
E é o que eu tento fazer. Um dia de cada vez. Vamos é ver como vou fazer quando precisar de ir à farmácia aviar a receita da médica... Mas para já estou a viver um dia de cada vez.
Para já... Acho que até que estou animado. Acho que tenho vindo a fazer progressos. Devagar, é verdade... Mas não deixam de ser progressos. A média de recuperação em "uns meses" que me foi indicada há muito que foi ultrapassada (embora se possa dizer que se formos a ver bem, 50 anos continuam a ser um conjunto de meses), e eu não sei do que vou viver ou como vou sobreviver quando se acabarem os fundos, mas vamos ver. Antes de ser operado tinha medo que fosse bem pior... Mas agora lembro-me que já durmo sem fralda... ...e fico contente. :)
E assim chegamos aquilo que eu penso que sumariza minimamente tudo aquilo que me tem acontecido nestes últimos tempos. Acho que não me esqueci de nada, e tentei não elaborar muito cada assunto para que não acabasse com um post gigante... Além de que se fosse a entrar em detalhes, nem vocês liam isto tudo, nem eu saia mais daqui... :P
Muito obrigado a todos!
Até à próxima, abraços e beijinhos para toda a gente!
O Gajo sem Colon
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Ainda estou vivo...
Olá, muito bom dia, boa tarde ou boa noite, conforme a hora e o local onde se encontra a ler estas palavras! Espero que tenham todos passado muito bem, porque eu... ...muito honestamente não faço a menor idéia! :D
Sim, eu sei que parece que foi desta que queimei o fusível, mas não... Isto vai fazer sentido lá mais para a frente. Mas antes disso, eu queria agradecer a todos aqueles que me teêm dirigido palavras simpáticas acerca deste meu pequeno espaço.
Eu comecei este blog por vários motivos, sendo que o principal deles foi ter alguma dificuldade em achar informação em Português sobre o tema da minha condição, mas agora que releio o que para aqui vou escrevendo acabo por constatar que muito provavelmente uso isto também como forma de ir ventilando as minhas frustrações, na tentativa de manter alguma sanidade mental que me consiga livrar de ser internado em alguma instituição para gente maluquinha da cabeça.
E apesar de eu me considerar um tipo pacífico, calmo e inofensivo, também tenho o meu lado lunar, então acho que devido à minha maneira de ser, esse processo de ventilação acaba por gerar uns posts um bocado a puxar para o humor negro, talvez sarcásticos, um pouco ácidos quiçá.
Felizmente, pelos vistos acaba por ter piada no final. Alguns amigos meus elogiaram a minha escrita (deviam estar com os copos...), outros calharam a dizer-me em conversa que leram o meu blog e que se fartaram de rir porque acharam genuinamente piada. E embora não seja esse o objectivo principal pelo qual eu faço isto, é concerteza bastante gratificante sentir que aquilo que fazemos foi, de alguma forma, util a alguém.
E agora seria a altura em que alguém diria: "Mas olha lá pah, tás para aí a dizer que tens um blog acerca de uma condição médica, e que queres ajudar os outros e trinta por uma linha, mas eu estou a ver isto e vejo é posts da treta acerca de séries de televisão, nintendos e apples a trabalhar em maquinas virtuais... És mas é um grande tretas!"
E no fundo eu nao poderia dizer que era completamente mentira... Uops... :P
Na verdade houve uma altura em que não estava tão certo disto, e as estatisticas do blogger não ajudam muito na altura de entender o que é trafego real daquilo que é trafego dos bots e spiders.... E eu também não sou o gajo com mais experiencia nisto, o que vem ajudar à festa... ...e não sabia mesmo que tinha leitores. Ok, sabia que havia uma meia duzia de pessoas que era capaz de ler isto, mas não sabia se mais alguém o lia ou não. Então entrei um bocado no slacking, deixei-me preguiçar (o que digo já que também não é nada mau :D ) e comecei a divagar um bocado no tema do blog.
O que acaba por não ser negativo, até gosto da ideia de ter um blog mais diversificado.
No entanto acho que começa a ser altura de criar um post realmente relacionado com peidos, cólicas e borradelas ninja sem remorsos. Já faz imenso tempo que não escrevo nada sobre isso, e a ser sincero até tenho muitas novidades para partilhar convosco. Assim, resta-me pedir desculpa por todo este tempo sem nada escrito, tornar a agradecer-vos do fundo do coração o apoio e auxilio que todos me teem prestado, e proceder a algumas novidades. :)
Ate porque aqui há uns dias recebi um telefonema de um grande amigo meu. Um gajo que já conheço há séculos, e que é assim um bocado parvo como eu, então acabamos por nos dar bem... Chamemos-lhe Joaquim Agostinho, para que nos possamos referir a ele e todos sabermos quem é.
Então atendi o telefone, e como de costume lhe chamei nomes, e perguntei se ele ainda respirava. Mas quando ele me retribui os nomes (este gajo é um porreiro, a sério!!) e depois me perguntou com uma voz muito séria: "Estás bem?", eu comecei a ficar preocupado e a achar que tinha acontecido alguma coisa. Ele estava mesmo preocupado. E depois contou-me o porquê. Nós temos uma amiga em comum, chamemos-lhe Maria Albertina, não de há tanto tempo como o Joaquim mas também já de há tanto tempo que sem fazer contas eu não sei dizer. E então parece que a Maria enviou uma mensagem ao Joaquim a perguntar se ele sabia do que se passava comigo, que aparentemente estava em casa muito mal, prestes a prestar contas com o Criador. E o coitado do Joaquim leu aquilo, e pegou no telefone para confirmar a veracidade da coisa. E pronto, é assim que começam os boatos.
Então, apesar de as coisas serem basicamente uma montanha-russa, onde ha dias em que parece que estou optimo, como no dia seguinte nao consigo sair da casa de banho, agradeço imenso a preocupação mas quero assegurar a todos que não estou em casa às portas da morte.
Pelo menos que eu saiba... LOL
Mas quando isto acontece, entendemos que está na altura de fazer uma pequena actualização (pequena? dasse!!! ahahahah) acerca daquilo que se tem passado.
Tinha pensado fazer essa actualização, chamemos-lhe assim, aqui mesmo neste post, mas ainda nao vou nem a metade, e o post já está gigante... E como eu não quero maçar ninguém decidi separar as coisas... Assim, copiei as novidades todas para um post que estou a preparar, e visto que a grande maioria do texto já se encontrava feito neste post, acredito mesmo que não vão ser necessários mais dois meses para o publicar... Prometo ser mais breve... :P
Muito obrigado a todos, espero que passem bem, e até breve!
Um abraço do
Gajo sem Colon
Sim, eu sei que parece que foi desta que queimei o fusível, mas não... Isto vai fazer sentido lá mais para a frente. Mas antes disso, eu queria agradecer a todos aqueles que me teêm dirigido palavras simpáticas acerca deste meu pequeno espaço.
Eu comecei este blog por vários motivos, sendo que o principal deles foi ter alguma dificuldade em achar informação em Português sobre o tema da minha condição, mas agora que releio o que para aqui vou escrevendo acabo por constatar que muito provavelmente uso isto também como forma de ir ventilando as minhas frustrações, na tentativa de manter alguma sanidade mental que me consiga livrar de ser internado em alguma instituição para gente maluquinha da cabeça.
E apesar de eu me considerar um tipo pacífico, calmo e inofensivo, também tenho o meu lado lunar, então acho que devido à minha maneira de ser, esse processo de ventilação acaba por gerar uns posts um bocado a puxar para o humor negro, talvez sarcásticos, um pouco ácidos quiçá.
Felizmente, pelos vistos acaba por ter piada no final. Alguns amigos meus elogiaram a minha escrita (deviam estar com os copos...), outros calharam a dizer-me em conversa que leram o meu blog e que se fartaram de rir porque acharam genuinamente piada. E embora não seja esse o objectivo principal pelo qual eu faço isto, é concerteza bastante gratificante sentir que aquilo que fazemos foi, de alguma forma, util a alguém.
E agora seria a altura em que alguém diria: "Mas olha lá pah, tás para aí a dizer que tens um blog acerca de uma condição médica, e que queres ajudar os outros e trinta por uma linha, mas eu estou a ver isto e vejo é posts da treta acerca de séries de televisão, nintendos e apples a trabalhar em maquinas virtuais... És mas é um grande tretas!"
E no fundo eu nao poderia dizer que era completamente mentira... Uops... :P
Na verdade houve uma altura em que não estava tão certo disto, e as estatisticas do blogger não ajudam muito na altura de entender o que é trafego real daquilo que é trafego dos bots e spiders.... E eu também não sou o gajo com mais experiencia nisto, o que vem ajudar à festa... ...e não sabia mesmo que tinha leitores. Ok, sabia que havia uma meia duzia de pessoas que era capaz de ler isto, mas não sabia se mais alguém o lia ou não. Então entrei um bocado no slacking, deixei-me preguiçar (o que digo já que também não é nada mau :D ) e comecei a divagar um bocado no tema do blog.
O que acaba por não ser negativo, até gosto da ideia de ter um blog mais diversificado.
No entanto acho que começa a ser altura de criar um post realmente relacionado com peidos, cólicas e borradelas ninja sem remorsos. Já faz imenso tempo que não escrevo nada sobre isso, e a ser sincero até tenho muitas novidades para partilhar convosco. Assim, resta-me pedir desculpa por todo este tempo sem nada escrito, tornar a agradecer-vos do fundo do coração o apoio e auxilio que todos me teem prestado, e proceder a algumas novidades. :)
Ate porque aqui há uns dias recebi um telefonema de um grande amigo meu. Um gajo que já conheço há séculos, e que é assim um bocado parvo como eu, então acabamos por nos dar bem... Chamemos-lhe Joaquim Agostinho, para que nos possamos referir a ele e todos sabermos quem é.
Então atendi o telefone, e como de costume lhe chamei nomes, e perguntei se ele ainda respirava. Mas quando ele me retribui os nomes (este gajo é um porreiro, a sério!!) e depois me perguntou com uma voz muito séria: "Estás bem?", eu comecei a ficar preocupado e a achar que tinha acontecido alguma coisa. Ele estava mesmo preocupado. E depois contou-me o porquê. Nós temos uma amiga em comum, chamemos-lhe Maria Albertina, não de há tanto tempo como o Joaquim mas também já de há tanto tempo que sem fazer contas eu não sei dizer. E então parece que a Maria enviou uma mensagem ao Joaquim a perguntar se ele sabia do que se passava comigo, que aparentemente estava em casa muito mal, prestes a prestar contas com o Criador. E o coitado do Joaquim leu aquilo, e pegou no telefone para confirmar a veracidade da coisa. E pronto, é assim que começam os boatos.
