AVISO: Este blog não é aconselhável a pessoas sensíveis
ou facilmente impressionáveis.
Serão aqui relatados episódios e "aventuras" da vida de uma pessoa após uma proctocolectomia total.
Se se incomoda com ideias e pensamentos fortes e desagradáveis, por favor queira fechar esta pagina.
P.S: Nao aconselho a leitura deste blog durante a refeição.
Considerem-se avisados... :P
P.P.S.: Por vezes eu digo asneiras. Muitas...
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Are you serious, AdSense?
Ok, é oficial. Eu não entendo como funciona o Google AdSense, bem como o mecanismo por eles utilizado para controlar as page views.
Há cerca de talvez um ano, possivelmente mais, inscrevi-me no Google AdSense, e criei um bloco de anúncios no meu youtubePlayer. Agora confesso que não me portei rigorosamente bem… Pedi a amigos para clicarem nos meus anúncios, e utilizei o pc da minha irmã para também clicar nos anúncios.
Em cerca de dois meses, atingi cerca de 15 euros, e o Google até me enviou a carta para confirmar a morada para o pagamento. Mas não tinha passado nem uma semana após receber a dita carta, o Google cancelou a minha conta por actividade suspeita.
Ok, compreendo e aceito perfeitamente isso. Eu infringi as regras ao pedir para clicarem nos anúncios do meu site, e como tal a minha conta foi cancelada. Está correcto.
Neste momento é importante mencionar que o registo no AdSense foi feito utilizando a minha conta Google, e que foi essa conta de AdSense que foi cancelada.
Mais ou menos no início deste ano, criei este blog para ir debitando as postas de pescada em que vou pensando. Sim, não sei exactamente porquê, mas julguei que os disparates em que penso possam ter interesse para alguém. Ou então pode ser que haja alguém muito aborrecido por aí, e que precise de se entreter uns minutos. E assim nasceu “O Gajo Sem Colon”.
Como eu utilizo a minha conta Google há muitos anos, e utilizo-a praticamente para tudo, foi nesta conta que criei o blog. Isto tem vantagens, alem do óbvio login automático em todos os serviços do Google, o blogger liga automaticamente o blog ao perfil do Google+, entre outras pequenas facilidades.
Com o blog criado, pensei: “E porque não colocar aqui um bloco de anúncios do AdSense, e desta vez seguir as regras à risca? Pode ser que pingue qualquer coisa, por menos que seja”. E então lá me dirigi à página da AdSense, apenas para verificar que a minha conta continua bloqueada. Ok, faz sentido. Na altura em que foi bloqueada, eu ainda andei na net à procura de saber se havia algo que eu pudesse fazer para resolver a situação, pedir imensas desculpas, jurar por tudo o que me é sagrado que não o voltaria a fazer, mas pelo que li parece que uma vez que a conta seja bloqueada, é extremamente difícil fazer com que ela volte a ficar activa. Nas próprias páginas de ajuda do AdSense é mencionado que nos é permitido fazer um apelo para que a situação em que a conta foi fechada seja revista com o intuito da sua reabertura, mas que isso apenas acontece em casos muito especiais (em que tenha havido um erro de qualquer espécie), e que uma vez efectuado esse processo de revisão, a decisão que for tomada é final e imutável.
Visto que eu sei que não cumpri com o acordado, nem sequer fiz o apelo.
Então criei uma nova conta no AdSense, desta vez com o meu velhinho endereço de email do Hotmail. Com a conta aberta, criei então um bloco de anúncios, e sem saber bem como lá consegui colocar anúncios no meu blog.
Digo sem saber bem como porque uma vez que as contas de registo do blog e do AdSense são diferentes, o processo de colocar os anúncios não é muito automático. É necessário criar o bloco com a conta do AdSense, depois, com a conta do blog, tive de efectuar um pedido à conta do AdSense para colocar um bloco de anúncios no dito blog. Acho que foi mais ou menos este o processo, confesso que já não me recordo exactamente, mas recordo-me que não foi muito simples. Mas lá consegui.
E desta vez nem sequer falei nos anúncios a ninguém. Nem sequer comentei o assunto, não disse sequer “Já repararam que já há anúncios no meu blog?”. Queria mesmo cumprir as regras, fazer as coisas como deve ser.
E durante cerca de um mês realmente apareceram anúncios no blog, no sítio que eu designei para esse efeito.
Não é que eu tenha muitas views no meu blog, mas ainda tenho meia dúzia. Eu ia vendo essa meia dúzia a aparecer nas estatísticas do blogger, mas quando ia consultar os ganhos no AdSense, estava tudo a zeros. Nada, niente, nicles. E eu tenho a certeza que o bloco estava bem associado, porque se eu o modificasse no AdSense, via as alterações reflectidas no blog.
Então, se eu tinha views no blog, porque não tinha views nem ganhos no AdSense? O AdSense dá dinheiro por cada clique num anúncio, mas também dá umas décimas de cêntimo por cada view, mesmo que não exista um clique. Muito pouco, mas por pouco que seja, deveria aparecer algo diferente de 0.0€ gains e 0 views no dashboard do AdSense.
Matutei nisto, mas acabei por deixar o assunto para o lado, dar mais tempo, continuando sempre sem falar a ninguém nos anúncios, e ver o que acontecia. E o que aconteceu foi que um belo dia deixei de conseguir entrar na conta do AdSense porque esta foi bloqueada por actividade suspeita.
Na verdade, quando vi isso a minha reacção foi desatar a rir. Cabrones dos gajos do Google já me entalaram outra vez… Mas fiquei lixado. Desta vez não cliquei, nem pedi a ninguém para clicar nos anúncios. Eu nem sequer tinha nada a receber dali, a conta estava completamente a zeros a nível de ganhos. Mas fecharam a conta.
Mais uma vez não fui tentar saber o porquê. Eu imagino que seja porque o blog onde os anúncios estavam colocados pertence a uma conta que teve a sua conta AdSense bloqueada por actividade suspeita. Visto que o meu email secundário associado à minha conta Google é exactamente o meu email do Hotmail, o tal que usei para criar a segunda conta de AdSense, caso eles quisessem, ter-lhes-ia sido muito fácil entender que as duas contas pertencem à mesma pessoa.
