segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Um (muito) pequeno (e péssimo) poema.

Saio à rua devagarinho
Pois já sei o que esperar
Mesmo embrulhado no meu casaquinho
Socorro é tudo quanto consigo articular

Sopra um vento gelado
Que incomodaria até um urso polar
O termômetro diz que está complicado
E eu não tarda vou congelar

Ponderei seriamente chamar-te
Sei que a tua força é espectacular
Pensei que se me desses pequena parte
Rapidamente o frio iria passar

Mas imediatamente esqueci a ideia
Seria incapaz de o fazer
Se para me aquecer um pouco
Isso te pudesse fazer sofrer

Assim continuo no meu caminho
Embora nao esteja melhor
Se não fosse o aquecimento do carro
Não quero imaginar a dor

E assim começou o meu dia
Sentindo-me num glaciar
Se morresse agora nao me importava
Partia com o doce gosto de te amar.


O Gajo sem Cólon

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