Então, apesar de as coisas serem basicamente uma montanha-russa, onde ha dias em que parece que estou optimo, como no dia seguinte nao consigo sair da casa de banho, agradeço imenso a preocupação mas quero assegurar a todos que não estou em casa às portas da morte.
Pelo menos que eu saiba... LOL
Mas quando isto acontece, entendemos que está na altura de fazer uma pequena actualização (pequena? dasse!!! ahahahah) acerca daquilo que se tem passado.
Tinha pensado fazer essa actualização, chamemos-lhe assim, aqui mesmo neste post, mas ainda nao vou nem a metade, e o post já está gigante... E como eu não quero maçar ninguém decidi separar as coisas... Assim, copiei as novidades todas para um post que estou a preparar, e visto que a grande maioria do texto já se encontrava feito neste post, acredito mesmo que não vão ser necessários mais dois meses para o publicar... Prometo ser mais breve... :P
Muito obrigado a todos, espero que passem bem, e até breve!
Um abraço do
Gajo sem Colon
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
As minhas séries de TV - Roundup de datas
Boa noite meus amigos e minhas amigas.
Este é um post curto e sucinto, com informação que eu quero vir cá espreitar quando precisar, e estou a coloca-la aqui porque pensei que podia haver mais alguém interessado.
Eu gosto bastante de ver séries na TV, mas seguir as datas às vezes deixa-me à nora. Ainda comecei a fazer um site para fazer esse trabalho por mim, mas depois acabei por ficar overwhelmed com o tamanho que aquilo já estava a ter, que ainda não voltei a pegar na coisa... Então, para já, a solução pela boa e antiga lista.
Nota: Todas as datas neste post foram retiradas do site thetvdb.com, ao qual eu não tenho qualquer afiliação ou controlo sobre o mesmo. As ditas datas podem ser alteradas, ou podem nem sequer representar informação correcta visto o site onde figuram ser mantido pela comunidade.
No entanto, e a avaliar pela experiência que tenho tido no passado, as datas costumam estar correctas, ou rapidamente corrigidas quando aparece informação em alguma fonte oficial, por isso acho que podemos considera-las válidas.
Vamos à lista!
Este é um post curto e sucinto, com informação que eu quero vir cá espreitar quando precisar, e estou a coloca-la aqui porque pensei que podia haver mais alguém interessado.
Eu gosto bastante de ver séries na TV, mas seguir as datas às vezes deixa-me à nora. Ainda comecei a fazer um site para fazer esse trabalho por mim, mas depois acabei por ficar overwhelmed com o tamanho que aquilo já estava a ter, que ainda não voltei a pegar na coisa... Então, para já, a solução pela boa e antiga lista.
Nota: Todas as datas neste post foram retiradas do site thetvdb.com, ao qual eu não tenho qualquer afiliação ou controlo sobre o mesmo. As ditas datas podem ser alteradas, ou podem nem sequer representar informação correcta visto o site onde figuram ser mantido pela comunidade.
No entanto, e a avaliar pela experiência que tenho tido no passado, as datas costumam estar correctas, ou rapidamente corrigidas quando aparece informação em alguma fonte oficial, por isso acho que podemos considera-las válidas.
Vamos à lista!
- Arrow. Baseada no Green Arrow da DC comics, está bastante interessante. Estreia a temporada dois no próximo dia 9 de Outubro.
- Game of Thrones. Creio que dispensa comentários. Infelizmente entrou recentemente em season break, e a quarta temporada tem a data prevista apenas para dia 30 de Março de 2014.
- How I Met Your Mother. No fim da ultima temporada que passou, foi finalmente revelado o rosto da esposa do Ted. O que já não era sem tempo. E a seguir o programa entrou em season break, o que é óptimo para todos nós que andamos há 8 temporadas para ver o desgraçado do homem a casar. A próxima temporada (9) arranca no dia 23 de Setembro deste ano. O que também já não era sem tempo...
- The Legend of Korra. Spin-of de Avatar: The Last Airbender, esta série é também um anime com bastante qualidade, e com uma história apaixonante, protagonizando a jovem Korra, o Avatar sucessor de Aang. A segunda temporada tem data de estreia no próximo dia 7 de Setembro.
- The Walking Dead. Outra série que dispensa comentários. Estreia a quarta temporada já no dia 13 de Outubro deste ano.
- Teenage Mutant Ninja Turtles (2012). Ok, eu sei o que estão a pensar. Mas digo já que estão errados. Só porque eu quero... Ahahahahah... Ok, mais a sério. Em miúdo, eu via (e adorava, já agora) as Tartarugas Ninja. Aquela série infantil, estreada em 1987, que deu uma febre enorme na altura. E agora o canal Nickelodeon está a tentar relançar as quatro criaturas mutantes. A história é mais ou menos fiel à de 87, mas está mais modernizada. Por exemplo, a April é agora também ela uma adolescente, tal como as tartarugas. A série está engraçada, mas sim, claro que pode ser a nostalgia a falar... O ultimo episódio da temporada actualmente em exibição é já no dia 17 deste mês (Agosto), e ainda não há data de estreia da segunda temporada.
- Sherlock. Excelente série britânica com o famoso detective e o seu caro companheiro, adaptada aos tempos modernos. Com duas temporadas já exibidas, ainda não ha data de estreia de uma terceira temporada. Mas há, no entanto, títulos dos episódios (1 - The Empty Hearse, 2 - The Sign of Three, 3 - His Last Vow), o que me leva a crer que vai existir uma terceira temporada.
- Luther. E se falamos de excelentes séries britânicas, temos de falar de Luther. Acabou muito recentemente a terceira temporada, e não há ainda data de uma quarta, mas o ultimo episódio desta temporada acaba, tal como os ultimos das anteriores, com tudo para poder dar continuação. Se a tendência de uma temporada por ano se seguir, ainda temos muito que esperar...
E assim de repente, creio que é isto. Não me lembro de mais nenhuma. Se souberem de boas séries, por obséquio deixem um comentário. :)
Muito obrigado a todos, e até à próxima.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Magia com a Nintendo Wii
Ok, fiquei tão estupefacto que tive de vir fazer um post.
Embora não seja nem tão pouco me considere um pirata, costumo brincar e dizer que sou Português e, como tal, desenrasco. Então já não sei bem dizer a quantidade de coisas que desbloqueei, actualizei, alterei, etc etc, desde telefones, a portáteis a consolas, eu sei lá.
A grande maioria das vezes nem são coisas minhas, são coisas de amigos e conhecidos que, como sabem que eu gosto de "brincar" com estas coisas vêm ter comigo quando precisam.
E a ultima coisa que fiz do género foi hackar uma Nintendo Wii e habilitá-la a correr backups.
Sim, claro, porque eu acho que é muito importante podermos copiar os nossos originais para um disco, de modo a preservar o jogo e protegê-lo contra qualquer eventualidade.
Então lá fui para o Google procurar, e tenho de dizê-lo:
Hacking Nintendo Wii.
Easy Peasy.
Easy
Freaking
Peasy.
É muito curioso o facto de ser obrigatório ter acesso a internet para poder concluir o processo, pois praticamente todo o software usado vai descarregar ficheiros e dados à net, e isto no futuro pode ser um problema pois o controlo desses servidores fica fora do nosso alcance, então temos de esperar que alguém os mantenha no ar. Mas tem também uma grande vantagem: ao alterar uma consola, estaremos sempre a por a versão mais recente e actualizada dessa alteração, pois foi descarregada do servidor na altura da sua instalação.
Claro que, como em qualquer processo do género, os riscos de brickar o equipamento estão sempre presentes, e depende muito da versão de Menu de Sistema (System Menu) com que a consola vem, e aparentemente não posso actualizar a dita versão, mas ainda assim... Easy Peasy.
Aqui há uns tempos li qualquer coisa acerca de alguns grandes estúdios de jogos terminarem os contratos com a Nintendo, exactamente devido à abundância e facilidade com que se pirateavam os jogos para esse sistema, mas nunca pensei que realmente fosse assim tão straight-forward.
Se por um lado isto faz com que os grandes estúdios, por acharem que um sistema com esta fragilidade fará com que os lucros alcançados com os jogos fiquem aquém do desejado e por isso deixem de criar jogos para o dito sistema e assim prejudicando o seu tempo de vida, o seu fabricante, e no final, claro, nós, os jogadores, por outro lado faz-me recordar que grande parte do estrondoso êxito que foi a primeira Playstation foi o facto desta poder ser alterada para correr backups com alguma facilidade.
E se olharmos para os números das vendas da Nintendo, vemos que alguns jogos como Mario Kart, Wii Sports ou Wii Fit ultrapassam bem as vendas de um gigante como o Call of Duty, o que mostra que mesmo sendo a modificação da Wii um processo extremamente acessível, isto não fez com que os bons títulos não apresentem bons resultados. Ainda que os jogos vendidos como "oferta" com a consola façam parte destes resultados, parece-me que os accionistas da Nintendo tiveram razões para ficar contentes.
E sim, claro que os títulos mencionados são jogos muito específicos para uma consola, e que o seu sucesso se deve em muito à alteração radical no modo de se jogar numa consola alcançado pela Wii e o seu comando de movimento, mas convém não esquecer que apesar disto estamos a falar de jogos para uma única plataforma, e não multi-plataforma como o Call o Duty.
E já que mencionei a alteração radical ao modo de se jogar numa consola, deixem-me que me explique.
Eu já experimentei o Playstation Move da Sony. Agora experimentei os comandos de movimento da Wii. Nunca experimentei o Kinect da Xbox, mas talvez um dia. Então, referindo-me apenas aos dois primeiros, eu tenho de dizer, a Nintendo bate a Sony aos pontos. Mas por léguas.
Ou sou eu que sou burro e não sei utilizar o Move da Playstation, mas a Nintendo parece muito mais natural. Pode ser de mim, mas achei que utilizar o comando da Wii foi muito mais intuitivo do que o Move da Sony.
Em suma, depois de ter experimentado a consola, fiquei surpreendido pela positiva.
Os jogos continuam, na sua grande maioria, destinados a um publico alvo mais jovem, com alguns títulos um pouco mais maduros. Ainda não me lembro de ter visto sangue, mas confesso que não estive muito atento.