Compreendo, mas continuo lixado com a situação. Sempre ouvi dizer que toda a gente merece uma segunda oportunidade, mas aparentemente o Google é implacável.
E desta vez foi tudo feito, como se costuma dizer, “by the book”. Mesmo assim não adiantou nada. The Divine Google Ban Hammer has fallen on me! Oh dear…
E desta vez cansei-me. O Google tem demasiada burocracia, demasiados salamaleques para o meu gosto, e honestamente o facto de agora volta e meia me enfiarem vídeos publicitários pelos olhos adentro no YouTube fizeram-me ficar um bocado aborrecido com o Google.
Mas calma, longe de mim virar-lhe as costas, até porque acho que já não podia, visto que como disse utilizo a minha conta para praticamente tudo, o meu telemóvel é um android, em suma estou eternamente refém do Google, mas isso daria para um post totalmente dedicado ao assunto.
E como me cansei, decidi não utilizar o AdSense, e criar uma alternativa. O blogger permite criar blocos de código HTML, e eu tenho um servidor web. Ainda não investiguei a fundo, mas acho que consigo criar páginas com blocos de anúncios no meu servidor, e através da criação de blocos HTML do blogger fazer com que estes apareçam no blog. Em teoria, e tecnologicamente falando, creio que isto funciona.
Fica a faltar o mais importante, alguém que queira colocar o seu anúncio no meu blog e que esteja disposto a pagar por isso… ^^
Assim, se tu quiseres colocar um anúncio no meu singelo blog, ou se conheceres alguém que o queira fazer, falem comigo com o objectivo de fazermos isso acontecer de uma forma agradável para todas as partes envolvidas.
Muito Obrigado! :D
E pronto, esta foi, até agora, a minha experiencia com o serviço de anúncios do Google, que me permitiu chegar a duas conclusões: O Google é burocrático e complicado a dar com pau, e daqui para a frente… …screw you AdSense!
Um abraço!
sábado, 20 de abril de 2013
Estigmas da sociedade - O hábito faz o monge
Desde que fui operado que tive de alterar a minha forma de vestir. Custa-me colocar um cinto, e vestir calças de ganga justas na cintura é uma tortura. Não consigo ter o baixo ventre apertado, até mesmo umas calças de fato de treino com um elástico mais apertado se tornam desconfortáveis ao fim de uma meia hora.
Então, e visto que estou de baixa, tenho deixado os fatos e as gangas no armário, e tenho andado vestido mais com fatos de treino e calças sem botões. Ando vestido mais à "dread", digamos. E devo confessar, até prefiro, é extremamente confortável. Algumas calças de cintura mais apertada continuam a incomodar-me, mas dobrando o elástico sobre si mesmo, criando uma espécie de calças de cintura descaída, a coisa torna-se mais suportável. Muito mais. Claro que quando me agacho, se me descuidar um bocado, fico com o rego à mostra, mas perdoem-me a frontalidade: quero é que se foda. :) Peço já desculpa a quem se possa ofender com tal visão, mas neste momento o meu conforto é deveras importante.
Mas como dizia, tenho andado vestido à dread, e é interessante ver como as atitudes das pessoas em geral mudam consoante aquilo que um gajo traz vestido.
O facto mais flagrante são mesmo os pedintes e angariadores. Quando andava de fato era raro não ser interpelado por romenos sentados no passeio que, ora tinham uma doença gravíssima qualquer, ora tinham carradas de filhos para alimentar, então pediam encarecidamente uma ajudinha que fosse, ou os senhores e senhoras das mais diversas instituições humanitárias, sociais, ou de apoio que andam pelas ruas a angariar donativos, era muito rara a vez em que eu conseguia passar sem ter de estar a explicar que por mais boa vontade que eu pudesse ter, a vida está muito difícil, e tomara eu que me ajudem a mim.
No entanto tudo isso acabou desde o momento em que passei a vestir-me "à larga". É que quase nem olham para mim, eu já fiz o teste. A subir a rua, com as minhas calças onde cabem quase dois de mim, sweatshirt largueirona, raybantes na fronha e boné enterrado na cabeça, fiz de propósito para ir de encontro a um casal que estava no passeio com um balcãozito improvisado com uns caixotes de madeira. Pertenciam a uma associação de animais qualquer, e pediam donativos.
Deixem-me esclarecer que eu adoro animais. Gosto mais dos animais do que muitas pessoas que caminham neste mundo, e se me tivessem pedido, muito provavelmente o meu coração mole da treta teria vencido e eu teria oferecido o dinheiro da minha bucha da manhã.
Mas o giro é que não só não me disseram nada, como até se afastaram para eu passar. De imediato snifei profundamente as minhas próprias axilas, mas não me pareceu que cheirava mal. Então apenas posso assumir que olharam para mim e pensaram que, das duas uma (ou quiçá as duas), este gajo não tem onde cair morto, ou não gosta de animais. Bem, acertaram numa delas... ...de facto eu não tenho onde cair morto. Mas continuo a adorar animais, da mesma forma que os adoro quando visto um fato. E, pelo menos até onde eu me tenha apercebido, também de fato continuo sem ter onde cair morto.
É interessante também analisar o comportamento dos variados tipos de pessoas ditas normais. Por exemplo, eu orgulho-me de ter sido muito bem educadinho pelos meus pais. Ensinaram-me a respeitar os outros, a ser cortês, enfim, a ser bem educado. Então quando chego a algum sitio, eu digo, como manda a boa educação, "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite". E acreditem ou não, a reacção depende de como estou vestido. Durante anos a fio eu chegava à paragem do autocarro, com o meu fatinho e gravata, e dava os bons dias a quem la estivesse. E as pessoas sorriam abertamente, e desejavam bom dia de volta.
Agora chego à paragem com o meu rapper-look, digo "bom dia" de forma clara e audível e a reacção é um ou outro "dia" (sim, "dia" e não "bom dia") murmurado entre-dentes o qual eu não entendo sequer de onde veio, enquanto a maioria das pessoas olha para cima, para o lado, para os bicos dos sapatos, para todo o lado menos para mim, como se eu fosse invisível. Será que não me reconhecem?