Eu acho que a Nintendo, com a sua Wii aliada aos comandos de movimento, conseguiu encontrar um novo nicho de mercado, um novo grupo de gamers, casual gamers a quem pode vender os seus produtos. A Wii veio colmatar a falha de jogos em grupo (ou party-play se preferirem) que existia no mundo dos videojogos, onde jogadores casuais e hardcore, dos mais miúdos aos mais graúdos, podem jogar juntos e competir de forma divertida e saudável durante uma noite de festa em casa com amigos ou família. Tem ainda a vantagem de ser um sistema mais apelativo para quem tenha crianças.
A Wii tem uma grande variedade de jogos que facilmente se tornam divertidos para um adulto quando este tem de os jogar com os mais novos. Diria mesmo que a Wii tem alguns trunfos para conseguir atrair pessoas que de outra forma não teriam qualquer interesse por jogos.
Neste ultimos anos vi a Nintendo fazer consolas como a N64, a GameCube, a DS, e como muitos outros receei que a empresa fosse pelo mesmo caminho da Sega, pois apesar destas consolas serem bastante bem construídas e com capacidade, por algum motivo que me transcende sempre falharam em alguma coisa, desde apostar em jogos de cartucho quando toda a gente já tinha avançado para os discos, ou insistir em jogos infantis ou para a família (o chamado home entertainment) sem trazer nada de novo ou revolucionário como fizeram com a NES, a SNES ou o estrondoso Game Boy, que na minha opinião praticamente criou o mercado de portable gaming.
Mas agora com a Wii, creio que vou alterar a minha opinião. Com sorte os manda-chuvas do gigante nipónico voltaram a concentrar-se mais na criação de coisas novas, do que propriamente em projecções de lucros.
O que para nós jogadores é optimo! :D
Ainda não fui a procura de rigorosamente nada sobre a Wii U, mas o que já me foi enfiado pelos olhos em publicidade fez o seu trabalho: deixou-me curioso.
Assim, só me resta dizer...
Good move Nintendo, good move... :)
Um abraço a todos.
Até à proxima.
Nota:
Este post tem um objectivo meramente informativo e educativo.
O autor deste texto rejeita qualquer responsabilidade pelo conteúdo do mesmo, ou por quaisquer consequências resultantes de acções efectuadas com base na informação nele prestada.
Todas as afirmações aqui apresentadas são unica e exclusivamente opiniões do autor e não representam necessariamente aquelas das companhias mencionadas.
O autor não está associado a qualquer entidade mencionada.
O download, partilha e/ou uso de jogos piratas pode ser considerado ilegal.
O autor rejeita qualquer responsabilidade sobre quaisquer danos ou atitudes menos próprias que possam ser causadas pela leitura deste texto que foi escrito com intuito informativo e jornalístico.
Embora não seja nem tão pouco me considere um pirata, costumo brincar e dizer que sou Português e, como tal, desenrasco. Então já não sei bem dizer a quantidade de coisas que desbloqueei, actualizei, alterei, etc etc, desde telefones, a portáteis a consolas, eu sei lá.
A grande maioria das vezes nem são coisas minhas, são coisas de amigos e conhecidos que, como sabem que eu gosto de "brincar" com estas coisas vêm ter comigo quando precisam.
E a ultima coisa que fiz do género foi hackar uma Nintendo Wii e habilitá-la a correr backups.
Sim, claro, porque eu acho que é muito importante podermos copiar os nossos originais para um disco, de modo a preservar o jogo e protegê-lo contra qualquer eventualidade.
Então lá fui para o Google procurar, e tenho de dizê-lo:
Hacking Nintendo Wii.
Easy Peasy.
Easy
Freaking
Peasy.
É muito curioso o facto de ser obrigatório ter acesso a internet para poder concluir o processo, pois praticamente todo o software usado vai descarregar ficheiros e dados à net, e isto no futuro pode ser um problema pois o controlo desses servidores fica fora do nosso alcance, então temos de esperar que alguém os mantenha no ar. Mas tem também uma grande vantagem: ao alterar uma consola, estaremos sempre a por a versão mais recente e actualizada dessa alteração, pois foi descarregada do servidor na altura da sua instalação.
Claro que, como em qualquer processo do género, os riscos de brickar o equipamento estão sempre presentes, e depende muito da versão de Menu de Sistema (System Menu) com que a consola vem, e aparentemente não posso actualizar a dita versão, mas ainda assim... Easy Peasy.
Aqui há uns tempos li qualquer coisa acerca de alguns grandes estúdios de jogos terminarem os contratos com a Nintendo, exactamente devido à abundância e facilidade com que se pirateavam os jogos para esse sistema, mas nunca pensei que realmente fosse assim tão straight-forward.
Se por um lado isto faz com que os grandes estúdios, por acharem que um sistema com esta fragilidade fará com que os lucros alcançados com os jogos fiquem aquém do desejado e por isso deixem de criar jogos para o dito sistema e assim prejudicando o seu tempo de vida, o seu fabricante, e no final, claro, nós, os jogadores, por outro lado faz-me recordar que grande parte do estrondoso êxito que foi a primeira Playstation foi o facto desta poder ser alterada para correr backups com alguma facilidade.
E se olharmos para os números das vendas da Nintendo, vemos que alguns jogos como Mario Kart, Wii Sports ou Wii Fit ultrapassam bem as vendas de um gigante como o Call of Duty, o que mostra que mesmo sendo a modificação da Wii um processo extremamente acessível, isto não fez com que os bons títulos não apresentem bons resultados. Ainda que os jogos vendidos como "oferta" com a consola façam parte destes resultados, parece-me que os accionistas da Nintendo tiveram razões para ficar contentes.
E sim, claro que os títulos mencionados são jogos muito específicos para uma consola, e que o seu sucesso se deve em muito à alteração radical no modo de se jogar numa consola alcançado pela Wii e o seu comando de movimento, mas convém não esquecer que apesar disto estamos a falar de jogos para uma única plataforma, e não multi-plataforma como o Call o Duty.
E já que mencionei a alteração radical ao modo de se jogar numa consola, deixem-me que me explique.
Eu já experimentei o Playstation Move da Sony. Agora experimentei os comandos de movimento da Wii. Nunca experimentei o Kinect da Xbox, mas talvez um dia. Então, referindo-me apenas aos dois primeiros, eu tenho de dizer, a Nintendo bate a Sony aos pontos. Mas por léguas.
Ou sou eu que sou burro e não sei utilizar o Move da Playstation, mas a Nintendo parece muito mais natural. Pode ser de mim, mas achei que utilizar o comando da Wii foi muito mais intuitivo do que o Move da Sony.
Em suma, depois de ter experimentado a consola, fiquei surpreendido pela positiva.
Os jogos continuam, na sua grande maioria, destinados a um publico alvo mais jovem, com alguns títulos um pouco mais maduros. Ainda não me lembro de ter visto sangue, mas confesso que não estive muito atento.
Eu acho que a Nintendo, com a sua Wii aliada aos comandos de movimento, conseguiu encontrar um novo nicho de mercado, um novo grupo de gamers, casual gamers a quem pode vender os seus produtos. A Wii veio colmatar a falha de jogos em grupo (ou party-play se preferirem) que existia no mundo dos videojogos, onde jogadores casuais e hardcore, dos mais miúdos aos mais graúdos, podem jogar juntos e competir de forma divertida e saudável durante uma noite de festa em casa com amigos ou família. Tem ainda a vantagem de ser um sistema mais apelativo para quem tenha crianças.
A Wii tem uma grande variedade de jogos que facilmente se tornam divertidos para um adulto quando este tem de os jogar com os mais novos. Diria mesmo que a Wii tem alguns trunfos para conseguir atrair pessoas que de outra forma não teriam qualquer interesse por jogos.
Neste ultimos anos vi a Nintendo fazer consolas como a N64, a GameCube, a DS, e como muitos outros receei que a empresa fosse pelo mesmo caminho da Sega, pois apesar destas consolas serem bastante bem construídas e com capacidade, por algum motivo que me transcende sempre falharam em alguma coisa, desde apostar em jogos de cartucho quando toda a gente já tinha avançado para os discos, ou insistir em jogos infantis ou para a família (o chamado home entertainment) sem trazer nada de novo ou revolucionário como fizeram com a NES, a SNES ou o estrondoso Game Boy, que na minha opinião praticamente criou o mercado de portable gaming.
Mas agora com a Wii, creio que vou alterar a minha opinião. Com sorte os manda-chuvas do gigante nipónico voltaram a concentrar-se mais na criação de coisas novas, do que propriamente em projecções de lucros.
O que para nós jogadores é optimo! :D
Ainda não fui a procura de rigorosamente nada sobre a Wii U, mas o que já me foi enfiado pelos olhos em publicidade fez o seu trabalho: deixou-me curioso.
Assim, só me resta dizer...
Good move Nintendo, good move... :)
Um abraço a todos.
Até à proxima.
Nota:
Este post tem um objectivo meramente informativo e educativo.
O autor deste texto rejeita qualquer responsabilidade pelo conteúdo do mesmo, ou por quaisquer consequências resultantes de acções efectuadas com base na informação nele prestada.
Todas as afirmações aqui apresentadas são unica e exclusivamente opiniões do autor e não representam necessariamente aquelas das companhias mencionadas.
O autor não está associado a qualquer entidade mencionada.
ATENÇÃO:
A alteração ou modificação da consola, seja de que natureza for tanto a nível físico de hardware com a nível de software inviabiliza a garantia e pode ser considerada ilegal.O download, partilha e/ou uso de jogos piratas pode ser considerado ilegal.
O autor rejeita qualquer responsabilidade sobre quaisquer danos ou atitudes menos próprias que possam ser causadas pela leitura deste texto que foi escrito com intuito informativo e jornalístico.
sábado, 27 de julho de 2013
Dados móveis em Portugal - O Cálice Sagrado
Ola a todos.
Espero que tenham passado bem com este tempo maluco que tem feito... A mim tem-me tirado do sério... Gostava mesmo que São Pedro se decidisse e mandasse frio ou calor de uma vez, porque isto assim torna-se extremamente complicado para escolher a roupa do armário...
Devem estar a pensar o que raio terei eu andado a fazer neste tempo todo em que andei desaparecido (na realidade não, acho que rigorosamente ninguém no seu perfeito juízo perderia tempo a pensar no que quer que seja relacionado com a minha pessoa, simplesmente não vale a pena, e se houver alguém que o tenha feito, esse alguém deveria procurar ajuda profissional A.S.A.P.).
Pois não tenho feito nada de muito interessante, apesar de ter algumas novidades acerca das quais estou a escrever num post a publicar no futuro. E, segundo a minha vontade, espero que esse seja um futuro breve, mas nesta altura do campeonato já não faço promessas.
Não sei bem porquê, hoje calhei a ir espreitar novamente o site da Lycamobile, para ver se eles já tinham arranjado um plano de dados móveis digno desse nome. Adianto já que não, continua tudo exactamente na mesma como quando acabaram com a promoção da net à pala. E lembrei-me de ir ao site da Vectone para ver se as coisas se mantinham.
É importante referir que de momento estou a utilizar o plano de dados da TMN que está disponível para os Moche: IT Mais, 10€ por 1GB de dados. Assim de passagem devo dizer que, para uma utilização dita normal, ou seja ler blogs e fóruns, ler mails, Facebook e Google Talk, um Giga é suficiente. Com o intuito de testar o serviço, não me tenho refreado e tenho utilizado a net móvel para praticamente tudo, mesmo quando tenho wi-fi disponível, e ainda nao atingi os 600MB de tráfego, então acredito mesmo que vai ser suficiente.
O problema da TMN é a lentidão da rede... Eu não tinha noção, mas a rede da TMN é um bocado para o fraca, pelo menos pelos sítios (físicos, e não da internet) onde eu costumo andar. Por isso é que de vez em quando há pessoal que me diz "epah, tentei telefonar-te, mas tinhas o telemóvel desligado". Não, essas pessoas não estão a enlouquecer, e contrariamente ao que eu pensava, é muito provável que saibam fazer uma chamada. O problema é mesmo da rede, que de vez em quando simplesmente cai. Fica literalmente sem serviço.
Mas voltando à vaca fria, fui ao site da Vectone para ver os preços. E fiquei muito intrigado. Eu podia jurar que eles tinham uma promoção de internet melhor do que a que têm actualmente, era praticamente uma cópia da promoção da Lycamobile, mas o que consta actualmente no site é internet ilimitada por 7, 15 ou 30 dias, por 5, 10 e 15 euros, respectivamente, e como data de fim de promoção o fim deste mês, o que indica tratar-se uma situação promocional, e não um tarifário ou serviço.
E eu tenho quase a certeza absoluta que isto é novidade, porque de repente isto deixou de ser atractivo.
Poderia eventualmente tornar-se atractivo se estes valores ficarem como saldo no cartão, como me parece que seja embora não o tenha confirmado. Dessa maneira talvez se tornasse atractivo pois poderia utilizar o saldo para as chamadas e sms, mas visto que as chamadas e sms tipicamente são dentro da rede TMN, e para isso uso o Moche, para não falar de que ainda tenho um Tag (com os dias contados, mas ainda tem esse tarifário) o que faz com que não tenha qualquer interesse em acumular saldo num terceiro cartão.
Assim desta forma, e visto que não devo ultrapassar o plafond mensal que tenho na TMN, continuar com este método torna-se na opção mais económica. Lamentavelmente fico agarrado à rede da treta da TMN, mas estamos numa altura em que, infelizmente, temos de dar mais importância à carteira que à qualidade das coisas.
Vejo no entanto uma utilização prática para esta promoção da Vectone.
Em caso de se ir de férias, creio que um telefone que partilhe a sua ligação à Internet como um hotspot pode tornar-se um bom substituto às pens de banda larga que existem actualmente.
É claro que a velocidade não tem nada a ver, mas se o objectivo é ler noticias e manter o contacto com o mundo, acho que carregar 5€ para ter net durante 7 dias, ou 10€ para 15 dias vai sair mais em conta que comprar um cartão de dados que teria de ser carregado, e que tem limite de tráfego.
Ainda tenho esperança que um dia venhamos a ter um plano de dados móveis que realmente seja justo. Que tenha qualidade a um preço adequado. Até lá temos de nos ir desenrascando com estas migalhitas que as nossas operados nos vão dando, pelo simples motivo de que como a utilização de dispositivos móveis com acesso à Internet está já tão intrincada no nosso dia-a-dia, que por pior que seja o serviço, nós utiliza-mo-lo.
E haverá de certeza quem diga que muita sorte já nós temos por assim ser...
Espero que tenham passado bem com este tempo maluco que tem feito... A mim tem-me tirado do sério... Gostava mesmo que São Pedro se decidisse e mandasse frio ou calor de uma vez, porque isto assim torna-se extremamente complicado para escolher a roupa do armário...
Devem estar a pensar o que raio terei eu andado a fazer neste tempo todo em que andei desaparecido (na realidade não, acho que rigorosamente ninguém no seu perfeito juízo perderia tempo a pensar no que quer que seja relacionado com a minha pessoa, simplesmente não vale a pena, e se houver alguém que o tenha feito, esse alguém deveria procurar ajuda profissional A.S.A.P.).
Pois não tenho feito nada de muito interessante, apesar de ter algumas novidades acerca das quais estou a escrever num post a publicar no futuro. E, segundo a minha vontade, espero que esse seja um futuro breve, mas nesta altura do campeonato já não faço promessas.
Não sei bem porquê, hoje calhei a ir espreitar novamente o site da Lycamobile, para ver se eles já tinham arranjado um plano de dados móveis digno desse nome. Adianto já que não, continua tudo exactamente na mesma como quando acabaram com a promoção da net à pala. E lembrei-me de ir ao site da Vectone para ver se as coisas se mantinham.
É importante referir que de momento estou a utilizar o plano de dados da TMN que está disponível para os Moche: IT Mais, 10€ por 1GB de dados. Assim de passagem devo dizer que, para uma utilização dita normal, ou seja ler blogs e fóruns, ler mails, Facebook e Google Talk, um Giga é suficiente. Com o intuito de testar o serviço, não me tenho refreado e tenho utilizado a net móvel para praticamente tudo, mesmo quando tenho wi-fi disponível, e ainda nao atingi os 600MB de tráfego, então acredito mesmo que vai ser suficiente.
O problema da TMN é a lentidão da rede... Eu não tinha noção, mas a rede da TMN é um bocado para o fraca, pelo menos pelos sítios (físicos, e não da internet) onde eu costumo andar. Por isso é que de vez em quando há pessoal que me diz "epah, tentei telefonar-te, mas tinhas o telemóvel desligado". Não, essas pessoas não estão a enlouquecer, e contrariamente ao que eu pensava, é muito provável que saibam fazer uma chamada. O problema é mesmo da rede, que de vez em quando simplesmente cai. Fica literalmente sem serviço.
Mas voltando à vaca fria, fui ao site da Vectone para ver os preços. E fiquei muito intrigado. Eu podia jurar que eles tinham uma promoção de internet melhor do que a que têm actualmente, era praticamente uma cópia da promoção da Lycamobile, mas o que consta actualmente no site é internet ilimitada por 7, 15 ou 30 dias, por 5, 10 e 15 euros, respectivamente, e como data de fim de promoção o fim deste mês, o que indica tratar-se uma situação promocional, e não um tarifário ou serviço.
E eu tenho quase a certeza absoluta que isto é novidade, porque de repente isto deixou de ser atractivo.
Poderia eventualmente tornar-se atractivo se estes valores ficarem como saldo no cartão, como me parece que seja embora não o tenha confirmado. Dessa maneira talvez se tornasse atractivo pois poderia utilizar o saldo para as chamadas e sms, mas visto que as chamadas e sms tipicamente são dentro da rede TMN, e para isso uso o Moche, para não falar de que ainda tenho um Tag (com os dias contados, mas ainda tem esse tarifário) o que faz com que não tenha qualquer interesse em acumular saldo num terceiro cartão.
Assim desta forma, e visto que não devo ultrapassar o plafond mensal que tenho na TMN, continuar com este método torna-se na opção mais económica. Lamentavelmente fico agarrado à rede da treta da TMN, mas estamos numa altura em que, infelizmente, temos de dar mais importância à carteira que à qualidade das coisas.
Vejo no entanto uma utilização prática para esta promoção da Vectone.
Em caso de se ir de férias, creio que um telefone que partilhe a sua ligação à Internet como um hotspot pode tornar-se um bom substituto às pens de banda larga que existem actualmente.
É claro que a velocidade não tem nada a ver, mas se o objectivo é ler noticias e manter o contacto com o mundo, acho que carregar 5€ para ter net durante 7 dias, ou 10€ para 15 dias vai sair mais em conta que comprar um cartão de dados que teria de ser carregado, e que tem limite de tráfego.
Ainda tenho esperança que um dia venhamos a ter um plano de dados móveis que realmente seja justo. Que tenha qualidade a um preço adequado. Até lá temos de nos ir desenrascando com estas migalhitas que as nossas operados nos vão dando, pelo simples motivo de que como a utilização de dispositivos móveis com acesso à Internet está já tão intrincada no nosso dia-a-dia, que por pior que seja o serviço, nós utiliza-mo-lo.
E haverá de certeza quem diga que muita sorte já nós temos por assim ser...
Até à próxima, abraços e beijinhos!
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Controlar a doença VS ser controlado pela doença
Muito bom dia a todos, espero que tenham tido uns dias sossegados, alegres e bem dispostos. Ah sim? Pois bem, eu também não, deixem lá...
Numa das consultas que tive com o meu psicólogo, ele disse-me "A questão aqui é a seguinte: Você tem uma doença crónica para o resto da vida, e vai ter de aprender a viver com isso. Agora o que pode acontecer é sermos nós a controlar a doença, ou deixarmos que a doença nos controle a nós".
Obviamente que eu quero controlar a doença... Coitados dos meus pais, nem eles me conseguem controlar como gostariam, era mesmo agora que eu ia querer que uma doença me controle.
Mas infelizmente a vida não é assim tão linear... Por mais força que tenha a mente humana (e tem muito, mesmo muito mais força do que aquilo que julgamos saber, acreditem), por vezes as doenças não se controlam assim. E porque é que digo isto?
Porque estou a aprender da melhor maneira que possa haver: por experiência própria.
No outro dia fui desafiado para ir ao cinema. Estreou o Iron Man 3, e eu não podia deixar de ir ver, sendo o fã de super-heróis que me digo ser, e porque sou fã incondicional do Tony Stark.
Além disso o psicólogo deu-me ordens directas para sair de casa, para sair com amigos, para estar com pessoas. Então achei que devia juntar o útil ao agradável.
Faço aqui um pequeno aparte, porque gostava de falar tambem do filme... Tentando não deixar spoilers para quem ainda não o possa ter visto, eu até gostei do filme.