A dizer a verdade eu nem me importo, estou-me pouco borrifando para o facto de não me responderem ao cumprimento. Só acho engraçadíssimo este estigma que faz com que parece que quem se veste à dread é um gandulo. Porque eu continuo a ser o mesmo tipo, com os mesmos valores, os mesmos ideais e crenças.
Lamento imenso que esta sociedade viva ainda agarrada a ideias tabu de mentalidades do século passado que dizem que as pessoas honestas vestem fato e gravata. Quer dizer, a maior concentração de ladrões, vigaristas e aldrabões que eu conheço está no governo, e lá tudo usa fato e gravata. Não é isto por si só um indicador grande, bem luminoso diante do nariz deste Povo que se calhar não é vestir um fato que traz honestidade, idoneidade e carácter?
Mas que triste que fico com tanta mente retrógrada que por aí anda de olhos fechados... Coitaditos...
Então, e visto que estou de baixa, tenho deixado os fatos e as gangas no armário, e tenho andado vestido mais com fatos de treino e calças sem botões. Ando vestido mais à "dread", digamos. E devo confessar, até prefiro, é extremamente confortável. Algumas calças de cintura mais apertada continuam a incomodar-me, mas dobrando o elástico sobre si mesmo, criando uma espécie de calças de cintura descaída, a coisa torna-se mais suportável. Muito mais. Claro que quando me agacho, se me descuidar um bocado, fico com o rego à mostra, mas perdoem-me a frontalidade: quero é que se foda. :) Peço já desculpa a quem se possa ofender com tal visão, mas neste momento o meu conforto é deveras importante.
Mas como dizia, tenho andado vestido à dread, e é interessante ver como as atitudes das pessoas em geral mudam consoante aquilo que um gajo traz vestido.
O facto mais flagrante são mesmo os pedintes e angariadores. Quando andava de fato era raro não ser interpelado por romenos sentados no passeio que, ora tinham uma doença gravíssima qualquer, ora tinham carradas de filhos para alimentar, então pediam encarecidamente uma ajudinha que fosse, ou os senhores e senhoras das mais diversas instituições humanitárias, sociais, ou de apoio que andam pelas ruas a angariar donativos, era muito rara a vez em que eu conseguia passar sem ter de estar a explicar que por mais boa vontade que eu pudesse ter, a vida está muito difícil, e tomara eu que me ajudem a mim.
No entanto tudo isso acabou desde o momento em que passei a vestir-me "à larga". É que quase nem olham para mim, eu já fiz o teste. A subir a rua, com as minhas calças onde cabem quase dois de mim, sweatshirt largueirona, raybantes na fronha e boné enterrado na cabeça, fiz de propósito para ir de encontro a um casal que estava no passeio com um balcãozito improvisado com uns caixotes de madeira. Pertenciam a uma associação de animais qualquer, e pediam donativos.
Deixem-me esclarecer que eu adoro animais. Gosto mais dos animais do que muitas pessoas que caminham neste mundo, e se me tivessem pedido, muito provavelmente o meu coração mole da treta teria vencido e eu teria oferecido o dinheiro da minha bucha da manhã.
Mas o giro é que não só não me disseram nada, como até se afastaram para eu passar. De imediato snifei profundamente as minhas próprias axilas, mas não me pareceu que cheirava mal. Então apenas posso assumir que olharam para mim e pensaram que, das duas uma (ou quiçá as duas), este gajo não tem onde cair morto, ou não gosta de animais. Bem, acertaram numa delas... ...de facto eu não tenho onde cair morto. Mas continuo a adorar animais, da mesma forma que os adoro quando visto um fato. E, pelo menos até onde eu me tenha apercebido, também de fato continuo sem ter onde cair morto.
É interessante também analisar o comportamento dos variados tipos de pessoas ditas normais. Por exemplo, eu orgulho-me de ter sido muito bem educadinho pelos meus pais. Ensinaram-me a respeitar os outros, a ser cortês, enfim, a ser bem educado. Então quando chego a algum sitio, eu digo, como manda a boa educação, "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite". E acreditem ou não, a reacção depende de como estou vestido. Durante anos a fio eu chegava à paragem do autocarro, com o meu fatinho e gravata, e dava os bons dias a quem la estivesse. E as pessoas sorriam abertamente, e desejavam bom dia de volta.
Agora chego à paragem com o meu rapper-look, digo "bom dia" de forma clara e audível e a reacção é um ou outro "dia" (sim, "dia" e não "bom dia") murmurado entre-dentes o qual eu não entendo sequer de onde veio, enquanto a maioria das pessoas olha para cima, para o lado, para os bicos dos sapatos, para todo o lado menos para mim, como se eu fosse invisível. Será que não me reconhecem?
A dizer a verdade eu nem me importo, estou-me pouco borrifando para o facto de não me responderem ao cumprimento. Só acho engraçadíssimo este estigma que faz com que parece que quem se veste à dread é um gandulo. Porque eu continuo a ser o mesmo tipo, com os mesmos valores, os mesmos ideais e crenças.
Lamento imenso que esta sociedade viva ainda agarrada a ideias tabu de mentalidades do século passado que dizem que as pessoas honestas vestem fato e gravata. Quer dizer, a maior concentração de ladrões, vigaristas e aldrabões que eu conheço está no governo, e lá tudo usa fato e gravata. Não é isto por si só um indicador grande, bem luminoso diante do nariz deste Povo que se calhar não é vestir um fato que traz honestidade, idoneidade e carácter?
Mas que triste que fico com tanta mente retrógrada que por aí anda de olhos fechados... Coitaditos...
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Como correr vídeos HD em netbooks e pc's fraquinhos
Olá a todos.
Finalmente consegui por o meu netbook a correr vídeos com resoluções 1080p e 720p.
Não consigo ainda correr vídeos no youtube com essas resoluções, mas pelo menos em vídeos que tenha em ficheiro já é possível assistir descansado sem falhas no som nem quebras de frames.
Experimentei instalar carradas de codecs e programas diferentes, cheguei ao desespero de tentar uma pen de arranque USB com uma instalação live do Ubuntu, mas não conseguia ver vídeos com alta resolução de maneira confortável.