A eterna questão de "quem faz o herói, é a armadura, ou o homem dentro desta?" faz o nosso bilionário filantropo favorito ponderar profundamente quem é e aquilo que quer ser.
Agora o que eu não sei se gostei... Foi do final.... Quer dizer.... Não me façam uma coisa destas!!!! Não me lixem, estou com bastantes expectativas em relação ao Avengers 2.... Não me desiludam!!!
E mais não digo, porque não quero estragar o filme a quem ainda não o viu e tenciona faze-lo. Apenas digo que o filme está bom, e vale a pena ver. Depois vocês logo me dizem se concordam com o resto ou não, mas por amor à Santa, façam-me um favor: Mentalizem-se que vão ver um filme de FICÇÃO, e não um documentário, ok??? Não me façam comentários como os que ouvi à saída do filme, acerca de como o Tony Stark não é atingido por nenhum estilhaço, e em como consegue correr e saltar, e agarrar-se a ferros no ar sem a armadura, porque caso não saibam, ser um filme de FICÇÃO significa exactamente isso, os acontecimentos são fictícios, não são reais nem tentam reproduzir fielmente a realidade.
Querem rigor cientifico, vão ver um documentário da NASA, ok?
E este pequeno aparte já não está tão pequeno quanto isso... Lá estou eu outra vez, é o costume, perco-me e deixo-me levar... Mas isto vai estar tudo relacionado, eu prometo!
Então, como estava a dizer, fui ao cinema ver o Iron Man 3.
Comi um jantarinho leve, uma massa esparguete com bife de peru grelhado, prato que parece que faz parte da minha dieta praticamente todos os dias, e do qual eu já começo a ficar solenemente farto, mas que sei que consigo comer e que não me vai causar grandes problemas na barriga.
Tomei a seguir os dois Aero-OM do costume, os que supostamente me vão reduzir as cólicas e os gases, e porque o seguro morreu de velho, malhei a bela da Loperamida, que já começa a ser uma grande amiga minha... Loperamida é a substância activa do Imodium, e eu, em vez de comprar embalagens de vinte comprimidos da marca Imodium, que custam quase 5euros cada uma, compro embalagens de 20 comprimidos de Loperamida Generis, que é o generico do Imodium, e que custam 3 euros cada uma. Parecendo que não, em alguns meses eu gasto 3 a 4 caixas de 20 comprimidos por mês, entao esta simples troca representam 6 a 8 euros de poupança, o que nos tempos que correm não é de fazer a vista grossa.
Para terminar, fui à casa de banho garantir que tinha a bolsa completamente vazia, de maneira a ter espaço suficiente para digerir o jantar.
E assim lá fui eu para o cinema, com um jantar que eu sei que está "aprovado" por experiencia propria, com os anti-gases e o anti-diarreico metidos no bucho.
Em teoria era tudo o que precisava para poder passar pelo menos umas 4 horas fora de casa, a conviver e a ser normal, conforme instruções médicas, e eu até estava com uma boa vibe que ia correr bem.
E até nem posso dizer que correu mal, tenho de ser sincero. Mas também não posso dizer que correu bem.
Ainda antes do intervalo do filme, sem que eu tivesse feito nada para isso, deram-me umas cólicas desgraçadas.
Não comi pipocas, não bebi Coca-Cola, não comi nem bebi nada depois do jantar, mas mesmo assim, de repente deu-me aquela sensação de barriga apertada, onde a dor parece que desce pelo lado direito do meu abdomen, e cruza pela bexiga até chegar ao apêndice... Aquela dor que começa devagarinho, depois aumenta, aumenta, aumenta, aumenta, aumenta até que eu já estou todo torcido, a apertar a barriga e a tentar fazer com que as fezes se mexam lá dentro, para que a cólica passe. E isto é o que acaba por acontecer.
Se eu apertar a barriga no sitio certo, sinto movimentos intestinais, ouço mesmo barulho (que não sei se as pessoas ao meu redor também ouvem), e aquela vaga de dor passa, ficando a aguardar a próxima cólica. Quando ocorrem os movimentos intestinais, eu tenho a sensação que os gases percorrem a minha bolsa (a tal que faz as vezes de cólon) , e sinto um ardor desgraçado no ânus. Nunca consegui comprovar, mas eu tenho quase a certeza que quando sinto esse ardor é porque tenho fezes liquidas a querer sair. Ou mesmo já a sair ânus fora.
Ora como devem calcular, isto faz com que seja difícil fazer o que quer que seja que eu esteja a fazer, neste caso em concreto, ver um filme.
O ardor é das coisas mais desconfortáveis que já passei. Honestamente eu não sei mesmo se não preferia ter cólicas que me façam embrulhar no chão abraçado à barriga, do que ter este ardor. É que fico mesmo assado, tenho o rabo inflamado, e já não há Halibut, Cicalfate, ou Mytosil que me valham.
A proposito, o "Mytosil" agora passou a ser considerado produto de estética e não pomada, então o seu IVA passou para os 23%. Substituam por "Carena", que é exactamente a mesma merda, até a embalagem é parecidíssima, mas continua a ser considerado pomada, então manteve-se nos 6% de IVA.
E assim passei o meu filme. Novamente, não posso dizer que correu mal. Não correu mal. Consegui ver o filme, consegui estar com os meus amigos, consegui voltar para casa e não estava borrado.
Claro que o meu rabo não aguentava nem mais 5 minutos sentado onde quer que fosse. Não faço ideia de como consegui sentar-me ao volante do carro e vir para casa, porque o meu carro faz com que quando eu me sento, todo o meu corpo fica completamente apoiado nas minhas nádegas. E se as nádegas estão inflamadas, irritadas, a arder como Nero deixou Roma, conseguem imaginar o sacrifício que é conduzir.
Cheguei a casa, entrei directo no chuveiro e procedi ao acto de lavar muito bem o rabinho, com aguinha e sabãozinho azul e branco, por causa do seu PH, carreguei com pomada, e fui-me deitar.
Se formos a ver bem, ok, sim, eu posso dizer que eu controlei a doença. Ou melhor, não a controlei, mas também não deixei que ela me controlasse a mim. Fiz o que queria fazer, com algumas dificuldades, é certo, mas ninguém disse que ia ser fácil.
Até que aconteceu. Tinha de acontecer. Eu sabia que era só uma questão de tempo até acontecer.
Com todo o respeito que tenho ao meu psicólogo, eu lamento imenso, mas isso do controlar a doença em vez de ela nos controlar a nós é uma grande treta...
Então o que aconteceu? Eu passo a explicar... Segundo instruções do psicologo, eu tenho pilares de bem estar na minha vida para "reconstruir" ou melhorar, e um deles são as relações interpessoais. Ou seja, sair de casa. Estar com pessoas, estar entre pessoas, entre amigos, conhecidos e até mesmo completos estranhos.
E visto que agora até está bom tempo, e eu devo ser arraçado de lagarto porque ADORO estar estendido a apanhar sol, decidi ir até à praia um bocado.
Peguei no portatil para que se desse o caso de me dar a inspiração ter onde escrever, no livro que ando a ler agora (se é que vos interessa, ando a ler "O Hobbit", do Tolkien, mas a versão original que vos digo já que não tem nada a ver com o filme, e que está muito melhor que este último), na minha toalhinha, na garrafa de agua, e fiz a mala.
Tomei os anti-gases, tomei o anti-diarreico, fui à casa de banho antes de sair de casa, tudo para ter a certeza absoluta que estava na melhor das condições para poder aproveitar uma tarde de bom tempo.
Ora, eu fui para a praia, e até correu tudo bem nos primeiros vinte minutos.
A praia fica junto a um pequeno parque com relva e umas mesas de piquenique, tem mesmo uns grelhadores colocados pela Junta de Freguesia, e é um sitio bastante agradável para se estar.
E neste dia não estava nada mau, apesar de estar algum vento, estava bastante gente na areia, e ainda mais gente no relvado.
Eu gosto de me estender na praia e de apanhar sol, mas confesso que quando está vento não me agrada tanto. Estar a levar com a areia testa-me demasiado a paciência, então eu decidi agarrar-me ao portátil e escrever mais um pouco.
Tive sorte, ainda restava uma mesa de piquenique livre, para onde me dirigi. Desfiz a mala, liguei o portátil, acendi o meu cigarrito, e escrevi um paragrafo.
Exactamente, um paragrafo, e depois deu-me um ataque de cólicas como não me dava há bastante tempo. Não me lembrava de me doer daquela forma desde os tempos iniciais em que me tiraram a ileoestomia, e me voltaram a ligar a bolsa ao ânus. Nessa altura as dores eram praticamente constantes, fortes e dilacerantes, mas com o passar do tempo estes sintomas têm vindo lentamente a melhorar, mas naquele dia deu-me tão forte ou tão feito que eu podia jurar que tinha voltado ao inicio desta aventura.
Ainda me deitei no banco, porque tipicamente quando estou deitado alivia as cólicas mas não ajudou muito. Conseguia sentir perfeitamente o ardor no ânus, conseguia senti-lo molhado, eu sabia perfeitamente que estava à beira de me borrar todo. Não havia espaço de manobra para falhas. E ainda por cima eu estava sem fralda.
Quer dizer, ninguém vai para a praia com uma fralda vestida, não é? Tipo... Andar de fralda já é meio caminho andado para ficar todo assado, andar de fralda a apanhar sol, imagino...
No meu ver é algo que não encaixa, ou será que estou errado?
Por vezes eu sinto estes apertos, e deito-me. Coloco as mãos na barriga, aperto ligeiramente e parece que consigo sentir o gás dentro da bolsa. E quando o consigo sentir, pressionando a barriga, fazendo um pouco de força com o ânus e com o abdómen, por vezes consigo soltar esse gás e sentir-me um pouco mais aliviado. Por vezes esta operação corre bem, outras tenho de ir a correr para o chuveiro, porque a coisa correu mal, se é que entendem o que eu quero dizer.
Sentia perfeitamente o gás dentro de mim, mas também sentia o ânus molhado. Aquilo não ia ser só um peido. Garantidamente se eu tentasse soltar o gás, este sairia como se costuma dizer, com molho. E eu não estava propriamente perto de casa, ou de um sitio com condições mínimas para me trocar. Além de que não tinha nenhuma muda de roupa comigo.
Aguentei o melhor que pude, fiz força a fechar o ânus, esperei até a cólica aligeirar um pouco. Assim que me consegui mexer, desliguei o portátil, voltei a enfiar tudo para dentro da mala, levantei-me bem devagar, e dirigi-me para o carro a passo de caracol.
Quando estou assim tento não me mexer muito. Qualquer movimento mais brusco pode fazer com que eu momentaneamente perca o controlo sobre a força que estou a fazer sobre o ânus, e por mais breve que possa ser esse momento, é o suficiente para que as fezes saiam, e eu fique, literalmente, todo borrado.
Consegui chegar ao carro, entre ânus apertado e cólicas terríveis, e lá me sentei ao volante. Pelo sim pelo não coloquei a toalha em cima do banco, não fosse acontecer algum acidente.
Novamente... Aquele carro para conduzir nesta situação é horrível. Esta noite vou chibatar-me por estar a dizer mal do meu carro, entenda-mo-nos, eu amo aquele carro, é das poucas coisas que eu tenho que me fazem sentir orgulhoso, adoro-o, mas tenho de ser honesto e reconhecer que a sua postura de condução não é a melhor para quem está cheio de gases no ânus, a quererem sair cá para fora, trazendo consigo todas as fezes, sólidas ou liquidas, que se encontram sob pressão na bolsa.
Durante a viagem para casa, que não é longa, faz-se em vinte a trinta minutos não havendo trânsito, fartei-me de lutar com o dilema de encostar o carro e ir desenrascar-me atrás de um arbusto. É uma coisa que eu não gosto de fazer, acho que se um dia tiver de acontecer eu não me vou sentir nada bem ao fazê-lo, mas o desconforto, o aperto, as dores eram tantas que eu estava em estado de desespero a olhar para as moitas e arbustos e a achar "não, ali vêm-me. Não, ali também não estou escondido".
E assim fiz o caminho todo, ali não dá, ali também não, até estar mesmo quase a chegar ao meu bairro. E foi quando aconteceu. Veio a dor, apertou-me a barriga no lado esquerdo, praticamente na zona do rim, com a dor na barriga veio o ardor no olho do cú, veio aquela pressão horrível, e não deu mais. A força que estava a fazer não foi suficiente, e soltou-se o gás. Infelizmente confirmou-se o que eu já tinha a certeza, o peido não veio sozinho. Borrei-me todo. Praticamente a chegar a porta de casa.
Ok, podia ser pior. Não me borrei muito. Não cheguei a sujar as calças, e como estava mesmo a chegar não sofri muito com o ardor causado por me ter borrado (porque ter o olho do cu cheio de merda doi para caraças, acreditem...).
Foi chegar a casa, chuveiro com ele, troca de roupa, pomada, tá novo.
Parece fácil, não é? Parece pouca coisa...
Mas não é. Eu literalmente borrei-me. Se não estivesse tão perto de casa teria sido bem pior.
Eu não saí de casa por muito tempo, não comi nada fora da minha dieta permitida, e tomei toda a medicação que tinha para tomar.
E mesmo assim não consegui passar a tarde na praia.
Mesmo tomando todas estas precauções, seguindo os planos à risca, eu não consigo manter um aspecto social na minha vida se de repente e sem aviso me dão estas cólicas que me fazem borrar. Pura e simplesmente não é possível.
Controlar a doença é algo que não existe, pelo menos no meu caso. E não vai haver médico nenhum que me convença do contrário. Eu não controlo isto, isto controla-me a mim. As minhas cólicas e diarreias é que ditam de que forma eu vou viver a minha vida.
Mesmo cumprindo com as ordens e indicações médicas, eu não me posso comprometer com ninguém porque nunca sei se vou estar agarrado à sanita ou não. Nunca sei se de um momento para o outro tenho de largar tudo o que estou a fazer e ir à casa de banho.
Já fui convidado para acampar, já fui convidado para ir passear, já fui convidado para ir para a praia, mas como é que eu me posso comprometer a fazer essas coisas todas, que sempre gostei muito de fazer a vida toda, se não sei se vou ter a capacidade física de o fazer?
Agora digam-me vocês, como é que isto é controlar a doença?
Pois...
Não é.
É uma grandessíssima merda, é o que é...
Numa das consultas que tive com o meu psicólogo, ele disse-me "A questão aqui é a seguinte: Você tem uma doença crónica para o resto da vida, e vai ter de aprender a viver com isso. Agora o que pode acontecer é sermos nós a controlar a doença, ou deixarmos que a doença nos controle a nós".
Obviamente que eu quero controlar a doença... Coitados dos meus pais, nem eles me conseguem controlar como gostariam, era mesmo agora que eu ia querer que uma doença me controle.
Mas infelizmente a vida não é assim tão linear... Por mais força que tenha a mente humana (e tem muito, mesmo muito mais força do que aquilo que julgamos saber, acreditem), por vezes as doenças não se controlam assim. E porque é que digo isto?
Porque estou a aprender da melhor maneira que possa haver: por experiência própria.
No outro dia fui desafiado para ir ao cinema. Estreou o Iron Man 3, e eu não podia deixar de ir ver, sendo o fã de super-heróis que me digo ser, e porque sou fã incondicional do Tony Stark.
Além disso o psicólogo deu-me ordens directas para sair de casa, para sair com amigos, para estar com pessoas. Então achei que devia juntar o útil ao agradável.
Faço aqui um pequeno aparte, porque gostava de falar tambem do filme... Tentando não deixar spoilers para quem ainda não o possa ter visto, eu até gostei do filme.
A eterna questão de "quem faz o herói, é a armadura, ou o homem dentro desta?" faz o nosso bilionário filantropo favorito ponderar profundamente quem é e aquilo que quer ser.
Agora o que eu não sei se gostei... Foi do final.... Quer dizer.... Não me façam uma coisa destas!!!! Não me lixem, estou com bastantes expectativas em relação ao Avengers 2.... Não me desiludam!!!
E mais não digo, porque não quero estragar o filme a quem ainda não o viu e tenciona faze-lo. Apenas digo que o filme está bom, e vale a pena ver. Depois vocês logo me dizem se concordam com o resto ou não, mas por amor à Santa, façam-me um favor: Mentalizem-se que vão ver um filme de FICÇÃO, e não um documentário, ok??? Não me façam comentários como os que ouvi à saída do filme, acerca de como o Tony Stark não é atingido por nenhum estilhaço, e em como consegue correr e saltar, e agarrar-se a ferros no ar sem a armadura, porque caso não saibam, ser um filme de FICÇÃO significa exactamente isso, os acontecimentos são fictícios, não são reais nem tentam reproduzir fielmente a realidade.
Querem rigor cientifico, vão ver um documentário da NASA, ok?
E este pequeno aparte já não está tão pequeno quanto isso... Lá estou eu outra vez, é o costume, perco-me e deixo-me levar... Mas isto vai estar tudo relacionado, eu prometo!
Então, como estava a dizer, fui ao cinema ver o Iron Man 3.
Comi um jantarinho leve, uma massa esparguete com bife de peru grelhado, prato que parece que faz parte da minha dieta praticamente todos os dias, e do qual eu já começo a ficar solenemente farto, mas que sei que consigo comer e que não me vai causar grandes problemas na barriga.
Tomei a seguir os dois Aero-OM do costume, os que supostamente me vão reduzir as cólicas e os gases, e porque o seguro morreu de velho, malhei a bela da Loperamida, que já começa a ser uma grande amiga minha... Loperamida é a substância activa do Imodium, e eu, em vez de comprar embalagens de vinte comprimidos da marca Imodium, que custam quase 5euros cada uma, compro embalagens de 20 comprimidos de Loperamida Generis, que é o generico do Imodium, e que custam 3 euros cada uma. Parecendo que não, em alguns meses eu gasto 3 a 4 caixas de 20 comprimidos por mês, entao esta simples troca representam 6 a 8 euros de poupança, o que nos tempos que correm não é de fazer a vista grossa.
Para terminar, fui à casa de banho garantir que tinha a bolsa completamente vazia, de maneira a ter espaço suficiente para digerir o jantar.
E assim lá fui eu para o cinema, com um jantar que eu sei que está "aprovado" por experiencia propria, com os anti-gases e o anti-diarreico metidos no bucho.
Em teoria era tudo o que precisava para poder passar pelo menos umas 4 horas fora de casa, a conviver e a ser normal, conforme instruções médicas, e eu até estava com uma boa vibe que ia correr bem.
E até nem posso dizer que correu mal, tenho de ser sincero. Mas também não posso dizer que correu bem.
Ainda antes do intervalo do filme, sem que eu tivesse feito nada para isso, deram-me umas cólicas desgraçadas.
Não comi pipocas, não bebi Coca-Cola, não comi nem bebi nada depois do jantar, mas mesmo assim, de repente deu-me aquela sensação de barriga apertada, onde a dor parece que desce pelo lado direito do meu abdomen, e cruza pela bexiga até chegar ao apêndice... Aquela dor que começa devagarinho, depois aumenta, aumenta, aumenta, aumenta, aumenta até que eu já estou todo torcido, a apertar a barriga e a tentar fazer com que as fezes se mexam lá dentro, para que a cólica passe. E isto é o que acaba por acontecer.
Se eu apertar a barriga no sitio certo, sinto movimentos intestinais, ouço mesmo barulho (que não sei se as pessoas ao meu redor também ouvem), e aquela vaga de dor passa, ficando a aguardar a próxima cólica. Quando ocorrem os movimentos intestinais, eu tenho a sensação que os gases percorrem a minha bolsa (a tal que faz as vezes de cólon) , e sinto um ardor desgraçado no ânus. Nunca consegui comprovar, mas eu tenho quase a certeza que quando sinto esse ardor é porque tenho fezes liquidas a querer sair. Ou mesmo já a sair ânus fora.
Ora como devem calcular, isto faz com que seja difícil fazer o que quer que seja que eu esteja a fazer, neste caso em concreto, ver um filme.
O ardor é das coisas mais desconfortáveis que já passei. Honestamente eu não sei mesmo se não preferia ter cólicas que me façam embrulhar no chão abraçado à barriga, do que ter este ardor. É que fico mesmo assado, tenho o rabo inflamado, e já não há Halibut, Cicalfate, ou Mytosil que me valham.
A proposito, o "Mytosil" agora passou a ser considerado produto de estética e não pomada, então o seu IVA passou para os 23%. Substituam por "Carena", que é exactamente a mesma merda, até a embalagem é parecidíssima, mas continua a ser considerado pomada, então manteve-se nos 6% de IVA.
E assim passei o meu filme. Novamente, não posso dizer que correu mal. Não correu mal. Consegui ver o filme, consegui estar com os meus amigos, consegui voltar para casa e não estava borrado.