Estava praticamente para desistir e instalar mesmo o Ubuntu no netbook para despistar se as falhas se deveriam ao sistema operativo estar a correr a partir de uma pen, quando tropecei num método espectacular, simples e que funciona.
Vão precisar de dois programas específicos: media player classic home cinema, e um codec, infelizmente pago, chamado coreAVC codec.
O Media Player Classic - Home Cinema é o actual estado de um programa grátis que eu já conhecia há uns tempos, mas que ainda não tinha tido necessidade de usar. É feito com base no primeiro windows media player que saía com o Windows, aquele bastante básico sem a media library e outros enfeites, e cujo objectivo é ser leve e utilizar poucos recursos.
Este foi um dos programas que experimentei antes de ter dado com este codec, e ainda que seja realmente leve e poupado em recursos, não aguentava a reprodução de ficheiros HD de uma maneira que eu achasse confortável.
O dito codec, CoreAVC Codec é um codec proprietário, mas com o lado bom de até ser baratito, custa 10 dólares americanos (ou perto disso), e com os resultados que permite atingir, justifica perfeitamente o investimento.
Vão precisar de:
Media Player Classic Home Cinema (MPC-HC)
CoreAVC Codec
No entanto, não basta instalar o codec, é preciso criar e aplicar um filtro no Media Player Classic para que funcione.
Os passos que eu segui, e com os quais obtive sucesso, foram os seguintes:
Instalar o MPC-HC.
Instalar apenas o coreAVC codec, nao é necessário instalar o Haali Media Splitter:
Depois de instalado,vamos configurar o coreAVC codec. No Start Menu do Windows existirá agora um programa chamado "Configure CoreAVC". Executem-no, e serão apresentadas as opções do codec.
Mudem as seguintes opções:
Em "Deblocking" coloquem "Skip always", e em "Deinterlacing" seleccionem "None (Weave)", conforme exemplificado na figura:
Agora só falta configurar o MPC-HC, e para isso temos de lhe criar um filtro.
Executem o Media Player Classic que instalaram. No menu "View", escolham "Options", e cliquem na opção "External Filters". Carreguem no botão "Add Filter..." que está no canto superior direito, e seleccionem "CoreAVC Video Decoder".
Confirmem que a opção "Prefer" se encontra seleccionada:
Agora seleccionem a opção "Output" que está abaixo de "Playback". Aqui devem confirmar que a opção seleccionada para "DirectShow Video" é "EVR" ou "Enhanced Video Renderer".
Cliquem em "Ok", e re-iniciem o Media Player Classic para que as definições sejam aplicadas.
Et voilá! Agora abram um ficheiro de video 1080p com o Media Player Classic, e verifiquem se já corre melhorzinho.
Se têm um pc antigo, mais fraquito, ou um netbook que não corra vídeos HD, experimentem esta solução, e digam-me o que acharam.
A parte má disto é que como se trata de um codec e de um filtro aplicado especificamente no programa media player classic, é a este programa que ficamos limitados para a reprodução de filmes, e claro, continua a não funcionar em vídeos que se vejam em stream no browser, mas para já estou satisfeito.
Uma das utilizações deste computador seria a de ver filmes quando fosse de férias ou para fora de casa, e honestamente sem reproduzir pelo menos 720p não me serviria esse propósito. Com esta combinação, consegui ultrapassar essa situação. Neste momento consigo ver perfeitamente vídeos HD sem ter vontade de arrancar cabelos.
Até agora, testei com sucesso videos em 1080p, e fiquei satisfeito com o resultado. É de notar que fiz os testes a executar o ficheiro tanto directamente do disco do netbook, como a partir de uma pen USB e até a ler de outro PC na minha rede local. De todas as vezes o video correu de forma bastante aceitável, pelo menos para mim.
É óbvio que esta solução não vai miraculosamente transformar uma máquina com um processador Atom num leitor de video HD, e nas cenas de acção mais rápidas vão ocorrer algumas perdas de frames, e como disse no inicio, continua sem resolver o problema de vídeos HD no YouTube, mas no geral é uma grande melhoria, que permite finalmente relaxar e ver um filmezito em qualquer lado com a mobilidade que um netbook e uma pen USB proporcionam.
Um abraço.
Fonte:
http://www.pcpro.co.uk/blogs/2010/02/18/how-to-play-hd-video-on-a-netbook/
Finalmente consegui por o meu netbook a correr vídeos com resoluções 1080p e 720p.
Não consigo ainda correr vídeos no youtube com essas resoluções, mas pelo menos em vídeos que tenha em ficheiro já é possível assistir descansado sem falhas no som nem quebras de frames.
Experimentei instalar carradas de codecs e programas diferentes, cheguei ao desespero de tentar uma pen de arranque USB com uma instalação live do Ubuntu, mas não conseguia ver vídeos com alta resolução de maneira confortável.
Estava praticamente para desistir e instalar mesmo o Ubuntu no netbook para despistar se as falhas se deveriam ao sistema operativo estar a correr a partir de uma pen, quando tropecei num método espectacular, simples e que funciona.
Vão precisar de dois programas específicos: media player classic home cinema, e um codec, infelizmente pago, chamado coreAVC codec.
O Media Player Classic - Home Cinema é o actual estado de um programa grátis que eu já conhecia há uns tempos, mas que ainda não tinha tido necessidade de usar. É feito com base no primeiro windows media player que saía com o Windows, aquele bastante básico sem a media library e outros enfeites, e cujo objectivo é ser leve e utilizar poucos recursos.
Este foi um dos programas que experimentei antes de ter dado com este codec, e ainda que seja realmente leve e poupado em recursos, não aguentava a reprodução de ficheiros HD de uma maneira que eu achasse confortável.
O dito codec, CoreAVC Codec é um codec proprietário, mas com o lado bom de até ser baratito, custa 10 dólares americanos (ou perto disso), e com os resultados que permite atingir, justifica perfeitamente o investimento.
Vão precisar de:
Media Player Classic Home Cinema (MPC-HC)
CoreAVC Codec
No entanto, não basta instalar o codec, é preciso criar e aplicar um filtro no Media Player Classic para que funcione.
Os passos que eu segui, e com os quais obtive sucesso, foram os seguintes:
Instalar o MPC-HC.
Instalar apenas o coreAVC codec, nao é necessário instalar o Haali Media Splitter:
Depois de instalado,vamos configurar o coreAVC codec. No Start Menu do Windows existirá agora um programa chamado "Configure CoreAVC". Executem-no, e serão apresentadas as opções do codec.
Mudem as seguintes opções:
Em "Deblocking" coloquem "Skip always", e em "Deinterlacing" seleccionem "None (Weave)", conforme exemplificado na figura:
Agora só falta configurar o MPC-HC, e para isso temos de lhe criar um filtro.
Executem o Media Player Classic que instalaram. No menu "View", escolham "Options", e cliquem na opção "External Filters". Carreguem no botão "Add Filter..." que está no canto superior direito, e seleccionem "CoreAVC Video Decoder".
Confirmem que a opção "Prefer" se encontra seleccionada:
Agora seleccionem a opção "Output" que está abaixo de "Playback". Aqui devem confirmar que a opção seleccionada para "DirectShow Video" é "EVR" ou "Enhanced Video Renderer".
Cliquem em "Ok", e re-iniciem o Media Player Classic para que as definições sejam aplicadas.
Et voilá! Agora abram um ficheiro de video 1080p com o Media Player Classic, e verifiquem se já corre melhorzinho.
Se têm um pc antigo, mais fraquito, ou um netbook que não corra vídeos HD, experimentem esta solução, e digam-me o que acharam.
A parte má disto é que como se trata de um codec e de um filtro aplicado especificamente no programa media player classic, é a este programa que ficamos limitados para a reprodução de filmes, e claro, continua a não funcionar em vídeos que se vejam em stream no browser, mas para já estou satisfeito.
Uma das utilizações deste computador seria a de ver filmes quando fosse de férias ou para fora de casa, e honestamente sem reproduzir pelo menos 720p não me serviria esse propósito. Com esta combinação, consegui ultrapassar essa situação. Neste momento consigo ver perfeitamente vídeos HD sem ter vontade de arrancar cabelos.
Até agora, testei com sucesso videos em 1080p, e fiquei satisfeito com o resultado. É de notar que fiz os testes a executar o ficheiro tanto directamente do disco do netbook, como a partir de uma pen USB e até a ler de outro PC na minha rede local. De todas as vezes o video correu de forma bastante aceitável, pelo menos para mim.
É óbvio que esta solução não vai miraculosamente transformar uma máquina com um processador Atom num leitor de video HD, e nas cenas de acção mais rápidas vão ocorrer algumas perdas de frames, e como disse no inicio, continua sem resolver o problema de vídeos HD no YouTube, mas no geral é uma grande melhoria, que permite finalmente relaxar e ver um filmezito em qualquer lado com a mobilidade que um netbook e uma pen USB proporcionam.
Um abraço.
Fonte:
http://www.pcpro.co.uk/blogs/2010/02/18/how-to-play-hd-video-on-a-netbook/
Propositadamente Destítulado
Ofuscado. Difuso. Negro.
Para que lado fica o Norte, onde é cima ou baixo?
Escuridão total.
Volto-me sobre mim mesmo perscrutando o horizonte em busca de alguma luz ou sinal que me possa indicar para onde me dirigir, mas a toda a minha volta apenas existe uma escuridão total que não me deixa ver nada, rigorosamente nada que me permita entender, ou pelo menos vislumbrar que caminho devo tomar.
Escuridão total, esta que eu odeio e que me envolve como um manto, entorpecendo-me o corpo e toldando-me a visão, tornando-a difusa, longínqua, lá ao fundo as imagens distorcem até se tornarem num único e confuso borrão de cores escuras, as pálpebras cada vez mais pesadas... Uma escuridão que trepa sobre mim como uma Jibóia e que aperta, aperta, aperta... Até que pura e simplesmente não existe nada além de breu, negro como a mais escura noite de lua nova sem estrelas.
Perdido. Confuso. Desorientado.
Encontro-me perdido nesta viagem que se chama Vida, olhando para trás sem perceber exactamente onde foi que errei. Interrogo-me vezes sem conta se terei tomado as opções certas, se nas alturas desta viagem em que fui confrontado com escolhas e caminhos a seguir, onde pesei consciências, valores, morais, crenças, esperanças, opiniões e fé, pergunto-me se terei formado o correcto juízo sobre a direcção a seguir. Aqui parado no breu, penso e repenso, volto e revolto os passos que dei sem conseguir chegar a qualquer conclusão. Acerca do que fiz, acerca do que devo fazer. AHAHAHAH, é mentira!
Começo a chegar à conclusão de que não consigo chegar a qualquer conclusão acerca do que sou, do que acredito ou do que quero.
Sempre pensei que era um rapaz correcto, honesto, bem educado, com bons valores e ideias, com a minha personalidade própria mas perfeitamente capaz de entender e conviver com outras personalidades, e sempre achei que era o caminho moralmente certo, o caminho que as pessoas de bem tomam, aquilo que se deve fazer, o caminho correcto. E hoje penso em tudo o que fiz, em tudo o que vivi, tudo o que aprendi, e interrogo-me profundamente se terei compreendido o conceito de correcto. Se não deveria ter feito algumas (muitas!) coisas de outra maneira, se não deveria ter escolhido outro caminho em ditas alturas da viagem? Porque neste momento estou perdido, estou sem saber para onde ir, estou cansado de andar sem rumo, e já caí para o chão.
E o chão sabe bem. A Jibóia vai apertando e cada aperto dá um conforto de que depressa tudo vai acabar e ficar bem. Mas será que eu quero que acabe? Juro que já não sei.
Sinto-me completamente sem forças para mais uma vez enxotar esta cobra, levantar-me e continuar a andar sem qualquer sentido de direcção, sem qualquer luz que me alumie o caminho e que me ajude a evitar os tropeções e cabeçadas que vou dando, cada um mandando-me cada vez um pouco mais ao chão, cada um arrancando de mim mais um pedaço de esperança e fé. E de repente a Jibóia alcança novamente com o seu abraço confortável...