Claro que o meu rabo não aguentava nem mais 5 minutos sentado onde quer que fosse. Não faço ideia de como consegui sentar-me ao volante do carro e vir para casa, porque o meu carro faz com que quando eu me sento, todo o meu corpo fica completamente apoiado nas minhas nádegas. E se as nádegas estão inflamadas, irritadas, a arder como Nero deixou Roma, conseguem imaginar o sacrifício que é conduzir.
Cheguei a casa, entrei directo no chuveiro e procedi ao acto de lavar muito bem o rabinho, com aguinha e sabãozinho azul e branco, por causa do seu PH, carreguei com pomada, e fui-me deitar.
Se formos a ver bem, ok, sim, eu posso dizer que eu controlei a doença. Ou melhor, não a controlei, mas também não deixei que ela me controlasse a mim. Fiz o que queria fazer, com algumas dificuldades, é certo, mas ninguém disse que ia ser fácil.
Até que aconteceu. Tinha de acontecer. Eu sabia que era só uma questão de tempo até acontecer.
Com todo o respeito que tenho ao meu psicólogo, eu lamento imenso, mas isso do controlar a doença em vez de ela nos controlar a nós é uma grande treta...
Então o que aconteceu? Eu passo a explicar... Segundo instruções do psicologo, eu tenho pilares de bem estar na minha vida para "reconstruir" ou melhorar, e um deles são as relações interpessoais. Ou seja, sair de casa. Estar com pessoas, estar entre pessoas, entre amigos, conhecidos e até mesmo completos estranhos.
E visto que agora até está bom tempo, e eu devo ser arraçado de lagarto porque ADORO estar estendido a apanhar sol, decidi ir até à praia um bocado.
Peguei no portatil para que se desse o caso de me dar a inspiração ter onde escrever, no livro que ando a ler agora (se é que vos interessa, ando a ler "O Hobbit", do Tolkien, mas a versão original que vos digo já que não tem nada a ver com o filme, e que está muito melhor que este último), na minha toalhinha, na garrafa de agua, e fiz a mala.
Tomei os anti-gases, tomei o anti-diarreico, fui à casa de banho antes de sair de casa, tudo para ter a certeza absoluta que estava na melhor das condições para poder aproveitar uma tarde de bom tempo.
Ora, eu fui para a praia, e até correu tudo bem nos primeiros vinte minutos.
A praia fica junto a um pequeno parque com relva e umas mesas de piquenique, tem mesmo uns grelhadores colocados pela Junta de Freguesia, e é um sitio bastante agradável para se estar.
E neste dia não estava nada mau, apesar de estar algum vento, estava bastante gente na areia, e ainda mais gente no relvado.
Eu gosto de me estender na praia e de apanhar sol, mas confesso que quando está vento não me agrada tanto. Estar a levar com a areia testa-me demasiado a paciência, então eu decidi agarrar-me ao portátil e escrever mais um pouco.
Tive sorte, ainda restava uma mesa de piquenique livre, para onde me dirigi. Desfiz a mala, liguei o portátil, acendi o meu cigarrito, e escrevi um paragrafo.
Exactamente, um paragrafo, e depois deu-me um ataque de cólicas como não me dava há bastante tempo. Não me lembrava de me doer daquela forma desde os tempos iniciais em que me tiraram a ileoestomia, e me voltaram a ligar a bolsa ao ânus. Nessa altura as dores eram praticamente constantes, fortes e dilacerantes, mas com o passar do tempo estes sintomas têm vindo lentamente a melhorar, mas naquele dia deu-me tão forte ou tão feito que eu podia jurar que tinha voltado ao inicio desta aventura.
Ainda me deitei no banco, porque tipicamente quando estou deitado alivia as cólicas mas não ajudou muito. Conseguia sentir perfeitamente o ardor no ânus, conseguia senti-lo molhado, eu sabia perfeitamente que estava à beira de me borrar todo. Não havia espaço de manobra para falhas. E ainda por cima eu estava sem fralda.
Quer dizer, ninguém vai para a praia com uma fralda vestida, não é? Tipo... Andar de fralda já é meio caminho andado para ficar todo assado, andar de fralda a apanhar sol, imagino...
No meu ver é algo que não encaixa, ou será que estou errado?
Por vezes eu sinto estes apertos, e deito-me. Coloco as mãos na barriga, aperto ligeiramente e parece que consigo sentir o gás dentro da bolsa. E quando o consigo sentir, pressionando a barriga, fazendo um pouco de força com o ânus e com o abdómen, por vezes consigo soltar esse gás e sentir-me um pouco mais aliviado. Por vezes esta operação corre bem, outras tenho de ir a correr para o chuveiro, porque a coisa correu mal, se é que entendem o que eu quero dizer.
Sentia perfeitamente o gás dentro de mim, mas também sentia o ânus molhado. Aquilo não ia ser só um peido. Garantidamente se eu tentasse soltar o gás, este sairia como se costuma dizer, com molho. E eu não estava propriamente perto de casa, ou de um sitio com condições mínimas para me trocar. Além de que não tinha nenhuma muda de roupa comigo.
Aguentei o melhor que pude, fiz força a fechar o ânus, esperei até a cólica aligeirar um pouco. Assim que me consegui mexer, desliguei o portátil, voltei a enfiar tudo para dentro da mala, levantei-me bem devagar, e dirigi-me para o carro a passo de caracol.
Quando estou assim tento não me mexer muito. Qualquer movimento mais brusco pode fazer com que eu momentaneamente perca o controlo sobre a força que estou a fazer sobre o ânus, e por mais breve que possa ser esse momento, é o suficiente para que as fezes saiam, e eu fique, literalmente, todo borrado.
Consegui chegar ao carro, entre ânus apertado e cólicas terríveis, e lá me sentei ao volante. Pelo sim pelo não coloquei a toalha em cima do banco, não fosse acontecer algum acidente.
Novamente... Aquele carro para conduzir nesta situação é horrível. Esta noite vou chibatar-me por estar a dizer mal do meu carro, entenda-mo-nos, eu amo aquele carro, é das poucas coisas que eu tenho que me fazem sentir orgulhoso, adoro-o, mas tenho de ser honesto e reconhecer que a sua postura de condução não é a melhor para quem está cheio de gases no ânus, a quererem sair cá para fora, trazendo consigo todas as fezes, sólidas ou liquidas, que se encontram sob pressão na bolsa.
Durante a viagem para casa, que não é longa, faz-se em vinte a trinta minutos não havendo trânsito, fartei-me de lutar com o dilema de encostar o carro e ir desenrascar-me atrás de um arbusto. É uma coisa que eu não gosto de fazer, acho que se um dia tiver de acontecer eu não me vou sentir nada bem ao fazê-lo, mas o desconforto, o aperto, as dores eram tantas que eu estava em estado de desespero a olhar para as moitas e arbustos e a achar "não, ali vêm-me. Não, ali também não estou escondido".
E assim fiz o caminho todo, ali não dá, ali também não, até estar mesmo quase a chegar ao meu bairro. E foi quando aconteceu. Veio a dor, apertou-me a barriga no lado esquerdo, praticamente na zona do rim, com a dor na barriga veio o ardor no olho do cú, veio aquela pressão horrível, e não deu mais. A força que estava a fazer não foi suficiente, e soltou-se o gás. Infelizmente confirmou-se o que eu já tinha a certeza, o peido não veio sozinho. Borrei-me todo. Praticamente a chegar a porta de casa.
Ok, podia ser pior. Não me borrei muito. Não cheguei a sujar as calças, e como estava mesmo a chegar não sofri muito com o ardor causado por me ter borrado (porque ter o olho do cu cheio de merda doi para caraças, acreditem...).
Foi chegar a casa, chuveiro com ele, troca de roupa, pomada, tá novo.
Parece fácil, não é? Parece pouca coisa...
Mas não é. Eu literalmente borrei-me. Se não estivesse tão perto de casa teria sido bem pior.
Eu não saí de casa por muito tempo, não comi nada fora da minha dieta permitida, e tomei toda a medicação que tinha para tomar.
E mesmo assim não consegui passar a tarde na praia.
Mesmo tomando todas estas precauções, seguindo os planos à risca, eu não consigo manter um aspecto social na minha vida se de repente e sem aviso me dão estas cólicas que me fazem borrar. Pura e simplesmente não é possível.
Controlar a doença é algo que não existe, pelo menos no meu caso. E não vai haver médico nenhum que me convença do contrário. Eu não controlo isto, isto controla-me a mim. As minhas cólicas e diarreias é que ditam de que forma eu vou viver a minha vida.
Mesmo cumprindo com as ordens e indicações médicas, eu não me posso comprometer com ninguém porque nunca sei se vou estar agarrado à sanita ou não. Nunca sei se de um momento para o outro tenho de largar tudo o que estou a fazer e ir à casa de banho.
Já fui convidado para acampar, já fui convidado para ir passear, já fui convidado para ir para a praia, mas como é que eu me posso comprometer a fazer essas coisas todas, que sempre gostei muito de fazer a vida toda, se não sei se vou ter a capacidade física de o fazer?
Agora digam-me vocês, como é que isto é controlar a doença?
Pois...
Não é.
É uma grandessíssima merda, é o que é...
sábado, 11 de maio de 2013
TUTORIAL - Como correr OS X Mountain Lion em Windows 7 utilizando uma máquina virtual VMWARE
Olá a todos.
Há já algum tempo que eu andava com vontade de experimentar o sistema operativo da Apple. Sim, eu sei, tenho a mania de experimentar coisas esquisitas, mas o que hei-de fazer? Mas tanto ouvi falar, que queria mesmo ver como era.
Só que o problema com esta vontade, como com tantas outras, diga-se de passagem, é que para a satisfazer seria preciso investir uma grande quantidade de euros, neste caso, num computador Apple, que não têm a fama que têm por serem baratos ou acessíveis.
Já tinha lido acerca de, devido à alteração da arquitectura do SO pela parte da Apple para suportar processadores Intel, que agora já era possível instalar uma imagem dessa nova geração de SO's num computador que não seja Apple. Eu julgo que não estou a dar informação errada neste ponto, por isso, caso esteja, por favor corrijam-me.
Então fui direito ao tio Google para pedir mais informações, e nem sequer tive de cavar muito em meandros de posts.
Antes de mais, confirmo que é possível instalar o SO da Apple num PC, e esta técnica até tem um nome: Hackintosh.