Para que lado fica o Norte, onde é cima ou baixo?
Escuridão total.
Volto-me sobre mim mesmo perscrutando o horizonte em busca de alguma luz ou sinal que me possa indicar para onde me dirigir, mas a toda a minha volta apenas existe uma escuridão total que não me deixa ver nada, rigorosamente nada que me permita entender, ou pelo menos vislumbrar que caminho devo tomar.
Escuridão total, esta que eu odeio e que me envolve como um manto, entorpecendo-me o corpo e toldando-me a visão, tornando-a difusa, longínqua, lá ao fundo as imagens distorcem até se tornarem num único e confuso borrão de cores escuras, as pálpebras cada vez mais pesadas... Uma escuridão que trepa sobre mim como uma Jibóia e que aperta, aperta, aperta... Até que pura e simplesmente não existe nada além de breu, negro como a mais escura noite de lua nova sem estrelas.
Perdido. Confuso. Desorientado.
Encontro-me perdido nesta viagem que se chama Vida, olhando para trás sem perceber exactamente onde foi que errei. Interrogo-me vezes sem conta se terei tomado as opções certas, se nas alturas desta viagem em que fui confrontado com escolhas e caminhos a seguir, onde pesei consciências, valores, morais, crenças, esperanças, opiniões e fé, pergunto-me se terei formado o correcto juízo sobre a direcção a seguir. Aqui parado no breu, penso e repenso, volto e revolto os passos que dei sem conseguir chegar a qualquer conclusão. Acerca do que fiz, acerca do que devo fazer. AHAHAHAH, é mentira!
Começo a chegar à conclusão de que não consigo chegar a qualquer conclusão acerca do que sou, do que acredito ou do que quero.
Sempre pensei que era um rapaz correcto, honesto, bem educado, com bons valores e ideias, com a minha personalidade própria mas perfeitamente capaz de entender e conviver com outras personalidades, e sempre achei que era o caminho moralmente certo, o caminho que as pessoas de bem tomam, aquilo que se deve fazer, o caminho correcto. E hoje penso em tudo o que fiz, em tudo o que vivi, tudo o que aprendi, e interrogo-me profundamente se terei compreendido o conceito de correcto. Se não deveria ter feito algumas (muitas!) coisas de outra maneira, se não deveria ter escolhido outro caminho em ditas alturas da viagem? Porque neste momento estou perdido, estou sem saber para onde ir, estou cansado de andar sem rumo, e já caí para o chão.
E o chão sabe bem. A Jibóia vai apertando e cada aperto dá um conforto de que depressa tudo vai acabar e ficar bem. Mas será que eu quero que acabe? Juro que já não sei.
Sinto-me completamente sem forças para mais uma vez enxotar esta cobra, levantar-me e continuar a andar sem qualquer sentido de direcção, sem qualquer luz que me alumie o caminho e que me ajude a evitar os tropeções e cabeçadas que vou dando, cada um mandando-me cada vez um pouco mais ao chão, cada um arrancando de mim mais um pedaço de esperança e fé. E de repente a Jibóia alcança novamente com o seu abraço confortável...
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Divagações sem rumo definido
Já há bastante tempo que eu era da opinião de que não tencionava ter filhos.
Apesar de não ignorar a parte em que sim, não deve existir nada mais maravilhoso que gerar, criar e cuidar de uma vida proveniente da nossa própria existência, vê-la crescer e amá-la, também tenho de ser realista e admitir que eu mal sei cuidar de mim, quanto mais de uma criatura pequena e indefesa. Sem falar em condições, é absolutamente necessário ter condições de criar um ambiente de estabilidade e harmonia no qual a criança possa crescer e desenvolver a sua personalidade.
Mas ainda sequer sem chegar a essa parte do dilema, o destino acabou por me facilitar a vida nesse sentido.
Vários médicos de diferentes especialidades, desde médicos de medicina geral, a oftalmologistas, pneumologistas, e até uma médica especialista em medicina genética me disseram que em caso de eu vir a ter um filho, que há grandes, mesmo muito fortes possibilidades de que a criança também venha a padecer do mesmo problema de polipos que eu tenho.
No caso de eu ter um filho, essa criança teria de ser submetida a colónoscopias anuais desde os doze anos de idade de maneira a detectar e retirar prematuramente quaisquer polipos que se viessem a formar.
Apesar de não se ter conseguido ainda identificar o exacto porquê do meu corpo ter desenvolvido esta alteração, é garantido que é de origem familiar, sendo então hereditário.
E apenas esta razão me faz concluir e ter a certeza de que se há alguma coisa que eu faça de certo na vida, é a de decidir não ter filhos biológicos. Acho que não conseguiria viver em paz com a minha consciência sabendo que uma criança de tão tenra idade, que só se devia concentrar em estudar , brincar e crescer feliz, teria de ser submetida a estes procedimentos. Não mereceria.
E até aqui tudo bem, a quem lesse isto até iria parecer que eu sou boa pessoa, um tipo com consciência e bom coração. Mas as vezes acho que não sou...
Estava a almoçar, e ouvi assim de surra uma noticia de que o governo vai incentivar a natalidade.
Desde já quero deixar claro que não ouvi a noticia com atenção, nem me dei ao trabalho de ir a procura, mas fiquei a matutar... É um dos meus grandes defeitos, o meu sub-consciente fica aqui a mastigar coisas que mais valia eu nem ter sabido.... Mas adiante.
Então, com uma taxa de desemprego tão alta, porquê estimular ainda mais a natalidade? Se for a ver, se calhar até faz sentido. Se tiveres um filho estando desempregado, não vais ter o stress enorme de encontrar um sitio decente e de confiança onde deixar a prole enquanto estás no serviço. Além de que vais poder acompanhar o crescimento do rebento desde o primeiro dia, o que me parece uma oportunidade maravilhosa.
E se os pais estiverem empregados, então está aqui uma oportunidade única de criar um boom de emprego: ama-seca.
Agora que estou a pensar nisto, parece-me um plano genial.