Encontrei mais de um tutorial a explicar como o fazer, mas todos (ou quase) envolviam possuir uma cópia original do Snow Leopard, coisa que não tenho, além de requerer uma configuração especial na BIOS.
Além disso, o hardware do PC tem de ser extremamente compatível. O arranque para a instalação tem de ser feito utilizando um CD boot especifico, que tem de ser "construído" por nós próprios tendo em consideração o hardware onde vai ser executado o sistema operativo. Em suma, demasiados salamaleques que neste momento não me têm grande interesse, mas que concerteza no futuro voltarei a olhar para eles e ver o que consigo fazer.
Fez-me lembrar os early days do Linux, onde quase era preciso tirar um curso para conseguir instalar o sistema operativo... :D
Mas felizmente para nós, alguém já nos poupou uma carrada de trabalhos, e criou uma máquina virtual para ser executada no programa de virtualização VMWare. Pelo que entendi, esta imagem foi especificamente alterada de maneira a ser executada no dito programa. E funciona muito bem.
Consegui correr uma Instalação do OS X Mountain Lion 10.8.3 sem grandes dificuldades. Na realidade foi mesmo extremamente simples.
Devo dizer que para já, e sem ainda ter perdido muito tempo de roda daquilo, estou impressionado pela positiva.
Esta instalação está a correr numa máquina virtual com apenas 2GB de RAM, e mesmo assim está a ser bastante rápida. As aplicações abrem quase imediatamente a seguir a clicar nelas, e até agora a unica coisa de mau que tenho a apontar é que ao ver vídeos no YouTube, o som tem imensas falhas, e o video aparece a negro.
Isto pode dever-se a uma má configuração da minha parte, ou, claro está, por se tratar de uma imagem a correr numa máquina virtual e não no hardware em que era suposto correr. :)
A nível visual lembra-me bastante o Ubuntu. O sistema de definições é praticamente igual, até onde pude ver. Tem a beleza e simplicidade do Ubuntu, ou neste caso, será o Ubuntu que terá a beleza e simplicidade do sistema Apple... :)
Para experimentarem por vocês mesmos, vão precisar de:
- VMWare Player.
Esta aplicação permite criar e correr máquinas virtuais, tal como se fosse um computador, mas que está a correr como uma aplicação no nosso computador. Faz parte da suite VMWare Workstation, mas o componente Player é de acesso grátis para uso não comercial.
Podem fazer o download do VMWare Player aqui. - A imagem do OS X Mountain Lion modificada para correr na máquina virtual.
Esta imagem foi criada e é mantida pela equipa Soul Dev Team, e podem fazer o download da dita aqui. Este download está em formato torrent, pelo que vão precisar de um cliente de torrents para o download. Relativamente à versão, eu saquei a versão 10.8.3, que se encontra já preparada para poder ser configurada para correr em computadores Intel ou AMD. - Software 7-zip.
Para descompactar a o ficheiro torrent devem utilizar o 7-zip, e nenhum outro programa de gestão de arquivos comprimidos. Podem descarregar o 7-zip aqui. - Precisam ainda de 12,5GB de espaço disponível em disco.
O ficheiro torrent ocupa 4.40GB, a pasta criada depois de descompactar ocupará 8.12GB.
Opcional:
- Um ID da Apple. Eu digo opcional porque quando instalei a imagem, sempre que me pedia o login com o ID Apple, pude sempre fazer skip, e a instalação avançou sem problemas.
Mas em nome da Ciência e por motivos educativos criei um ID, e inseri-o na aplicação iCloud. Aparentemente está a funcionar, não me deu qualquer erro. Vamos lá é a ver se daqui a uns dias não tenho o FBI a bater-me à porta, a mando do senhor Cook, para me virem prender por usar um ID deles sem ter comprado o seu hardware, ou por o ter utilizado numa imagem adulterada... Até porque o TOS da Apple diz que não se pode usar software Apple sem ser em hardware Apple.... Medooooo... :)
Posto isto, se quiserem, podem criar o ID da Apple aqui.
Passos a seguir:
1 - Extraiam o conteudo do torrent utilizando o 7-zip.
Vai demorar algum tempo, dado o tamanho do torrent. Aguardem que o 7-zip termine o seu trabalho.
2 - Agora vamos configurar a imagem consoante o nosso processador. No explorador do windows, naveguem até à directoria para onde extraíram a imagem no passo anterior. Dentro dessa pasta, vão encontrar uma outra pasta com o nome "OS X Mountain Lion". Entrem nessa pasta.
3 - Agora, se tiverem um processador AMD, executem o ficheiro "amd-kernel.cmd", caso tenham um processador Intel, executem o ficheiro "intel-kernel.cmd". Escrevam "No" na linha de comandos que vai aparecer, e carreguem na tecla ENTER. Este No indica ao ficheiro se deve guardar os dados da NVRAM. Neste caso estamos a criar uma instalação nova, logo não queremos guardar os dados. A janela vai fechar-se sozinha no fim da execução.
4 - Se não fizeram já, façam o download e instalem a aplicação VMWare Player.
5 - Executem o VMWare Player, e seleccionem a opção "Open a Virtual Machine Link".
6 - Naveguem até à directoria onde executaram os ficheiros no passo 2, e seleccionem o ficheiro "OS Mountain Lion.vmx". Este é o ficheiro que representa a máquina virtual criada.
7 - A nova máquina virtual terá sido adicionada à lista, juntamente com outras que possam ter.
Neste momento não é obrigatório editar as configurações da máquina virtual, pois estas podem ser alteradas a qualquer momento desde que a máquina virtual não esteja a ser executada. No entanto eu aconselho profundamente a que, pelo menos na quantidade de memória RAM disponível e no número de núcleos do processador, coloquem consoante o que têm no vosso sistema. Acho ainda recomendável alterar as opções de display, e colocar apenas um monitor, com uma resolução menor do que aquela que têm no vosso computador, apesar do aviso que vai aparecer. Isto vai fazer com que não tenham de andar a puxar barras de scroll de um lado para o outro quando estiverem a utilizar a máquina virtual. Novamente, se não o quiserem fazer agora, podem sempre fazê-lo mais tarde.
8 - Cliquem em "Play virtual machine".Vai surgir um aviso do Player a dizer que detectou que a máquina virtual foi movida ou copiada. Novamente, estamos a criar uma máquina de raiz, então seleccionamos a opção "I copied it".Cliquem em "OK" no aviso que aparecer acerca dos dispositivos removíveis, ajustem a janela, e cliquem dentro da mesma, de maneira a direccionar o output do teclado e do rato para a máqunia virtual.Dentro de alguns momentos, inicia o processo de instalação do sistema operativo, processo esse que é bastante simples e intuitivo. Quando aparecer a barra no fundo do Player a pedir para instalar as VMWare tools, carreguem em "remind me later". Eu não consegui instalar, e julgo que seja porque o VMWare não suporta de raiz sistemas Apple (embora exista um hack para resolver isso, não sei se terá VMWare tools).
9 - Activem a caixa "Show All" de modo a aparecerem todos os países, e escolham "Portugal". Cliquem em "Continue".
10 - No próximo ecrã escolham o layout de teclado "Portuguese" para ficarem com o layout das teclas correcto, e carreguem em "Continue".
11 - Neste ecrã vamos seleccionar "Not Now", porque não queremos migrar qualquer informação, e "Continue".
12 - Neste passo eu activei os serviços de localização, para ver como e se funcionaria numa máquina virtual. Ainda não cheguei a qualquer conclusão.
13 - Neste ecrã, se criaram o ID Apple mencionado anteriormente, introduzam-no no local indicado e carreguem em "Continue". Caso não tenham ID, simplesmente carreguem em "Skip".
14 - Se introduziram ID, vai aparecer o seguinte ecrã para que se crie mais segurança em torno do ID através da definição de perguntas secretas. Eu ignorei este passo, seleccionando "Not Now", seguido de "Continue".
15 - Chegamos ao ecrã do TOS, o que significa que estamos perto do final da instalação (ou então não...). Seleccionem "Agree" (DUH!), e novamente "Agree" no aviso que vai aparecer.
16 - Já que introduzi o ID, seleccionei criar uma iCloud, e aderir aos serviços de Messaging Apple neste computador.
17 - Como esta instalação se trata de uma máquina virtual, não vi qualquer interesse em activar a função "Find My Mac", como tal retirei o visto da caixa correspondente, e carreguei em "Continue".
18 - E eis que chegamos ao ecrã de configuração de utilizador. A grande maioria dos dados já vão estar preenchidos, preencham o que faltar, criem uma password e seleccionem "Continue".
19 - Seleccionem a timezone clicando directamente em cima da zona de Lisboa no mapa, e "Continue".
20 - Não registei o dispositivo por razões óbvias. :) Para isso carreguem em "Skip", e novamente "Skip" no aviso que vai surgir.
21 - Et Voilá! O nosso "Mac" está pronto a ser utilizado. Carreguem em "Start using your Mac".
22 - Após alguns momentos de configuração inicial, ser-vos-á apresentado o ambiente de trabalho do vosso Mac. :)
A primeira coisa que fiz foi abrir a App Store e actualizar o sistema. Não sei se ajudou, mas é sempre bom ter o sistema actualizado, não é?
E pronto, desta forma conseguem ter um Mac para brincar, estudar, aprender e explorar.
E até nem foi muito difícil, pois não? :)
Estes procedimentos foram baseados na informação acessível em http://apachebite.com/2012/09/17/running-mac-on-windows-7-using-vmware-player/, mas ocorreram algumas diferenças entre os dois.
Um abraço
Carlos Dias
NOTA:
Este post tem um objectivo meramente informativo e educativo.
O autor deste texto rejeita qualquer responsabilidade pelo conteúdo do mesmo, ou por quaisquer consequências resultantes de acções efectuadas com base na informação nele prestada.
Todas as afirmações aqui apresentadas são unica e exclusivamente opiniões do autor e não representam necessariamente aquelas das companhias mencionadas.
O autor não está associado a qualquer entidade mencionada.
VMWare Player é propriedade de VMWare Inc.
OS X Mountain Lion, Mac e Macintosh são propriedade de Apple Inc.
ATENÇÃO: Apesar de ser efectuado o controle anti-virus em todos os ficheiros indicados, os ficheiros descarregados na internet podem mudar com bastante frequência e podem conter virus.
O leitor deve analizar os ficheiros com o seu próprio software anti-virus.
O autor rejeita qualquer responsabilidade sobre quaisquer danos que possam ser causados por virus ou malware provenientes das acções descritas.
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