Basta por um lado incentivar à natalidade das poucas pessoas que ainda estão empregadas, enquanto ao mesmo tempo se lançam gigantescas acções de formação de babysitting aos desempregados por este País fora, de maneira a que o desemprego gradualmente baixe enquanto os pais vão regressando aos seus empregos.
Sim... Isto é capaz de resultar.
Mas agora que estamos a falar no assunto, eu acho que as coisas são bastante injustas no que toca a vantagens em procriar. Quero com isto dizer que a minha decisão de não ter filhos, apesar de parecer bastante responsável por não colocar neste mundo uma criança sem as devidas condições para o fazer, acaba também por me prejudicar. Por exemplo, lá no serviço, quando alguém tem um filho, tem direito a ficar em casa a acompanhar os primeiros dias da prole. Entenda-mo-nos, eu não estou contra isto, acho muito bem que se tenha direito a viver um momento tão mágico como ser pai, mas se formos a ver, eu nunca tive direito a nenhum dia de nenhuma vez que acolhi um gato abandonado. Lanço a questão, será que é mais importante para esta sociedade ter a decisão de colocar um ser minúsculo ser humano neste planeta, do que a de salvar a vida de um pobre animal que já cá caminha na face desta terra?
Nunca ouvi falar de ninguém que tenha sido recompensado por salvar a vida de um animal, mas casos de quem é recompensado por ter tido filhos são casos do dia a dia. Será justo?
Ou quando por exemplo uma das crianças está doente, então o pai ou mãe não vai trabalhar porque tem de cuidar do rebento, está tudo bem e não se passa nada.
Eu, por outro lado, quando passo uma noite sem dormir a caminho da casa de banho a cada meia ou três quartos de hora e de manhã ligo a avisar que estou todo torcido da tripa, e que não me consigo levantar da cama, a resposta que recebo é "ok, então depois traz o papel do centro de saúde". Claro que sim, estou cheio de dores, com uma diarreia fodida, mas sim, vou levantar-me e caminhar para o centro de saúde para ficar quatro ou cinco horas a espera para falar com um médico, e explicar que apenas estou ali para que me passem um papel que certifique que de facto não estou em condições de trabalhar, e não sou apenas um preguiçoso mentiroso que não quer trabalhar.
Aparentemente ter filhos faz de nós mais honestos. Então parece-me mais um ponto a favor do ter filhos.
E as prendas? Enxovais e fraldas, e toda uma parafernália de objectos e utensílios para bebés, já para não falar do dinheiro.
"Já soube que tiveste um filho, espero que corra tudo bem, que venha saudável, toma lá uma lembrançazita para ajudar!".
Então quando um gajo responsável que decide não ter filhos compra uma playstation, porque é que nunca ninguém disse: "Já soube que tens uma playstation! Espero que corra tudo bem, que não precises de recorrer ao apoio técnico, toma lá um joguito para ajudar!". Fará sentido?
Ou os casamentos? Uma logística Hérculeana incluindo para muitos convidados a ginástica do arranjar algo decente para vestir, mais uma bela prendinha para os felizes noivos que na grande maioria das vezes passados nem um par de anos já estão divorciados. Esta então parece-me a melhor vantagem.
Já há algum tempo que me parece que também não vou casar. Não é que eu seja esquisito, pelo contrário, acho é que não há quem tenha aquilo que é preciso para me aturar. Então, parece-me que também não vou casar.
Mas quer-me cá parecer que casar é um excelente negócio. Podia casar, receber as prendinhas, e descasar passados uns meses. Rinse and repeat.
Isto parece parvoíce, mas a realidade é que a conclusão a que eu chego é que esta sociedade está feita para beneficiar os "robôs" que entram no sistema: nascer, crescer, casar, ter filhos, trabalhar o resto da vida para sustentar a família, morrer.
Isto não seria errado se o beneficio não fosse apenas para esse grupo.
Existem pessoas, como eu, e eu acredito que cada vez somos mais, que decidimos não ser exactamente aquilo que a sociedade espera que sejamos. Que decidimos não casar, ou não ter filhos, entre muitas outras coisas. E não é por isso que deixamos de dar o nosso contributo para a sociedade, por vezes até mais do que os "robôs".
Então porque não temos direito também a alguns benefícios? Porque o que acontece actualmente é precisamente o contrário, somos prejudicados por decidir não ser iguais ao resto do rebanho.
Enfim... Tanto disparate num só post parece-me demais até para mim... Mas infelizmente não consigo controlar este bichinho na minha cabeça que murmura para aqui coisas entre-dentes com o meu sub-consciente, e me deixam a pensar nestas coisas... Quem sabe se a vocês também?
Bottom line, acho que estou mesmo a ficar maluquinho... :)
Um abraço a todos, e até à próxima.
Apesar de não ignorar a parte em que sim, não deve existir nada mais maravilhoso que gerar, criar e cuidar de uma vida proveniente da nossa própria existência, vê-la crescer e amá-la, também tenho de ser realista e admitir que eu mal sei cuidar de mim, quanto mais de uma criatura pequena e indefesa. Sem falar em condições, é absolutamente necessário ter condições de criar um ambiente de estabilidade e harmonia no qual a criança possa crescer e desenvolver a sua personalidade.
Mas ainda sequer sem chegar a essa parte do dilema, o destino acabou por me facilitar a vida nesse sentido.
Vários médicos de diferentes especialidades, desde médicos de medicina geral, a oftalmologistas, pneumologistas, e até uma médica especialista em medicina genética me disseram que em caso de eu vir a ter um filho, que há grandes, mesmo muito fortes possibilidades de que a criança também venha a padecer do mesmo problema de polipos que eu tenho.
No caso de eu ter um filho, essa criança teria de ser submetida a colónoscopias anuais desde os doze anos de idade de maneira a detectar e retirar prematuramente quaisquer polipos que se viessem a formar.
Apesar de não se ter conseguido ainda identificar o exacto porquê do meu corpo ter desenvolvido esta alteração, é garantido que é de origem familiar, sendo então hereditário.
E apenas esta razão me faz concluir e ter a certeza de que se há alguma coisa que eu faça de certo na vida, é a de decidir não ter filhos biológicos. Acho que não conseguiria viver em paz com a minha consciência sabendo que uma criança de tão tenra idade, que só se devia concentrar em estudar , brincar e crescer feliz, teria de ser submetida a estes procedimentos. Não mereceria.
E até aqui tudo bem, a quem lesse isto até iria parecer que eu sou boa pessoa, um tipo com consciência e bom coração. Mas as vezes acho que não sou...
Estava a almoçar, e ouvi assim de surra uma noticia de que o governo vai incentivar a natalidade.
Desde já quero deixar claro que não ouvi a noticia com atenção, nem me dei ao trabalho de ir a procura, mas fiquei a matutar... É um dos meus grandes defeitos, o meu sub-consciente fica aqui a mastigar coisas que mais valia eu nem ter sabido.... Mas adiante.
Então, com uma taxa de desemprego tão alta, porquê estimular ainda mais a natalidade? Se for a ver, se calhar até faz sentido. Se tiveres um filho estando desempregado, não vais ter o stress enorme de encontrar um sitio decente e de confiança onde deixar a prole enquanto estás no serviço. Além de que vais poder acompanhar o crescimento do rebento desde o primeiro dia, o que me parece uma oportunidade maravilhosa.
E se os pais estiverem empregados, então está aqui uma oportunidade única de criar um boom de emprego: ama-seca.
Agora que estou a pensar nisto, parece-me um plano genial.
Basta por um lado incentivar à natalidade das poucas pessoas que ainda estão empregadas, enquanto ao mesmo tempo se lançam gigantescas acções de formação de babysitting aos desempregados por este País fora, de maneira a que o desemprego gradualmente baixe enquanto os pais vão regressando aos seus empregos.
Sim... Isto é capaz de resultar.
Mas agora que estamos a falar no assunto, eu acho que as coisas são bastante injustas no que toca a vantagens em procriar. Quero com isto dizer que a minha decisão de não ter filhos, apesar de parecer bastante responsável por não colocar neste mundo uma criança sem as devidas condições para o fazer, acaba também por me prejudicar. Por exemplo, lá no serviço, quando alguém tem um filho, tem direito a ficar em casa a acompanhar os primeiros dias da prole. Entenda-mo-nos, eu não estou contra isto, acho muito bem que se tenha direito a viver um momento tão mágico como ser pai, mas se formos a ver, eu nunca tive direito a nenhum dia de nenhuma vez que acolhi um gato abandonado. Lanço a questão, será que é mais importante para esta sociedade ter a decisão de colocar um ser minúsculo ser humano neste planeta, do que a de salvar a vida de um pobre animal que já cá caminha na face desta terra?
Nunca ouvi falar de ninguém que tenha sido recompensado por salvar a vida de um animal, mas casos de quem é recompensado por ter tido filhos são casos do dia a dia. Será justo?
Ou quando por exemplo uma das crianças está doente, então o pai ou mãe não vai trabalhar porque tem de cuidar do rebento, está tudo bem e não se passa nada.
Eu, por outro lado, quando passo uma noite sem dormir a caminho da casa de banho a cada meia ou três quartos de hora e de manhã ligo a avisar que estou todo torcido da tripa, e que não me consigo levantar da cama, a resposta que recebo é "ok, então depois traz o papel do centro de saúde". Claro que sim, estou cheio de dores, com uma diarreia fodida, mas sim, vou levantar-me e caminhar para o centro de saúde para ficar quatro ou cinco horas a espera para falar com um médico, e explicar que apenas estou ali para que me passem um papel que certifique que de facto não estou em condições de trabalhar, e não sou apenas um preguiçoso mentiroso que não quer trabalhar.
Aparentemente ter filhos faz de nós mais honestos. Então parece-me mais um ponto a favor do ter filhos.
E as prendas? Enxovais e fraldas, e toda uma parafernália de objectos e utensílios para bebés, já para não falar do dinheiro.
"Já soube que tiveste um filho, espero que corra tudo bem, que venha saudável, toma lá uma lembrançazita para ajudar!".
Então quando um gajo responsável que decide não ter filhos compra uma playstation, porque é que nunca ninguém disse: "Já soube que tens uma playstation! Espero que corra tudo bem, que não precises de recorrer ao apoio técnico, toma lá um joguito para ajudar!". Fará sentido?
Ou os casamentos? Uma logística Hérculeana incluindo para muitos convidados a ginástica do arranjar algo decente para vestir, mais uma bela prendinha para os felizes noivos que na grande maioria das vezes passados nem um par de anos já estão divorciados. Esta então parece-me a melhor vantagem.
Já há algum tempo que me parece que também não vou casar. Não é que eu seja esquisito, pelo contrário, acho é que não há quem tenha aquilo que é preciso para me aturar. Então, parece-me que também não vou casar.
Mas quer-me cá parecer que casar é um excelente negócio. Podia casar, receber as prendinhas, e descasar passados uns meses. Rinse and repeat.
Isto parece parvoíce, mas a realidade é que a conclusão a que eu chego é que esta sociedade está feita para beneficiar os "robôs" que entram no sistema: nascer, crescer, casar, ter filhos, trabalhar o resto da vida para sustentar a família, morrer.
Isto não seria errado se o beneficio não fosse apenas para esse grupo.
Existem pessoas, como eu, e eu acredito que cada vez somos mais, que decidimos não ser exactamente aquilo que a sociedade espera que sejamos. Que decidimos não casar, ou não ter filhos, entre muitas outras coisas. E não é por isso que deixamos de dar o nosso contributo para a sociedade, por vezes até mais do que os "robôs".
Então porque não temos direito também a alguns benefícios? Porque o que acontece actualmente é precisamente o contrário, somos prejudicados por decidir não ser iguais ao resto do rebanho.
Enfim... Tanto disparate num só post parece-me demais até para mim... Mas infelizmente não consigo controlar este bichinho na minha cabeça que murmura para aqui coisas entre-dentes com o meu sub-consciente, e me deixam a pensar nestas coisas... Quem sabe se a vocês também?
Bottom line, acho que estou mesmo a ficar maluquinho... :)
Um abraço a todos, e até à próxima.
Subscrever:
Mensagens (Atom)